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Identificação de RNAs longos não-codificadores em pacientes com Leishmaniose Tegumentar Americana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Almeida, Mariana Cordeiro [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/238795
Resumo: Nas Américas, a leishmaniose cutânea é comumente conhecida como leishmaniose tegumentar Americana, tendo como principal agente causador a espécie Leishmania (Viannia) braziliensis, responsável pelas três formas da doença: leishmaniose cutânea localizada (LCL), leishmaniose mucocutânea ou mucosa (LM) e leishmaniose disseminada (LD). A LCL é a forma mais comum, caracterizada por uma ou até dez lesões no local da picada do flebotomíneo. Após a cura da lesão cutânea inicial com o uso ou não de medicamentos, pode ocorrer o desenvolvimento da LM em até 20% dos pacientes, caracterizada pela destruição das mucosas oral e nasal. Essa progressão envolve diversos fatores relacionados ao parasito e ao hospedeiro que ainda não estão totalmente esclarecidos. As interações patógeno-hospedeiro envolvem diversas mudanças dinâmicas na expressão gênica no curso da infecção que podem ser reguladas por RNAs longos não-codificadores (lncRNAs). Os lncRNAs são capazes de regular a expressão gênica a nível transcricional e pós-transcricional, atuando em condições fisiológicas e patológicas. Nesse contexto, o presente estudo visa analisar se a coexpressão de lncRNAs e seu possíveis mRNAs alvos estão envolvidos no eventual desenvolvimento de LM. Os dados públicos de RNA-Seq (NCBI - GEO DataSets GSE33601) foram obtidos a partir da biópsia de lesões cutâneas primárias de 6 indivíduos. Após a cura completa da lesão, 3 indivíduos não apresentaram recidiva da doença (grupo LCL), enquanto os outros 3 desenvolveram lesões na mucosa oral e nasal (grupo LM). Após o alinhamento e contagem das reads e análise de expressão diferencial, identificamos 579 mRNAs e 46 lncRNAs diferencialmente expressos (p-valor<0.05 e log2(FC)≥1) no contraste entre grupos LM e LCL. A partir do cálculo do coeficiente da correlação de Pearson, nós identificamos 1324 pares lncRNAs-mRNAs coexpressos (|r|≥0.9 e p-valor<0.05). O lncRNA SNHG29 é um potencial regulador do mRNA S100A8, ambos mais expressos no grupo LM. Em conjunto com seu parceiro heterodimérico S100A9, formam um complexo que atua como mediador pró-inflamatório sendo reconhecidos por receptores de células da imunidade inata e queratinócitos. Sendo assim, nossos resultados sugerem que a regulação do mRNA alvo pelo lncRNA pode resultar em um ambiente pró-inflamatório contribuindo para o eventual desenvolvimento da lesão mucosa característica da LM.
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Essa progressão envolve diversos fatores relacionados ao parasito e ao hospedeiro que ainda não estão totalmente esclarecidos. As interações patógeno-hospedeiro envolvem diversas mudanças dinâmicas na expressão gênica no curso da infecção que podem ser reguladas por RNAs longos não-codificadores (lncRNAs). Os lncRNAs são capazes de regular a expressão gênica a nível transcricional e pós-transcricional, atuando em condições fisiológicas e patológicas. Nesse contexto, o presente estudo visa analisar se a coexpressão de lncRNAs e seu possíveis mRNAs alvos estão envolvidos no eventual desenvolvimento de LM. Os dados públicos de RNA-Seq (NCBI - GEO DataSets GSE33601) foram obtidos a partir da biópsia de lesões cutâneas primárias de 6 indivíduos. Após a cura completa da lesão, 3 indivíduos não apresentaram recidiva da doença (grupo LCL), enquanto os outros 3 desenvolveram lesões na mucosa oral e nasal (grupo LM). Após o alinhamento e contagem das reads e análise de expressão diferencial, identificamos 579 mRNAs e 46 lncRNAs diferencialmente expressos (p-valor<0.05 e log2(FC)≥1) no contraste entre grupos LM e LCL. A partir do cálculo do coeficiente da correlação de Pearson, nós identificamos 1324 pares lncRNAs-mRNAs coexpressos (|r|≥0.9 e p-valor<0.05). O lncRNA SNHG29 é um potencial regulador do mRNA S100A8, ambos mais expressos no grupo LM. Em conjunto com seu parceiro heterodimérico S100A9, formam um complexo que atua como mediador pró-inflamatório sendo reconhecidos por receptores de células da imunidade inata e queratinócitos. Sendo assim, nossos resultados sugerem que a regulação do mRNA alvo pelo lncRNA pode resultar em um ambiente pró-inflamatório contribuindo para o eventual desenvolvimento da lesão mucosa característica da LM.In the Americas, cutaneous leishmaniasis is commonly known as American tegumentary leishmaniasis, having as the main causative agent the species Leishmania (Viannia) braziliensis, responsible for the three forms of the disease: localized cutaneous leishmaniasis (LCL), mucocutaneous or mucosal leishmaniasis (ML) and disseminated leishmaniasis (DL). LCL is the most common form, characterized by one or ten lesions at the sandfly bite site. After healing of the initial skin lesion with or without the use of medication, ML may develop in up to 20% of patients, characterized by destruction of the oral and nasal mucosa. This progression involves several factors related to the parasite and the host that are not yet fully understood. Pathogen-host physiological changes involve several dynamic changes in gene expression over the course of infection that can be regulated by long non-coding RNAs (lncRNAs). LncRNAs are capable of regulating gene expression at the transcriptional and post-transcriptional level in regulatory and pathological conditions. In this context, the present study aims to analyse whether the co-expression of lncRNAs and their possible target mRNAs are involved in the eventual development of ML. Public RNA-Seq data (NCBI - GEO DataSets GSE33601) were obtained from biopsy of primary skin lesions from 6 individuals. After complete healing of the lesion, 3 individuals had no recurrence of the disease (LCL group), while the other 3 developed lesions in the oral and nasal mucosa (ML group). After read alignment and counting, differential expression analysis identified 579 mRNAs and 46 lncRNAs differentially expressed (p-value<0.05 and log2(FC)≥1) in the contrast between ML and LCL groups. From Pearson’s correlation coefficient, we identified 1324 co-expressed lncRNAs-mRNA pairs (|r|≥0.9 and p-value<0.05). LncRNA SNHG29 is a potential regulator of mRNA S100A8, both upregulated in the LM group. Together with its heterodimeric partner S100A9, these proteins form a complex that acts as a pro-inflammatory mediator and is recognized by innate immune cell receptors and keratinocytes. Our results suggest that target mRNA regulation by lncRNA may result in a pro-inflammatory environment for the eventual development of the mucosal lesion characteristic of ML.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)CAPES: 88887.711766/2022-00FAPESP: 19/13541-6Universidade Estadual Paulista (Unesp)Lopes, Flavia LombardiUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Almeida, Mariana Cordeiro [UNESP]2023-01-17T22:11:38Z2023-01-17T22:11:38Z2023-01-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/23879533004021075P8porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-07T05:05:58Zoai:repositorio.unesp.br:11449/238795Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-07T05:05:58Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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