Tratamento peridontal não cirúrgico em pacientes com Síndrome de Down com doença: avaliação de duas citocinas inflamatórias
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
UNISA
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://dspace.unisa.br/handle/123456789/420 |
Resumo: | A Síndrome de Down é uma desordem genética cromossômica, também conhecida como trissomia do cromossomo 21 (T21), caracterizada por genótipos dismórficos entre os afetados. Pacientes com SD apresentam diversas alterações bucais importantes para o cirurgião dentista, incluindo o aumento da prevalência e gravidade de doença periodontal (DP). Diante do exposto objetivo desse estudo é quantificar interleucina 6 (IL-6) e o fator estimulador de colônias de macrófagos e granulófagos (GM-CSF) no fluido gengival de indivíduos com SD com doença DP e comparar com indivíduos não sindrômicos com DP. Foi selecionado para este estudo longitudinal um total de 40 indivíduos, os quais foram divididos nos seguintes grupos com 20 indivíduos cada: Grupo 1- SD com DP e Grupo 2- Não-sindrômicos com DP (Controle). Todos os indivíduos participantes do estudo receberam tratamento periodontal básico (raspagem, alisamento e polimento supragengival) e posteriormente a raspagem subgengival. Nos acompanhamentos de 45 e 90 dias, foi realizada nova coleta de fluido gengival crevicular nos mesmos sítios determinados para a coleta inicial, e foi repetido o exame periodontal. No entanto, os dados do acompanhamento de 90 dias foram apenas descritivos e não foi realizado a análise estatística pelo n da amostra (Grupo SD - 9 pacientes e Grupo controle -5 pacientes). Os indivíduos com SD possuíam um maior volume de fluido gengival e maior concentração de citocinas (IL-6 e GM-CSF) em comparação com indivíduos do grupo Controle antes do tratamento periodontal (p<0,05). Após o tratamento, todas as citocinas (IL-6 e CSF-GM) tiveram uma maior quantidade no grupo sindrômico em relação ao grupo Controle (p<0,05). Porém, o volume do fluido não apresentou diferença nos grupos estudados. No grupo SD, o volume do fluido e a citocinas GM-CSF apresentou uma diminuição significante depois do tratamento (p<0,05). As citocinas analisadas podem sugerir que nos indivíduos com SD o sistema imune não é eficiente na função e na produção destes mediadores inflamatórios. Notavelmente, podemos observar uma maior quantidade de citocinas IL-6 e GM-CSF no fluido gengival desses indivíduos em comparação com os do grupo controle. Após o tratamento periodontal, embora houvesse melhora nos parâmetros clínicos e redução na concentração de ambas as citocinas, elas ainda permaneceram em altas concentrações nos sítios doentes dos indivíduos com SD, o que pode demonstrar que eles apresentam uma resposta muito mais intensa frente ao processo inflamatório, explicando em parte, a alta prevalência e severidade da DP em pacientes com SD. |
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A Síndrome de Down é uma desordem genética cromossômica, também conhecida como trissomia do cromossomo 21 (T21), caracterizada por genótipos dismórficos entre os afetados. Pacientes com SD apresentam diversas alterações bucais importantes para o cirurgião dentista, incluindo o aumento da prevalência e gravidade de doença periodontal (DP). Diante do exposto objetivo desse estudo é quantificar interleucina 6 (IL-6) e o fator estimulador de colônias de macrófagos e granulófagos (GM-CSF) no fluido gengival de indivíduos com SD com doença DP e comparar com indivíduos não sindrômicos com DP. Foi selecionado para este estudo longitudinal um total de 40 indivíduos, os quais foram divididos nos seguintes grupos com 20 indivíduos cada: Grupo 1- SD com DP e Grupo 2- Não-sindrômicos com DP (Controle). Todos os indivíduos participantes do estudo receberam tratamento periodontal básico (raspagem, alisamento e polimento supragengival) e posteriormente a raspagem subgengival. Nos acompanhamentos de 45 e 90 dias, foi realizada nova coleta de fluido gengival crevicular nos mesmos sítios determinados para a coleta inicial, e foi repetido o exame periodontal. No entanto, os dados do acompanhamento de 90 dias foram apenas descritivos e não foi realizado a análise estatística pelo n da amostra (Grupo SD - 9 pacientes e Grupo controle -5 pacientes). Os indivíduos com SD possuíam um maior volume de fluido gengival e maior concentração de citocinas (IL-6 e GM-CSF) em comparação com indivíduos do grupo Controle antes do tratamento periodontal (p<0,05). Após o tratamento, todas as citocinas (IL-6 e CSF-GM) tiveram uma maior quantidade no grupo sindrômico em relação ao grupo Controle (p<0,05). Porém, o volume do fluido não apresentou diferença nos grupos estudados. No grupo SD, o volume do fluido e a citocinas GM-CSF apresentou uma diminuição significante depois do tratamento (p<0,05). As citocinas analisadas podem sugerir que nos indivíduos com SD o sistema imune não é eficiente na função e na produção destes mediadores inflamatórios. Notavelmente, podemos observar uma maior quantidade de citocinas IL-6 e GM-CSF no fluido gengival desses indivíduos em comparação com os do grupo controle. Após o tratamento periodontal, embora houvesse melhora nos parâmetros clínicos e redução na concentração de ambas as citocinas, elas ainda permaneceram em altas concentrações nos sítios doentes dos indivíduos com SD, o que pode demonstrar que eles apresentam uma resposta muito mais intensa frente ao processo inflamatório, explicando em parte, a alta prevalência e severidade da DP em pacientes com SD. |
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