A eutanásia e seus impactos nos médicos veterinários da clínica de pequenos animais
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
UNISA
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://dspace.unisa.br/handle/123456789/914 |
Resumo: | O estreitamento das relações entre o ser humano e seus animais de estimação, mais nitidamente cães e gatos, afetou sobremaneira o modo como estes são percebidos lares adentro, sendo considerados atualmente como membros destas famílias. Tais mudanças causam impacto direto nos consultórios médicos veterinários, incluindo as expectativas do tutor em relação ao papel que o profissional deve cumprir na rotina. O que se tem visto na prática, conforme a literatura mostra, é o despreparo do profissional para lidar com estas demandas, criando espaço para o surgimento de situações repletas de dilemas morais e estresse moral, que ao longo do tempo podem culminar nos quadros de Síndrome de Burnout e Fadiga por Compaixão, além de depressão. Diversos são os fatores estressores apontados para esta realidade, e o objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção dos médicos veterinários de São Paulo que atendem pequenos animais sobre a eutanásia na rotina, além da possível influência desta decisão no bem-estar de seus pacientes. Para tanto, foi realizada uma pesquisa do tipo exploratória com levantamento bibliográfico que culminou no desenvolvimento de três capítulos, o último contendo os detalhamentos da pesquisa conduzida. Para esta, foi criado um questionário estruturado, de questões fechadas e múltipla escolha, buscando-se referência em instrumentos já validados, cujo preenchimento ocorreu na plataforma Google Docs. O público-alvo incluiu médicos veterinários do município de São Paulo que atuavam na clínica de pequenos animais com cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), e que praticavam a eutanásia em sua rotina de trabalho – em animais doentes, saudáveis ou de laboratório. A divulgação da pesquisa ocorreu nas principais mídias sociais como Facebook, Instagram, LinkedIn, entre outros recursos. A análise estatística foi realizada no software R1 e foram considerados estatisticamente significativos os resultados com valor de p menor que 5%. Foi realizada a amostragem de conveniência perante a divulgação do link do questionário online nas referidas mídias sociais, e demais meios de comunicação. Foram respondidos 124 questionários, mas feitas as devidas exclusões, caracterizou-se um número final de 108. Os resultados mostram que para 44,44% da amostra a eutanásia é reconhecida como fator estressor, e como tal, pode afetar a tomada de decisão - feitas as associações estatísticas, 25% alteram a decisão clínica e 55,56% dos profissionais adiantam a realização do procedimento nestas condições. O estudo indicou também a associação estatística significativa sobre considerar ou não a eutanásia um fator estressante com 9 outros fatores presentes no questionário. |
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