Mídia e discurso : a memória da instituição federal de preservação do patrimônio brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Correia, Maria Rosa Dos Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/12331
Resumo: Dissertação também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCH MMS 2010/05
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The New State's ideological project emphasized the notion of a national culture and IPHAN fitted well into this project. The foundation of the Heritage Service was seen by the New State as an opportunity to sell the image of a government that cared about the people and its culture and had a clear cultural project policy for the Brazilian nation. The current thesis aims to understand how the discourse about the federal institution in charge of the preservation of Brazilian heritage, IPHAN, was portrayed by the written media at two important moments: in the period 1936-1937, when it was created, and in 2007, when it completed 70 years since its foundation. We will recognize and analyze relevant discoursive material taken from the written media at those two moments, using French Discourse Analysis (DA) as our theoretical background, in particular the ideas developed by French philosopher Michel Pêcheux. According to DA, language is materialized in discourse and discourse materializes ideology. Every piece of discourse is determined by its social-historical and ideological conditions of production. Therefore, there is no such a thing as neutral discourse; it is always full of other discourse instances and the meanings of what was seen, experienced and forgotten as well as all that was silenced. From this point of view, mediatic discourse produces meanings, thus helping construct memory and identity of what was represented. Jornal do Brasil was chosen as the written media to be analyzed because it is one of the oldest newspapers in existence in Rio de Janeiro. Our interest in such discourse has to do with its role in the construction of IPHAN's identity.n/aO Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, antigo SPHAN, foi criado em 13/01/1937 e regulamentado pelo Decreto-Lei nº 25 de 30 de novembro do mesmo ano, tendo como primeiro diretor Rodrigo Melo Franco de Andrade. Apesar de 1937 ter sido o ano de criação da instituição, foi no ano de 1936 que o escritor Mário de Andrade elaborou o anteprojeto do “Serviço do Patrimônio Artístico Nacional” a pedido de Gustavo Capanema, então Ministro da Educação e Saúde Pública, que norteou a criação do SPHAN. O IPHAN foi criado em pleno início do Estado Novo, regime político ditatorial de Getúlio Vargas. Fazia parte do projeto ideológico do Estado Novo a afirmação de uma cultura nacional e o IPHAN encaixava-se nesse projeto. O Estado via na instituição do Patrimônio a possibilidade de vender a imagem de um governo que se preocupava com o povo e sua cultura e que tinha um claro projeto político cultural para a nação brasileira. A presente dissertação tem por objetivo compreender como o discurso sobre a instituição federal de preservação do patrimônio brasileiro, IPHAN, foi construído pela mídia escrita em dois importantes momentos: 1936 e 1937, período de sua institucionalização, e 2007, quando completou 70 anos. Para tanto, serão identificadas as materialidades discursivas que se destacam nas matérias produzidas pela mídia escrita nos dois momentos, tendo por base os estudos da Análise do Discurso de corrente francesa (AD), cujo personagem principal é o filósofo francês Michel Pêcheux. Para a AD a linguagem se materializa no discurso e o discurso é a materialidade da ideologia. Todo discurso é constituído pelas condições de produção sócio-históricas e ideológicas. Não há, portanto, um discurso neutro, ele é impregnado de outros discursos e de sentidos do já-visto, do já-vivido, como, também, de todos os esquecimentos e silenciamentos. Nessa perspectiva, o discurso midiático produz sentidos, contribuindo, dessa forma, para a construção de uma memória e uma identidade sobre o representado. Para este trabalho foi escolhido o Jornal do Brasil como mídia escrita a ser analisada, por ser este um dos jornais mais antigos em circulação no Rio de Janeiro. O interesse em tal discurso recai sobre o seu papel na construção da identidade dessa instituição.Orrico, Evelyn Goyannes DillOrrico, Evelyn Goyannes DillFerreira, Lucia Maria AlvesMariani, Bethania Sampaio CorrêaBarbosa, Marialva CarlosCorreia, Maria Rosa Dos Santos2018-08-23T18:08:29Z2018-08-23T18:08:29Z2010-05-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCORREIA, Maria Rosa Dos Santos. 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