Memória e política nos caminhos de Nietzsche e Arendt

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Dias, Mário José
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/11960
Resumo: Tese também disponível em formato impresso, com o número de chamada CCH DMS 2013/04.
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From the further study of the writings of these philosophers, especially ―Genealogy of morals‖, written by Nietzsche, in 1887, and ―The Origins of Totalitarianism‖, published by Arendt, in 1950, it was possible to perceive that beyond the differences and natural wealth of their ideas, both start from a common issue: the force exerted by the forgetfulness in the relationship between the men. The argument is that forgetfulness to Nietzsche has the same function as not forgetfulness to Arendt, i.e., exert a force between memory and recollection, capable of generating a creative and effective action on the polis. Thus, philosophers propose, in different perspectives, a review of the political model established in its historical time, with reference to the Greek polis, deepening specifically the agonistic public space, in which it was possible to introduce the debate, the confrontation and sometimes the consensus. We corroborate that once dismissed this agonistic space, in which the differences are exposed and the public man appears, the void of power occurs and, consequently, the establishment of totalitarianism, by violence. Inaugural political game in Nietzsche's thought and playing an instrumental role for Arendt, violence is able to create an organized memory. This one, in turn, leads individuals to a self-forgetfulness and momentary passivity front of political affairs, which constitutes for both the annulment of competitive, agonistic and salutary action, own public spaces. Finally, arguing the dominant political ideas in modernity (nationalism, bureaucratization, massification, despotic domain of economic interests), Nietzsche and Arendt face the difficult task of revisiting the history to find in there a new interpretative perspective of the actions of individuals facing the scenario of a consumer society, in which economics stands among politics, freedom and creation.n/aA questão abordada nesta tese se refere ao campo teórico da memória social vinculada à problemática política, apresentada a partir do pensamento de dois filósofos: Nietzsche e Arendt. Embora estejam situados em contextos históricos distintos e, portanto, com interpretações diversas sobre o mundo, a vida, a política e a sociedade, é possível encontrar neles um ponto comum de análise e crítica à realidade contemporânea. A partir do estudo mais aprofundado das obras destes filósofos, principalmente ?A genealogia da moral?, escrita por Nietzsche, em 1887, e ?Origens do totalitarismo?, publicado por Arendt, em 1950, foi possível perceber que para além das diferenças e da riqueza singular de suas ideias, ambos partem de uma questão comum: a força exercida pelo esquecimento na relação do entre os homens. A tese defendida é a de que o esquecimento para Nietzsche tem a mesma função que o não esquecimento para Arendt, ou seja, exercer uma força entre a memória e a lembrança, capaz de gerar uma ação criadora e efetiva sobre a pólis. Com isso, os filósofos propõem, em perspectivas distintas, uma revisão do modelo político instaurado em seu tempo histórico, tendo como referência a pólis grega, aprofundando, especificamente, o espaço público agonístico, no qual era possível instaurar o debate, o confronto e, por vezes, o consenso. Constata-se que, uma vez destituído desse espaço agonístico, no qual as diferenças são expostas e o homem público aparece, ocorre o vazio do poder e, consequentemente, a instauração, pela violência, do totalitarismo. A violência, inaugural do jogo político no pensamento nietzschiano e desempenhando um papel instrumental para Arendt, é capaz de criar uma memória organizada. Esta, por sua vez, conduz os indivíduos a um esquecimento de si e a passividade momentânea diante dos assuntos políticos, o que, para ambos, representaria a anulação da ação competitiva, agonística e salutar, própria dos espaços públicos. Por fim, ao questionar as ideias políticas dominantes na modernidade (nacionalismo, burocratização, massificação, domínio despótico dos interesses econômicos), Nietzsche e Arendt se encontram diante da difícil tarefa de revisitar a história para encontrar nela uma nova perspectiva interpretativa das ações dos indivíduos diante do cenário de uma sociedade de consumo, na qual o econômico se interpõe à política, à liberdade e à criação.Barrenechea, Miguel Angel deBarrenechea, Miguel Angel deFarias, Francisco Ramos deLifschitz, Javier AlejandroBranco, Guilherme CasteloLisboa, Maria HelenaDias, Mário José2018-07-13T15:09:20Z2018-07-13T15:09:20Z2013-06-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisDIAS, Mário José. Memória e política nos caminhos de Nietzsche e Arendt. 2013. 203 f. Tese (Doutorado em Memória Social)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.http://hdl.handle.net/unirio/11960info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Hórusinstname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)instacron:UNIRIO2018-07-20T19:25:44Zoai:localhost:unirio/11960Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/oai/requestbiblioteca.sid@unirio.bropendoar:2024-12-06T17:58:09.101773Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)false
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