Impacto do alcoolismo nos relacionamentos heterossexuais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Paes, Karina Da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/30103/0013000001mt2
Idioma: por
Instituição de defesa: UNISA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1144
Resumo: O alcoolismo é um problema de saúde pública e na sociedade brasileira, é uma substância lícita e de fácil acesso. Dentre as consequências, destacam-se o aumento da mortalidade, acidentes, violências, danos físicos, psicológico, social com repercussão nos relacionamentos familiares e amorosos. Objetivos: Identificar a influência do alcoolismo sobre o gênero situação, de violência, relacionamento familiar e amoroso dos indivíduos em tratamento no CAPS AD III. Método: Trata-se de um estudo transversal, exploratório, descritivo com abordagem quantitativa, por meio da aplicação de um questionário semiestruturado, onde avaliaram-se 103 pessoas com experiência amorosa e em tratamento para alcoolismo no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras drogas, localizado na zona sul da cidade de São Paulo, no período de outubro a dezembro de 2018, a participação foi voluntária e por conveniência. Resultados: Os resultados do presente estudo demonstraram que os gêneros femininos (14%) e masculino (86%) em relação aos dados sociodemográficos, período de união e período de tratamento, houve diferença significante entre os gêneros, destacando que as mulheres (85,7%) sentem mais ciúmes do que os homens (57,3%). Em relação ao histórico da violência conjugal, foi encontrado que as mulheres fazem mais ameaças de agressão (71,4%) e ameaça de morte (64,3%) quando comparada aos homens. Em relação aos impactos na sexualidade, a falta de interesse mostrou- se maior nas mulheres (78,6%) quando comparadas aos homens (50,6%). O aumento da libido é superior nos homens (74,2%), além do aumento no interesse ou atração por outras pessoas (71,9%), quando comparado as mulheres. Em relação a falta de preliminares com o companheiro (a) foi de (40,4%) nos homens e (71,4%) nas mulheres. Conclusões: As variáveis sociodemográficas não diferiram significantemente quando comparados em relação as demais estudadas, as mulheres apresentam mais ocupadas no âmbito formal e informal porém, a renda percapta familiar permanece inferior quando comparada ao gênero masculino, os fatores ligados a relação entre as mulheres, as análises não revelaram diferença significante, entre os homens e a ideação suicida, dificuldade socioeconômicas, depressão e a falta de comunicação foram os fatores significantemente mais frequentes. Entre os homens a discussão foi significantemente maior, porém, em ambos os sexos o início da violência foi proveniente da discussão considerada como agressão verbal durante o período de conflito do casal. Em relação aos sentimentos na familia e crenças referente a conjugalidade a frequencia das respostas entre os gêneros foram semelhantes e a análise estátistica não mostrou significância. O tipo de incentivo para inicio do tratamento no CAPS AD foi realizado pelos amigos conforme a frequência das respostas entre os gêneros feminino e masculino e apartir desse direcionamento a procura foi por demanda espontânea.
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