Vivendo além do cativeiro : os libertos da Sé do Rio de Janeiro (1701-1797)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Souza, Ingrid Ferreira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/12061
Resumo: Dissertação também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCH MHis 2014/09
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This community housed the brotherhoods - the main institutions of sociability and collective protection created by slaves, freed slaves and their descendants –, which is the greatest indication of the importance of this community. Therefore, the community of Sé is here seen as a privileged spot to observe the daily life of individuals concerned. The growth of this population, its organization and diversity has created a complex process of social categorization reflected in a number of words related to skin color that defined and ranked social positions, establishing distance and proximity to captivity or freedom. Hence, Africans and their descendants, slaves of freed persons are identified or identify themselves as “pretos”, “crioulos”, “pardos”, “mulato s”, in an extremely fluid, permeab le and fickle game with words and power. The way the segment of freed slaves is seen here presupposes the necessity of approaching it from its characteristic ethnic and social heterogeneity, reflected in the variety of choices and strategies used during the search for better living conditions. Therefore, this analysis is not confined to an internal study of the freed slaves group, but it prioritizes its interactions with the free and noble segments and the way its organization influenced the shaping of the social hierarchy as a whole. To this end, this research counts with an extensive set of documents, consisting of historical sources underused by the Brazilian historiography of slavery to this point: parish registers of death, wills and banns of marriage.n/aO presente trabalho tem o objetivo de discutir o processo de consolidação do segmento de homens e mulheres forros na sociedade carioca setecentista, entendendo-o como intrínseco a outras transformações sofridas pela cidade no período, tais como a urbanização e o aprofundamento das conexões atlânticas devido ao tráfico de escravos com o continente africano. O recorte espacial adotado compreende a freguesia da Sé, a maior e mais antiga da cidade, local de intensa circulação e permanência da população negra que se avolumava no decorrer do século XVIII. Ela abrigava as principais instituições de sociabilidade e amparo coletivo criadas pelos escravos, libertos e seus descendentes – as irmandades –, sendo este o maior indício da importância desta freguesia, concebida aqui como espaço privilegiado para observação do cotidiano dos indivíduos em questão. O crescimento desta população, sua organização e diversidade geraram um processo complexo de categorização social, manifesto em um vocabulário de cor que buscava delimitar e hierarquizar lugares sociais, estabelecendo distâncias ou aproximações em relação ao cativeiro ou à liberdade. Assim, veem-se africanos e seus descendentes, cativos ou forros, serem identificados ou se autoidentificarem como “pretos”, “crioulos”, “pardos”, “mulatos”, num jogo de palavras – e de poder – extremamente fluido, poroso e inconstante. O olhar lançado sobre o segmento de forros pressupõe, sobretudo, a necessidade de abordá-lo a partir da heterogeneidade étnica e social que lhes era característica, refletida na variedade de estratégias e escolhas na busca por melhores condições de vida. Desta forma, a análise empreendida não se restringe a um estudo interno do grupo dos forros, mas prioriza a sua constante interação com os segmentos livres e senhoriais e o modo como sua organização influenciou na conformação da hierarquia social como um todo. Para tal, é utilizado um corpo documental extenso, formado por fontes históricas até o momento subutilizadas pela historiografia brasileira da escravidão: registros paroquiais de óbito, testamentos e banhos matrimoniais.Oliveira, Anderson José Machado deOliveira, Anderson José Machado deFaria, Sheila de CastroFerreira, Roberto GuedesSouza, Ingrid Ferreira de2018-07-20T21:03:35Z2018-07-20T21:03:35Z2014-04-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisSOUZA, Ingrid Ferreira de. Vivendo além do cativeiro: os libertos da Sé do Rio de Janeiro (1701-1797). 2014. 149 f. 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