Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Bruna Regina Figura
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/30103/001300000161r
Idioma: por
Instituição de defesa: UNISA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
PCR
Link de acesso: http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1440
Resumo: As hemoparasitoses caninas são doenças transmitidas por artrópodes hematófagos e causadas por uma grande variedade de agentes. A espécie Anaplasma platys corresponde a parasitas intracelulares obrigatórias de plaquetas, principalmente em cães, sendo responsáveis pelo desenvolvimento de um quadro clínico denominado trombocitopenia cíclica canina. A babesiose canina é uma doença transmitida por carrapatos, causada por hematozoários do gênero Babesia, no qual a B. canis vogeli é a mais prevalente no Brasil. A erliquiose monocítica canina (EMC) no Brasil vem apresentando casuística crescente em hospitais e clínicas veterinárias, sendo considerada por muitos como uma das mais importantes doenças transmissíveis na clínica de pequenos animais. Outra enfermidade, pouco relatada, é a Hepatozoonose canina, causada pela ingestão do vetor infectado com o protozoário que atinge monócitos e neutrófilos do cão, levando à doenças com severidade variáveis. A Micoplasmose Canina é uma enfermidade pouco relatada, causada por bactérias que afetam os eritrócitos e que pode ser fatal em animais imunossuprimidos, esplenectomizados ou que apresentam co-infecções. Outra hemoparasitose importante em cães é a rangeliose ou nambyuvú (orelha que sangra), também conhecida como febre amarela dos cães ou peste do sangue, causada pela infecção por Rangelia vitalii. R. rickettsii é considerada a espécie mais patogênica entre as Rickettsias. A doença causada por essa bactéria é chamada de Febre maculosa das Montanhas Rochosas (RMSF) devido ao primeiro relatado ter ocorrido na região das Montanhas Rochosas nos EUA. No Brasil, é também conhecida como Febre Maculosa Brasileira e os carrapatos do gênero Amblyomma são os vetores. O objetivo desse trabalho foi avaliar a ocorrência de hemoparasitos em cães apresentando trombocitopenia, assim como relacionar com manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Foram selecionadas 115 amostras de cães trombocitopênicos atendidos em Hospital Veterinário particular da zona norte de São Paulo/SP, sendo processadas por PCR em tempo real. 43 amostras foram positivos para ao menos um patógeno: Hepatozoon spp. (11,3%), E. canis (6,08%), B. canis vogeli (6,08%) e A. platys (0,86%). Coinfecções também foram detectadas: B. canis vogeli e Hepatozoon spp. (7,82%); E. canis e Hepatozoon spp. (1,62%); A. platys, B. canis vogeli, E. canis e Hepatozoon spp. (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e Mycoplasma spp (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e R. vitalii (1,62%). As manifestações clínicas apresentadas foram sinais gastrointestinais, apatia, mucosas hipocoradas, hipertermia, perda de peso, sinais neurológicos, hematúria, alterações locomotoras, respiratórias, desidratação, linfadenopatias, hemorragias, icterícia, epistaxe e óbito. Em relação ao hematócrito, 33 apresentaram anemia, sendo 12 classificadas como leve; 16 (14,15%) moderadas; 3 (2,65%) severas e 2 (1,76%) muito severas. Das 115 amostras, onze (9,64%) apresentaram leucopenia, enquanto que em 31 amostras (27,43%) observou-se leucocitose. Houve diferença estatística entre os valores de hipertermia, icterícia, linfadenopatias, sinais locomotores e epistaxe.
id UNISA-1_ff36f62b1982bedd0693f10d9b1a47ed
oai_identifier_str oai:dspace.unisa.br:123456789/1440
network_acronym_str UNISA-1
network_name_str Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro
repository_id_str
spelling Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriaisCãoHemoparasitoseTrombocitopeniaPCRAs hemoparasitoses caninas são doenças transmitidas por artrópodes hematófagos e causadas por uma grande variedade de agentes. A espécie Anaplasma platys corresponde a parasitas intracelulares obrigatórias de plaquetas, principalmente em cães, sendo responsáveis pelo desenvolvimento de um quadro clínico denominado trombocitopenia cíclica canina. A babesiose canina é uma doença transmitida por carrapatos, causada por hematozoários do gênero Babesia, no qual a B. canis vogeli é a mais prevalente no Brasil. A erliquiose monocítica canina (EMC) no Brasil vem apresentando casuística crescente em hospitais e clínicas veterinárias, sendo considerada por muitos como uma das mais importantes doenças transmissíveis na clínica de pequenos animais. Outra enfermidade, pouco relatada, é a Hepatozoonose canina, causada pela ingestão do vetor infectado com o protozoário que atinge monócitos e neutrófilos do cão, levando à doenças com severidade variáveis. A Micoplasmose Canina é uma enfermidade pouco relatada, causada por bactérias que afetam os eritrócitos e que pode ser fatal em animais imunossuprimidos, esplenectomizados ou que apresentam co-infecções. Outra hemoparasitose importante em cães é a rangeliose ou nambyuvú (orelha que sangra), também conhecida como febre amarela dos cães ou peste do sangue, causada pela infecção por Rangelia vitalii. R. rickettsii é considerada a espécie mais patogênica entre as Rickettsias. A doença causada por essa bactéria é chamada de Febre maculosa das Montanhas Rochosas (RMSF) devido ao primeiro relatado ter ocorrido na região das Montanhas Rochosas nos EUA. No Brasil, é também conhecida como Febre Maculosa Brasileira e os carrapatos do gênero Amblyomma são os vetores. O objetivo desse trabalho foi avaliar a ocorrência de hemoparasitos em cães apresentando trombocitopenia, assim como relacionar com manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Foram selecionadas 115 amostras de cães trombocitopênicos atendidos em Hospital Veterinário particular da zona norte de São Paulo/SP, sendo processadas por PCR em tempo real. 43 amostras foram positivos para ao menos um patógeno: Hepatozoon spp. (11,3%), E. canis (6,08%), B. canis vogeli (6,08%) e A. platys (0,86%). Coinfecções também foram detectadas: B. canis vogeli e Hepatozoon spp. (7,82%); E. canis e Hepatozoon spp. (1,62%); A. platys, B. canis vogeli, E. canis e Hepatozoon spp. (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e Mycoplasma spp (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e R. vitalii (1,62%). As manifestações clínicas apresentadas foram sinais gastrointestinais, apatia, mucosas hipocoradas, hipertermia, perda de peso, sinais neurológicos, hematúria, alterações locomotoras, respiratórias, desidratação, linfadenopatias, hemorragias, icterícia, epistaxe e óbito. Em relação ao hematócrito, 33 apresentaram anemia, sendo 12 classificadas como leve; 16 (14,15%) moderadas; 3 (2,65%) severas e 2 (1,76%) muito severas. Das 115 amostras, onze (9,64%) apresentaram leucopenia, enquanto que em 31 amostras (27,43%) observou-se leucocitose. Houve diferença estatística entre os valores de hipertermia, icterícia, linfadenopatias, sinais locomotores e epistaxe.UNISA2023-05-24T19:39:41Z2023-05-24T19:39:41Z2019info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Bruna Regina Figura da. Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Orientador: Jonas Moraes Filho. 2019. 83 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária e Bem Estar Animal) — Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2019.http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1440ark:/30103/001300000161rSilva, Bruna Regina Figuraporreponame:Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaroinstname:Universidade Santo Amaro (UNISA)instacron:UNISAinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-10-21T11:03:07Zoai:dspace.unisa.br:123456789/1440Repositório InstitucionalPRIhttps://dspace.unisa.br/server/oai/requestjesantos@prof.unisa.br || mimartins@unisa.bropendoar:2025-10-21T11:03:07Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro - Universidade Santo Amaro (UNISA)false
dc.title.none.fl_str_mv Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
title Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
spellingShingle Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
Silva, Bruna Regina Figura
Cão
Hemoparasitose
Trombocitopenia
PCR
title_short Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
title_full Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
title_fullStr Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
title_full_unstemmed Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
title_sort Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais
author Silva, Bruna Regina Figura
author_facet Silva, Bruna Regina Figura
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Silva, Bruna Regina Figura
dc.subject.por.fl_str_mv Cão
Hemoparasitose
Trombocitopenia
PCR
topic Cão
Hemoparasitose
Trombocitopenia
PCR
description As hemoparasitoses caninas são doenças transmitidas por artrópodes hematófagos e causadas por uma grande variedade de agentes. A espécie Anaplasma platys corresponde a parasitas intracelulares obrigatórias de plaquetas, principalmente em cães, sendo responsáveis pelo desenvolvimento de um quadro clínico denominado trombocitopenia cíclica canina. A babesiose canina é uma doença transmitida por carrapatos, causada por hematozoários do gênero Babesia, no qual a B. canis vogeli é a mais prevalente no Brasil. A erliquiose monocítica canina (EMC) no Brasil vem apresentando casuística crescente em hospitais e clínicas veterinárias, sendo considerada por muitos como uma das mais importantes doenças transmissíveis na clínica de pequenos animais. Outra enfermidade, pouco relatada, é a Hepatozoonose canina, causada pela ingestão do vetor infectado com o protozoário que atinge monócitos e neutrófilos do cão, levando à doenças com severidade variáveis. A Micoplasmose Canina é uma enfermidade pouco relatada, causada por bactérias que afetam os eritrócitos e que pode ser fatal em animais imunossuprimidos, esplenectomizados ou que apresentam co-infecções. Outra hemoparasitose importante em cães é a rangeliose ou nambyuvú (orelha que sangra), também conhecida como febre amarela dos cães ou peste do sangue, causada pela infecção por Rangelia vitalii. R. rickettsii é considerada a espécie mais patogênica entre as Rickettsias. A doença causada por essa bactéria é chamada de Febre maculosa das Montanhas Rochosas (RMSF) devido ao primeiro relatado ter ocorrido na região das Montanhas Rochosas nos EUA. No Brasil, é também conhecida como Febre Maculosa Brasileira e os carrapatos do gênero Amblyomma são os vetores. O objetivo desse trabalho foi avaliar a ocorrência de hemoparasitos em cães apresentando trombocitopenia, assim como relacionar com manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Foram selecionadas 115 amostras de cães trombocitopênicos atendidos em Hospital Veterinário particular da zona norte de São Paulo/SP, sendo processadas por PCR em tempo real. 43 amostras foram positivos para ao menos um patógeno: Hepatozoon spp. (11,3%), E. canis (6,08%), B. canis vogeli (6,08%) e A. platys (0,86%). Coinfecções também foram detectadas: B. canis vogeli e Hepatozoon spp. (7,82%); E. canis e Hepatozoon spp. (1,62%); A. platys, B. canis vogeli, E. canis e Hepatozoon spp. (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e Mycoplasma spp (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e R. vitalii (1,62%). As manifestações clínicas apresentadas foram sinais gastrointestinais, apatia, mucosas hipocoradas, hipertermia, perda de peso, sinais neurológicos, hematúria, alterações locomotoras, respiratórias, desidratação, linfadenopatias, hemorragias, icterícia, epistaxe e óbito. Em relação ao hematócrito, 33 apresentaram anemia, sendo 12 classificadas como leve; 16 (14,15%) moderadas; 3 (2,65%) severas e 2 (1,76%) muito severas. Das 115 amostras, onze (9,64%) apresentaram leucopenia, enquanto que em 31 amostras (27,43%) observou-se leucocitose. Houve diferença estatística entre os valores de hipertermia, icterícia, linfadenopatias, sinais locomotores e epistaxe.
publishDate 2019
dc.date.none.fl_str_mv 2019
2023-05-24T19:39:41Z
2023-05-24T19:39:41Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv SILVA, Bruna Regina Figura da. Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Orientador: Jonas Moraes Filho. 2019. 83 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária e Bem Estar Animal) — Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2019.
http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1440
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/30103/001300000161r
identifier_str_mv SILVA, Bruna Regina Figura da. Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Orientador: Jonas Moraes Filho. 2019. 83 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária e Bem Estar Animal) — Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2019.
ark:/30103/001300000161r
url http://dspace.unisa.br/handle/123456789/1440
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv UNISA
publisher.none.fl_str_mv UNISA
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro
instname:Universidade Santo Amaro (UNISA)
instacron:UNISA
instname_str Universidade Santo Amaro (UNISA)
instacron_str UNISA
institution UNISA
reponame_str Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro
collection Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro
repository.name.fl_str_mv Repositório Digital Unisa da Universidade Santo Amaro - Universidade Santo Amaro (UNISA)
repository.mail.fl_str_mv jesantos@prof.unisa.br || mimartins@unisa.br
_version_ 1846690527604375552