Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Cunha, Ramon Alves da [UNESP]
Orientador(a): Ferreira, João Carlos Pinheiro [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/315799
Resumo: As mudanças climáticas levantam preocupações quanto ao possível aumento na ocorrência de ondas de calor e, consequentemente, à exposição ao estresse térmico. O efeito do estresse térmico na reprodução é complexo e pode resultar em modulação negativa do sistema endócrino, da viabilidade dos gametas e dos desfechos gestacionais em ruminantes. Com base na hipótese de que o estresse térmico afeta o proteoma epididimário, este estudo teve como objetivo investigar o perfil proteômico do tecido epididimário de carneiros submetidos a estresse térmico testicular induzido por insulação escrotal. Foram utilizados 25 carneiros (Santa Inês × Dorper), divididos em cinco grupos (n = 5): controle (castrados sem insulação escrotal), 24h (isolados por 24 horas e castrados após a insulação), 48h (isolados por 48 horas e castrados em seguida), 7d e 14d (isolados por 48 horas e castrados, respectivamente, sete e quatorze dias após a insulação). A insulação escrotal foi realizada com o uso de fraldas descartáveis cobrindo o saco escrotal, e a castração seguiu a técnica de orquiectomia aberta. Amostras epididimárias foram submetidas à eletroforese e processadas por digestão in-gel com tripsina. Após isso as amostras foram concentradas a vácuo e encaminhadas ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e analisadas por espectrometria de massas. A espectrometria de massas identificou 528 proteínas nas diferentes regiões epididimárias analisadas. Na cabeça, foram identificadas 63 proteínas, das quais 50 foram proteínas diferencialmente abundantes (DAPs) (P < 0,05); no corpo, foram detectadas 46 proteínas, sendo 33 DAPs (P < 0,05); e na cauda, foram identificadas 47 proteínas, com 39 DAPs (P < 0,05). A análise do VIP Score identificou as 15 proteínas diferencialmente abundantes mais relevantes por segmento, destacando seu comportamento ao longo do tempo, considerando um limiar de ≥1,0. As análises de ontologia gênica e de interação entre proteínas indicaram que, sob estresse térmico, o órgão inicialmente adota mecanismos de proteção nos momentos 24 e 48 horas (agudos) de estresse térmico testicular. Após o cessar do estresse, nos momentos 7 e 14 dias (crônicos), as proteínas atuam na reparação celular e tecidual, promovendo a recuperação dos danos induzidos pelo estresse térmico. Inicialmente, o organismo ativa mecanismos de defesa para minimizar danos nos momentos agudos, mas, quando insuficientes, direciona esforços para a recuperação celular nos momentos crônicos. Este estudo pioneiro demonstra que o estresse térmico afeta de forma negativa o proteoma do epidídimo em carneiros, evidenciando a importância de investigar os mecanismos para mitigar seus impactos na fertilidade masculina.
id UNSP_08244ee0a8591c0d97935af8ad8bafee
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/315799
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Cunha, Ramon Alves da [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)García, Henry David MogollónFerreira, João Carlos Pinheiro [UNESP]2025-11-28T13:25:37Z2025-10-29CUNHA, Ramon Alves. Proteoma epididimário de ovinos sob estresse térmico. 2025. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Animal) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31579933004064086P163220529605770790009-0007-3931-361XAs mudanças climáticas levantam preocupações quanto ao possível aumento na ocorrência de ondas de calor e, consequentemente, à exposição ao estresse térmico. O efeito do estresse térmico na reprodução é complexo e pode resultar em modulação negativa do sistema endócrino, da viabilidade dos gametas e dos desfechos gestacionais em ruminantes. Com base na hipótese de que o estresse térmico afeta o proteoma epididimário, este estudo teve como objetivo investigar o perfil proteômico do tecido epididimário de carneiros submetidos a estresse térmico testicular induzido por insulação escrotal. Foram utilizados 25 carneiros (Santa Inês × Dorper), divididos em cinco grupos (n = 5): controle (castrados sem insulação escrotal), 24h (isolados por 24 horas e castrados após a insulação), 48h (isolados por 48 horas e castrados em seguida), 7d e 14d (isolados por 48 horas e castrados, respectivamente, sete e quatorze dias após a insulação). A insulação escrotal foi realizada com o uso de fraldas descartáveis cobrindo o saco escrotal, e a castração seguiu a técnica de orquiectomia aberta. Amostras epididimárias foram submetidas à eletroforese e processadas por digestão in-gel com tripsina. Após isso as amostras foram concentradas a vácuo e encaminhadas ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e analisadas por espectrometria de massas. A espectrometria de massas identificou 528 proteínas nas diferentes regiões epididimárias analisadas. Na cabeça, foram identificadas 63 proteínas, das quais 50 foram proteínas diferencialmente abundantes (DAPs) (P < 0,05); no corpo, foram detectadas 46 proteínas, sendo 33 DAPs (P < 0,05); e na cauda, foram identificadas 47 proteínas, com 39 DAPs (P < 0,05). A análise do VIP Score identificou as 15 proteínas diferencialmente abundantes mais relevantes por segmento, destacando seu comportamento ao longo do tempo, considerando um limiar de ≥1,0. As análises de ontologia gênica e de interação entre proteínas indicaram que, sob estresse térmico, o órgão inicialmente adota mecanismos de proteção nos momentos 24 e 48 horas (agudos) de estresse térmico testicular. Após o cessar do estresse, nos momentos 7 e 14 dias (crônicos), as proteínas atuam na reparação celular e tecidual, promovendo a recuperação dos danos induzidos pelo estresse térmico. Inicialmente, o organismo ativa mecanismos de defesa para minimizar danos nos momentos agudos, mas, quando insuficientes, direciona esforços para a recuperação celular nos momentos crônicos. Este estudo pioneiro demonstra que o estresse térmico afeta de forma negativa o proteoma do epidídimo em carneiros, evidenciando a importância de investigar os mecanismos para mitigar seus impactos na fertilidade masculina.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)(2020/15556–6)porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)ProteínasEpidídimoCarneirosInsulação testicularProteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmicoEpididymal Proteome of sheep under heat stressinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPBiotecnologia Animal - FMVZReprodução animalEstresse térmicoUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, BotucatuOnlineBanca públicaPublication9ca5a87b-0c83-43fa-b290-6f8a4202bf99virtual::165313-19ca5a87b-0c83-43fa-b290-6f8a4202bf99virtual::165313-13c7226aa-9572-443b-a406-53d26b332a82virtual::183856-13c7226aa-9572-443b-a406-53d26b332a82virtual::183856-1ORIGINALcunha_ra_me_bot.pdfDissertação Proteoma epididimário de ovinos sob estresse térmico.pdfapplication/pdf2130053https://repositorio.unesp.br/bitstreams/75db77de-91aa-42b5-9036-47c21209ce7e/downloadd5add7c8b705c868f28f6f557a4a2115MD55trueAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-82192https://repositorio.unesp.br/bitstreams/9ae2ee1d-d682-481d-b007-b81976c2326b/download9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26cMD54falseAnonymousREADTEXTcunha_ra_me_bot.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2025-11-28T15:31:07Z (GMT).Extracted texttext/plain102382https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0f2b510f-5ea4-4ec6-8379-9eff8b250fb0/download821a30f29b66765ba2240e996d2acf92MD56falseAnonymousREADTHUMBNAILcunha_ra_me_bot.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2025-11-28T15:31:07Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg2364https://repositorio.unesp.br/bitstreams/53e842ef-9928-4cf5-bedc-12d685d9184b/downloadb4e460ab81f4dc743f28fdf0e3d385f4MD57falseAnonymousREAD11449/3157992026-09-10T20:08:29.721114Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/315799https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-09-10T20:08:29Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)falseTElDRU7Dh0EgUEFSQSBBIERJU1BPTklCSUxJWkHDh8ODTyBPTkxJTkUgRE8gVFJBQkFMSE8gU1VCTUVUSURPIEFPIFJFUE9TSVTDk1JJTyBJTlNUSVRVQ0lPTkFMIFVORVNQCgoxLiBBbyBjb25jb3JkYXIgY29tIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGNvbW8gcmVzcG9uc8OhdmVsIHBlbG8gVHJhYmFsaG8gcG9yIG1pbSBzdWJtZXRpZG8gYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgVW5lc3AgZSBkZXNlbnZvbHZpZG8gbm8gw6JtYml0byBkYSBwZXNxdWlzYSByZWFsaXphZGEgbmEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSAoVW5lc3ApOgphKSBhdGVzdG8gc2VyIG8gcmVzcG9uc8OhdmVsIGxlZ2FsIHBlbG8gdHJhYmFsaG8gaW5mb3JtYWRvIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvOwpiKSBhdGVzdG8gcXVlIG8gdHJhYmFsaG8gbsOjbyBpbmZyaW5nZSBsZWlzIGRlIGRpcmVpdG8gYXV0b3JhbDsKYykgYXRlc3RvIHF1ZSBvIHRyYWJhbGhvIG7Do28gY29udMOpbSBxdWFscXVlciBpbmZvcm1hw6fDo28gY29uZmlkZW5jaWFsIG1pbmhhIG91IGRlIHRlcmNlaXJvczsKZCkgYXRlc3RvIHF1ZSwgc2Ugb2J0aXZlIGZpbmFuY2lhbWVudG8gcGFyYSBvIGRlc2Vudm9sdmltZW50byBkYSBwZXNxdWlzYSBzdWJtZXRpZGEsIGluZm9ybWVpIGEgYWfDqm5jaWEgZGUgZm9tZW50byBlIG8gbsO6bWVybyBkbyBmaW5hbmNpYW1lbnRvIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvOwplKSBhdGVzdG8gcXVlIGEgdmVyc8OjbyBkbyB0cmFiYWxobyBwcmVzZW50ZSBubyBhcnF1aXZvIHN1Ym1ldGlkbyDDqSBhIHZlcnPDo28gZGVmaW5pdGl2YSBxdWUgaW5jbHVpIGFzIGFsdGVyYcOnw7VlcyBkZWNvcnJlbnRlcyBkYXMgZXRhcGFzIGRhIHBlc3F1aXNhOwpmKSBjb25jZWRvIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gbyBkaXJlaXRvIG7Do28gZXhjbHVzaXZvIGRlIGRpc3BvbmliaWxpemFyLCBkZSBjb3BpYXIgZSBkZSBkaXN0cmlidWlyLCBwb3IgbWVpbyBkZSBzZXVzIGFtYmllbnRlcyBpbnN0aXR1Y2lvbmFpcyBkZSBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8gb3UgYWJlcnRvIGFvIHDDumJsaWNvIGdlcmFsLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgbyB0cmFiYWxobyBpbmZvcm1hZG8gZHVyYW50ZSBhIHN1Ym1pc3PDo287CmcpIGNvbmNlZG8gw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVhbGl6YXIgcXVhaXNxdWVyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBuYSBtw61kaWEgb3Ugbm8gZm9ybWF0byBkbyBhcnF1aXZvIHBhcmEgcHJvcMOzc2l0b3MgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbyBkaWdpdGFsLCBkZSBhY2Vzc2liaWxpZGFkZSBlIGRlIG1lbGhvciBpZGVudGlmaWNhw6fDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvLCBkZXNkZSBxdWUgbsOjbyBzZWphIGFsdGVyYWRvIHNldSBjb250ZcO6ZG8gaW50ZWxlY3R1YWwuCgoyLiBBIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhOgphKSBmb3JuZWNlciB1bWEgaWRlbnRpZmljYcOnw6NvIGNsYXJhIGRvIG5vbWUgZG8gYXV0b3IgZHVyYW50ZSBhIGRpc3BvbmliaWxpemHDp8OjbywgZW0gYW1iaWVudGUgaW5zdGl0dWNpb25hbCwgZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvOwpiKSBzZSBuZWNlc3PDoXJpbywgcmVhbGl6YXIgYWx0ZXJhw6fDtWVzIG5vcyBkYWRvcyBpbmZvcm1hZG9zIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvIHBhcmEgcXVlIG1lbGhvciByZXByZXNlbnRlbSBlIGlkZW50aWZpcXVlbSBvIHRyYWJhbGhvIHNlbSwgbm8gZW50YW50bywgY29tcHJvbWV0ZXIgc2V1IGNvbnRlw7pkbyBpbnRlbGVjdHVhbDsKYykgcmVzcGVpdGFyIGEgZGVjaXPDo28gZG8gYXV0b3Igc29icmUgYSB2ZXJzw6NvIHF1ZSBkZXZlcsOhIHNlciBkaXNwb25pYmlsaXphZGEgaW1lZGlhdGFtZW50ZSBhcMOzcyBvIGFjZWl0ZSBkYSBzdWJtaXNzw6NvOwpkKSBuw6NvIHJlYWxpemFyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBubyBhcnF1aXZvIGVudmlhZG8gYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgZGVzY3JpdGFzIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
dc.title.pt.fl_str_mv Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Epididymal Proteome of sheep under heat stress
title Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
spellingShingle Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
Cunha, Ramon Alves da [UNESP]
Proteínas
Epidídimo
Carneiros
Insulação testicular
title_short Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
title_full Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
title_fullStr Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
title_full_unstemmed Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
title_sort Proteoma Epididimário de ovinos sob estresse térmico
author Cunha, Ramon Alves da [UNESP]
author_facet Cunha, Ramon Alves da [UNESP]
author_role author
dc.contributor.institution.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.contributor.coadvisor.none.fl_str_mv García, Henry David Mogollón
dc.contributor.author.fl_str_mv Cunha, Ramon Alves da [UNESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Ferreira, João Carlos Pinheiro [UNESP]
contributor_str_mv Ferreira, João Carlos Pinheiro [UNESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Proteínas
Epidídimo
Carneiros
Insulação testicular
topic Proteínas
Epidídimo
Carneiros
Insulação testicular
description As mudanças climáticas levantam preocupações quanto ao possível aumento na ocorrência de ondas de calor e, consequentemente, à exposição ao estresse térmico. O efeito do estresse térmico na reprodução é complexo e pode resultar em modulação negativa do sistema endócrino, da viabilidade dos gametas e dos desfechos gestacionais em ruminantes. Com base na hipótese de que o estresse térmico afeta o proteoma epididimário, este estudo teve como objetivo investigar o perfil proteômico do tecido epididimário de carneiros submetidos a estresse térmico testicular induzido por insulação escrotal. Foram utilizados 25 carneiros (Santa Inês × Dorper), divididos em cinco grupos (n = 5): controle (castrados sem insulação escrotal), 24h (isolados por 24 horas e castrados após a insulação), 48h (isolados por 48 horas e castrados em seguida), 7d e 14d (isolados por 48 horas e castrados, respectivamente, sete e quatorze dias após a insulação). A insulação escrotal foi realizada com o uso de fraldas descartáveis cobrindo o saco escrotal, e a castração seguiu a técnica de orquiectomia aberta. Amostras epididimárias foram submetidas à eletroforese e processadas por digestão in-gel com tripsina. Após isso as amostras foram concentradas a vácuo e encaminhadas ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e analisadas por espectrometria de massas. A espectrometria de massas identificou 528 proteínas nas diferentes regiões epididimárias analisadas. Na cabeça, foram identificadas 63 proteínas, das quais 50 foram proteínas diferencialmente abundantes (DAPs) (P < 0,05); no corpo, foram detectadas 46 proteínas, sendo 33 DAPs (P < 0,05); e na cauda, foram identificadas 47 proteínas, com 39 DAPs (P < 0,05). A análise do VIP Score identificou as 15 proteínas diferencialmente abundantes mais relevantes por segmento, destacando seu comportamento ao longo do tempo, considerando um limiar de ≥1,0. As análises de ontologia gênica e de interação entre proteínas indicaram que, sob estresse térmico, o órgão inicialmente adota mecanismos de proteção nos momentos 24 e 48 horas (agudos) de estresse térmico testicular. Após o cessar do estresse, nos momentos 7 e 14 dias (crônicos), as proteínas atuam na reparação celular e tecidual, promovendo a recuperação dos danos induzidos pelo estresse térmico. Inicialmente, o organismo ativa mecanismos de defesa para minimizar danos nos momentos agudos, mas, quando insuficientes, direciona esforços para a recuperação celular nos momentos crônicos. Este estudo pioneiro demonstra que o estresse térmico afeta de forma negativa o proteoma do epidídimo em carneiros, evidenciando a importância de investigar os mecanismos para mitigar seus impactos na fertilidade masculina.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-11-28T13:25:37Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025-10-29
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv CUNHA, Ramon Alves. Proteoma epididimário de ovinos sob estresse térmico. 2025. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Animal) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/11449/315799
dc.identifier.capes.none.fl_str_mv 33004064086P1
dc.identifier.lattes.none.fl_str_mv 6322052960577079
dc.identifier.orcid.none.fl_str_mv 0009-0007-3931-361X
identifier_str_mv CUNHA, Ramon Alves. Proteoma epididimário de ovinos sob estresse térmico. 2025. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Animal) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.
33004064086P1
6322052960577079
0009-0007-3931-361X
url https://hdl.handle.net/11449/315799
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unesp.br/bitstreams/75db77de-91aa-42b5-9036-47c21209ce7e/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/9ae2ee1d-d682-481d-b007-b81976c2326b/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0f2b510f-5ea4-4ec6-8379-9eff8b250fb0/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/53e842ef-9928-4cf5-bedc-12d685d9184b/download
bitstream.checksum.fl_str_mv d5add7c8b705c868f28f6f557a4a2115
9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26c
821a30f29b66765ba2240e996d2acf92
b4e460ab81f4dc743f28fdf0e3d385f4
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1878344212219428864