Carga de doença por acidente vascular cerebral no Brasil e grandes regiões entre 2000 e 2008

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Garritano, Célia Regina de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/12083
Resumo: n/a
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spelling Carga de doença por acidente vascular cerebral no Brasil e grandes regiões entre 2000 e 2008Disease burden due to stroke in Brazil and large regions between 2000 and 2008CIÊNCIAS DA SAÚDEMEDICINANEUROLOGIAStrokeMortalityBurden of disease-BrazilAcidente vascular cerebralMortalidadeCarga de doença – Brasiln/aIntroduction: Stroke is a leading cause of deaths, disability and burden of disease worldwide, with about two-thirds of deaths occurring in developing countries. Objectives: Estimate the mortality rate and burden of stroke in Brazil and regions. Material and methods: The study was carried out between the years 2000 and 2008 in both sexes in the age groups above 30 years old. For the burden of mortality (YLL) the causes of deaths were selected according to the International Classification of Diseases (ICD 10), being included for the stroke codes I60 to I69 that were adjusted for sex-specific under-reporting. The Ill-defined Causes deaths were also adjusted for sex-specific under-reporting and distributed proportionally by sex, age group and region, and calculating the number of deaths from stroke among the Ill-defined causes. The deaths occurring during the first stroke attack were estimated with data from the literature. For the calculation of YLD, the incidence of stroke was derived from the Paid Authorized Hospitalization, and deaths occurring during a hospitalization were subtracted. Population data were based on 2000 and 2010 Census and the intercensal estimates were calculated based on the growth rate of the population, according to sex, age group and region of residence. Consistency of the collected information was accessed using software DISMOD II of the World Health Organization. Were used Japan’s life expectancy with a discount rate of 3% and the disability weights of stroke. The absolute values of DALY, DALY rate, adjusted DALY/1,000 inhabitants by the direct method, crude and the standardized mortality rates/100.000 inhabitants were calculated. Data were stratified by three-year periods: 2001, 2004 and 2007 by sex, age and location. Data were plotted and, based on scatter plots the function with optimal fit was found. Statistical analysis was performed using softwares Statistical Package for Social Sciences V 13.0 and 8.4 V StatDisk. Results: In the study period there were a total 336.356 due to stroke. The Southeast region accounted for 41.4% of the total deaths and the Midwest had the lowest percentage (5.3%). The crude mortality rate/100,000 population in Brazil reduced 13.2%, the adjusted mortality rate 18.7%, DALYs rate 14.2% and the adjusted DALYs 18.5%. Conclusion: There was a decreasing trend of the crude and the standardized mortality rates by stroke in the studied period with the low-income Brazilian regions having the highest rates of mortality, while the most developed regions accounted for the highest YLD burden, and not of YLL, probably because in regions with higher income per capita the access to professional care can reduce the mortality from stroke, however, a consequence of the reduced mortality is a greater number of permanent disabilities, which also correlates with our findings. The DALYs rate in Brazil showed a reduction which was more expressive among men than women in all localities, except in the Northern region. The per capita income was not regarded as an influential factor in assessing the number of DALYs in regions, unlike the standardized DALY, for which the less developed regions presented the largest values.n/aIntrodução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de óbitos, incapacidade e carga de doença com 2/3 dos óbitos ocorrendo em países em desenvolvimento. Objetivos: Estimar a taxa de mortalidade e a carga de doença por AVC no Brasil e regiões brasileiras. Material e Métodos: O estudo foi realizado entre 2000 a 2008, em ambos os sexos, nas faixas etárias acima de 30 anos. Para a carga de mortalidade (“Years of Life Lost” – YLL) as causas de óbitos foram selecionadas de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), sendo para o AVC os códigos I60 a I69, com a correção de sub registros para maiores de 1 ano de idade. Os óbitos por Causas Mal Definidas foram distribuídos proporcionalmente por sexo, idade e localidade, sendo aplicado o fator de correção, calculando-se o número de óbitos por AVC entre os por Causas Mal Definidas. Os óbitos de primeiro ataque de AVC foram estimados com dados da literatura. Para o cálculo de “Years Lived with Disability” (YLD), a incidência foi obtida pelas informações de Autorização de Internação Hospitalar paga, sendo subtraídos os óbitos durante a hospitalização. Os dados populacionais foram interpolados com base nos censos de 2000 e 2010 sendo calculada a taxa de crescimento populacional do período intercensitário e estratificados de acordo com o sexo, idade e local de residência. As informações foram moduladas no “software” DISMOD II fornecido pela Organização Mundial de Saúde. Foi utilizada a expectativa de vida do Japão com taxa de desconto de 3% e os pesos de Incapacidade do AVC. Calcularam-se os valores, a taxa de “Disability-Adjusted Life Year” (DALY) e DALY padronizada/1.000 habitantes através do método direto, a taxa de mortalidade bruta padronizada/100.000 habitantes. Os dados foram estratificados por triênios, correspondendo a 2001, 2004 e 2007 por sexo, faixa etária e localidade. Os dados foram inseridos e através de diagrama de dispersão foi avaliada qual a função de melhor ajuste. Para a análise estatística foram utilizados os “softwares” Statistical Package for Social Sciences V13.0 e StatDisk V 8.4. Resultados: No período ocorreram 336.356 óbitos por AVC. A região Sudeste foi responsável por 41,4% dos óbitos e o Centro Oeste apresentou o menor percentual (5,3%). A taxa de mortalidade bruta/100.000 habitantes no Brasil reduziu 13,2%, a mortalidade padronizada 18,7%, a taxa de DALY 14,2% e a taxa de DALY padronizada 18,5%. Conclusão: Houve uma tendência de queda da taxa de mortalidade bruta e padronizada, com as regiões menos desenvolvidas apresentando os maiores valores, enquanto as mais desenvolvidas tiveram as maiores taxas de YLD ao contrário do YLL, provavelmente porque nas com maior renda o acesso ao atendimento profissional pode reduzir a mortalidade, mas tendo como conseqüência um maior número de seqüelas. A taxa de DALY no Brasil apresentou um declínio mais expressivo no sexo masculino do que no feminino em todas as localidades, exceto no Norte. A renda “per capita” não foi considerada um fator influente na avaliação da taxa de DALY nas regiões, ao contrário da DALY padronizada, pois as localidades menos desenvolvidas apresentaram os maiores valores.Luz, Paula MendesLuz, Paula MendesLeite, Iuri da CostaAlvarenga, Regina Maria PapaisLeon, Soniza Vieira AlvesBergmann, AnkePy, Marco OliveiraGarritano, Célia Regina de Oliveira2018-08-02T16:41:54Z2018-08-02T16:41:54Z2012-11-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisGARRITANO, Célia Regina de Oliveira. Carga de doença por acidente vascular cerebral no Brasil e grandes regiões entre 2000 e 2008. 2012. 97 f. Tese (Doutorado em Neurologia) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.http://hdl.handle.net/unirio/12083info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Hórusinstname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)instacron:UNIRIO2018-08-31T16:36:41Zoai:localhost:unirio/12083Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/oai/requestbiblioteca.sid@unirio.bropendoar:2024-12-06T17:58:15.363798Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)false
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