Frequência de Chlamydia trachomatis em amostras endocervicais de mulheres da zona sul de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Felix, Estella Moraes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/30103/001300000302z
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
IST
Link de acesso: http://dspace.unisa.br/handle/123456789/2868
Resumo: Segundo a OMS, houve 376 milhões de novos casos de clamídia, gonorréia, sífilis e tricomoníase em 2019, no mesmo ano, no Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas foram diagnosticadas com ISTs, tornando-se um problema para o sistema de saúde. No Brasil a prevalência varia de 4,3% a 31,0%, apesar de não ser de notificação compulsória, o Ministério da Saúde recomenda rastreio em gestantes e adolescentes, pode ser assintomática em 80% dos casos. A bactéria C. trachomatis, gram-negativa, causa infecção intracelular e afeta mucosas genitais, retais e oculares. A infecção em mulheres pode levar à doença inflamatória pélvica, complicações em gestantes como gravidez ectópica e infertilidade. O diagnóstico se dá através de testes de amplificação de ácidos nucléicos, a citologia Papanicolau pode evidenciar alterações celulares. Fatores de risco incluem baixa escolaridade, baixa renda, início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. Objetivos: Avaliar a frequência da infecção por C.trachomatis em mulheres atendidas em ambulatório de ginecologia situado em região carente do município de São Paulo. Métodos: Foram coletadas amostras de raspado cervicovaginal de mulheres voluntárias (N= 102), após a coleta de dados sociodemográficos, as amostras foram obtidas por meio de raspado. Para citopatológica oncótica as lâminas foram coradas pelo método de Papanicolau, na extração de DNA utilizamos PureLinkTMGenomic DNA Mini Kit e para identificação de C. trachomatis utilizamos PCR em tempo real com Master Mix de Reagentes. Os dados foram analisados com o GraphPadPrism 8 utilizando o teste G de Cochran e teste Qui-quadrado. Resultados: Mais de 50% das mulheres eram casadas ou tinham união estável, a maior parcela tem entre 41-60 anos de idade e 80,39% iniciaram as relações sexuais com 11-20 anos. Dentre as voluntárias do estudo 17 (16,7%) estavam infectadas com C. trachomatis. Ainda, 29,41% das mulheres infectadas apresentavam co-infecção com N. gonorrhoeae e HPV sendo de 11,76% (HPV16). Conclusões: A frequência de infecção por Clamídia encontra-se dentro da frequência de infecção na população brasileira. Concluímos também a maioria das pacientes positivas Clamídia apresentavam dados citopatológicos normais, o que destaca o método de diagnóstico molecular como potencial ferramenta para rastreio da infecção.
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