Análise regional da implementação dos cuidados farmacêuticos na rede de atenção à saúde e sua percepção pelos profissionais farmacêuticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Souza, Júlio Eduardo Pereira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/30103/0013000000jtb
Idioma: por
Instituição de defesa: UNISA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
SUS
Link de acesso: http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1354
Resumo: Os Cuidados Farmacêuticos na Atenção Primária à Saúde e especializada foi normatizada pela Portaria nº 1.918 / 2016 aprovada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS-SP). A atuação do farmacêutico se mostra importante para ampliação do cuidado em saúde e na melhora na adesão ao tratamento medicamentoso dos pacientes. Objetivo: Os objetivos deste trabalho foram avaliar a percepção dos farmacêuticos e analisar os Cuidados Farmacêuticos após a implementação da Portaria na Rede de Atenção Primária à Saúde e de Especialidades. Método: Para o primeiro objetivo foi utilizado um questionário online aplicado antes e depois da normatização da Portaria. No segundo objetivo os dados foram coletados a partir de consultas farmacêuticas, informações em prontuários médicos, prescrições médicas, resultados de exames laboratoriais e descritivo efetuado pelos farmacêuticos em prontuários. Resultados: Com relação à percepção farmacêutica, trinta e dois farmacêuticos responderam os questionários. As opiniões dos profissionais farmacêuticos quanto os tipos de intervenções utilizadas, quanto sua capacidade de intervir, gerar bons resultados e na confiança dos pacientes para o farmacêutico foram semelhantes antes ou após a normatização da Portaria de Cuidados Farmacêuticos. No entanto, após a normatização da portaria houve aumento da participação nas reuniões da equipe multidisciplinar, com aumento das devolutivas de melhora da farmacoterapia durante as reuniões. Os profissionais farmacêuticos relataram, ainda, que se sentem mais inseridos na equipe (81.25%), necessidade da mudança de postura profissional (87,50%), e atualização acadêmica (96,88%). Com relação à caracterização dos Cuidados farmacêuticos após a normatização da Portaria, os pacientes encaminhados para a CF têm idade entre 40-89 anos e maioria são do sexo feminino (58,33%). Estes pacientes apresentaram comorbidades sendo as mais frequentes Diabetes Mellitus Tipo 2, Hipertensão arterial e dislipidemia (25%), Diabetes Mellitus Tipo 2 e Hipertensão arterial ou Diabetes Mellitus Tipo 1 e Hipertensão arterial (12,5 %). O número de CF variou de uma (50%) até doze consultas (2,78%). Os Problemas Relacionados à Farmacoterapia (PRF) mais encontrados (p<0,0001) foram a interação medicamentosa (35,63%), frequência ou horário e administração incorreto (19,59%) entre outros. As classificações das interações medicamentosas foram de moderada (87,07%) a alta (12,93%) gravidade, com risco de hipotensão aguda (19,4%), aumento de efeito (17,91%) entre outros. As intervenções utilizadas pelos farmacêuticos foram o aconselhamento específico sobre a doença relacionada ao tratamento medicamentoso (45,83%), utilização de provisões de materiais como a Caixa Organizadora de Medicamentos (C.O.M) (69,89%) entre outros (2,78%). Conclusão: A implementação dos Cuidados Farmacêuticos de acordo com a Portaria nº 1.918 / 2016 aproximou os farmacêuticos dos pacientes usuários do SUS e da equipe multidisciplinar da sua Unidade de Saúde, promovendo um melhor acompanhamento do paciente com polifarmacoterapia, principalmente para diminuir a interação medicamentosa, reações adversas, PRF e facilitar a administração dos medicamentos por uso das caixas organizadoras de medicamentos.
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