Sacra et profana: uma análise da maternidade feminista negra lésbica em Audre Lorde (1979-1992)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gerard, Nicole Estevam
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/30103/00130000010fp
Idioma: por
Instituição de defesa: UNISA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2801
Resumo: A maternidade é frequentemente associada à mulher, como em um processo evolutivo indispensável que permeia o imaginário heteronormativo social. No entanto, é importante considerar que essa concepção pode não se aplicar a todas as experiências e realidades femininas, especialmente aquelas que fogem aos padrões sociais normativos. Nesta dissertação, temos como problema para verificar: como as experiências de maternidade em Audre Lorde, figura proeminente do feminismo interseccional, apresenta as suas vivências enquanto mulher negra, feminista, mãe e lésbica, e desafia as noções tradicionais e eurocentradas de maternidade e família? Temos como hipótese que, a partir do texto, Lorde demonstra suas vivências, permitindo ao leitor compreender seu local em uma sociedade heteronormativa. Temos como objetivo geral observar como a maternidade lésbica de Audre Lorde se apresenta em suas produções literárias. Assim como contamos com três objetivos específicos, a saber: (i) observar como Audre Lorde constrói a maternidade interseccional em suas obras; (ii) debater em que medida a experiência feminista-lésbica-mãe em Audre Lorde se contrapõe a uma ótica heteronormativa de família e como a ativista delineia a noção de família; (iii) verificar como o coletivo e o individual se relacionam numa perspectiva social nas dinâmicas de familiares, afetivo-românticas e maternas na obra da autora, dando enfoque para as tensões de poder baseadas nas dinâmicas de gênero e raça. O corpus selecionado para este estudo são as obras de Audre Lorde, em especial "Irmã Outsider: ensaios e conferências" e "Zami: uma nova grafia do meu nome, uma biomitografia". O que justifica essa escolha é a necessidade de reflexão acerca de novas estruturas familiares para além da heteronormatividade, bem como o desejo pessoal de criar espaços com maior visibilidade para a literatura lésbica. As obras selecionadas apresentam somente ensaios, visando observar obras de gênero semelhante, mais utilizado pela autora para narrar seu cotidiano. O arcabouço teórico deste trabalho parte de uma pesquisa interdisciplinar que dialoga com diferentes áreas do conhecimento, como por exemplo os estudos do feminismo interseccional, utilizando Bell Hooks (2021), Angela Davis (2016) e Audre Lorde (2018), além de pesquisas acerca de gênero e sobre a construção da maternidade, visando compreender a construção da sagrada família heteronormativa em oposição ao ‘desvio’ da maternidade lésbica. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica, efetuando um levantamento acerca das obras de Audre Lorde, dando ênfase para a maternidade lésbica. Como resultados alcançados observamos a construção de novas perspectivas de maternidades, nas quais Audre Lorde faz uma representação positiva acerca de relacionamentos hetero-divergentes, abordando o plano familiar e maternal como uma vivência concreta e possível para mulheres lésbicas.
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