Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Pereira, João Batista [UNESP]
Orientador(a): Maciel, Geraldo de Freitas [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/318189
https://orcid.org/0000-0001-7136-917X
Resumo: Impactos produzidos por desastres de toda natureza sobre a sociedade não têm sua gênese apenas no ambiente, mas são construídos na confluência das diversidades do ambiente, com as escolhas da sociedade e da tecnologia. Ainda que problemática complexa, dentre os desastres “naturais”, as rupturas de barragem, em particular as de rejeitos, têm ganhado destaque pela produção de frentes lamosas (mudflows), que não só têm causado danos a infraestruturas civis, mas sobretudo ceifado vidas humanas e causado impactos ambientais sem precedentes. Faz-se, assim, necessário o conhecimento mais aprofundado desse tipo de escoamento acerca de profundidades, campo de velocidade, vazões, tensões de arrasto no fundo, bem como alcances das frentes de natureza viscoplástica. Neste contexto, esta tese de pesquisa básica/aplicada tem a finalidade de proporcionar maior conhecimento a respeito de escoamentos de fluidos viscoplásticos com característica lamosa no que diz respeito às suas propriedades dinâmicas evoluindo em canal e plano inclinado. Para isso foram desenvolvidas duas metodologias experimentais. A primeira baseada na técnica Space Time Image Velocimetry (STIV) e como alternativa ao método de velocimetria PIV (Particle Image Velocimetry), possibilitando a obtenção do perfil de velocidade longitudinal ao longo da profundidade de fluidos viscoplásticos em laboratório e implementada a partir do desenvolvimento de um algoritmo próprio com base na geração de imagens espaço-temporal (imagem STI - Space Time-Image). Já a segunda consistiu na concepção, montagem e automação de aparato experimental de ruptura de barragem (dam break), seguido pela geração e medição de escoamentos a partir de diferentes cenários de ruptura (diferentes velocidades de abertura de comporta, liberação instantânea e gradual segundo estágios de abertura, configuração de canal e plano inclinado), de forma a explicitar a importância do efeito da liberação de material em um evento tipo dam break. As duas metodologias experimentais desenvolvidas se mostraram capazes de gerar e medir os escoamentos viscoplásticos (perfis de velocidade, vazão e alcances). Os resultados de perfis de velocidade indicaram fortes efeitos de fundo e de paredes laterais à medida que se aumenta a tensão limite de escoamento e viscosidade, evidenciando-se maior distanciamento do modelo teórico, com base na teoria da lubrificação. Os experimentos de dam-break evidenciaram forte dependência dos alcances com relação à velocidade de abertura da comporta nos instantes iniciais, sendo os alcances finais mais dependentes das características reológicas do fluido; também se constatou que a forma de liberação de material (formação de brecha) apresenta significativa influência sobre os hidrogramas de ruptura e desenvolvimento temporal dos alcances; por fim efeitos de inércia tornam-se mais atuantes com a redução do número de Herschel-Bulkley (materiais de maior fluidez) associada à condição de liberação instantânea de material. Além da vertente experimental, foi empregada a modelagem numérica a fim de realizar a confrontação numérica-experimental e identificar a capacidade dos modelos em retratar os diferentes efeitos considerados nos experimentos físicos. A modelagem numérica foi realizada por meio do software ANSYS Fluent 14.5 e forneceu resultados com boa concordância aos experimentos físicos de medição de perfil de velocidade ao longo da profundidade, já em situações de liberação de material (dam break) houve boa concordância com os resultados do desenvolvimento inicial do alcance, no entanto, com maiores discrepâncias na fase de redução de velocidade do escoamento.
id UNSP_08b59a1796598ccff596a1dc28b60bdc
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/318189
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Pereira, João Batista [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Maciel, Geraldo de Freitas [UNESP]Andrade, Diogo Elias da VinhaOliveira Filho, Waldyr LopesManica, RafaelSalviano, Leandro de Oliveira [UNESP]Maciel, Geraldo de Freitas [UNESP]2026-01-08T12:45:09Z2023-08-23PEREIRA, João Batista. Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado. 2023. Tese (Doutorado em Engenharia Mecânica) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha Solteira, 2023.https://hdl.handle.net/11449/31818933004099082P20728000054511612https://orcid.org/0000-0001-7136-917XImpactos produzidos por desastres de toda natureza sobre a sociedade não têm sua gênese apenas no ambiente, mas são construídos na confluência das diversidades do ambiente, com as escolhas da sociedade e da tecnologia. Ainda que problemática complexa, dentre os desastres “naturais”, as rupturas de barragem, em particular as de rejeitos, têm ganhado destaque pela produção de frentes lamosas (mudflows), que não só têm causado danos a infraestruturas civis, mas sobretudo ceifado vidas humanas e causado impactos ambientais sem precedentes. Faz-se, assim, necessário o conhecimento mais aprofundado desse tipo de escoamento acerca de profundidades, campo de velocidade, vazões, tensões de arrasto no fundo, bem como alcances das frentes de natureza viscoplástica. Neste contexto, esta tese de pesquisa básica/aplicada tem a finalidade de proporcionar maior conhecimento a respeito de escoamentos de fluidos viscoplásticos com característica lamosa no que diz respeito às suas propriedades dinâmicas evoluindo em canal e plano inclinado. Para isso foram desenvolvidas duas metodologias experimentais. A primeira baseada na técnica Space Time Image Velocimetry (STIV) e como alternativa ao método de velocimetria PIV (Particle Image Velocimetry), possibilitando a obtenção do perfil de velocidade longitudinal ao longo da profundidade de fluidos viscoplásticos em laboratório e implementada a partir do desenvolvimento de um algoritmo próprio com base na geração de imagens espaço-temporal (imagem STI - Space Time-Image). Já a segunda consistiu na concepção, montagem e automação de aparato experimental de ruptura de barragem (dam break), seguido pela geração e medição de escoamentos a partir de diferentes cenários de ruptura (diferentes velocidades de abertura de comporta, liberação instantânea e gradual segundo estágios de abertura, configuração de canal e plano inclinado), de forma a explicitar a importância do efeito da liberação de material em um evento tipo dam break. As duas metodologias experimentais desenvolvidas se mostraram capazes de gerar e medir os escoamentos viscoplásticos (perfis de velocidade, vazão e alcances). Os resultados de perfis de velocidade indicaram fortes efeitos de fundo e de paredes laterais à medida que se aumenta a tensão limite de escoamento e viscosidade, evidenciando-se maior distanciamento do modelo teórico, com base na teoria da lubrificação. Os experimentos de dam-break evidenciaram forte dependência dos alcances com relação à velocidade de abertura da comporta nos instantes iniciais, sendo os alcances finais mais dependentes das características reológicas do fluido; também se constatou que a forma de liberação de material (formação de brecha) apresenta significativa influência sobre os hidrogramas de ruptura e desenvolvimento temporal dos alcances; por fim efeitos de inércia tornam-se mais atuantes com a redução do número de Herschel-Bulkley (materiais de maior fluidez) associada à condição de liberação instantânea de material. Além da vertente experimental, foi empregada a modelagem numérica a fim de realizar a confrontação numérica-experimental e identificar a capacidade dos modelos em retratar os diferentes efeitos considerados nos experimentos físicos. A modelagem numérica foi realizada por meio do software ANSYS Fluent 14.5 e forneceu resultados com boa concordância aos experimentos físicos de medição de perfil de velocidade ao longo da profundidade, já em situações de liberação de material (dam break) houve boa concordância com os resultados do desenvolvimento inicial do alcance, no entanto, com maiores discrepâncias na fase de redução de velocidade do escoamento.Impacts cause by natural disasters are not only a product of the environment, but of a confluence of environmental diversities directly affected by the choices of the ruling society and technology. The occurrence of “natural disasters”, especially those involving the failure of tailings dams, recently stood out in the news due to the ensuing mudflows, which resulted in unprecedented environmental impacts with serious damage to civil infrastructure and the death of countless people. In this sense, further analyses concerning this kind of flow became imperative. Notably, from an engineering point of view, it is crucial to study their depths, velocity fields, discharges, and bottom drag coefficients, as well as the runout distance of viscoplastic front. Therefore, the aim of this work is to provide a theoretical/practical analysis of viscoplastic fluids of muddy consistency evolving in a channel or in an inclined plane. To do so, two distinct experimental methodologies were developed. The first method essentially employed the Space Time Image Velocimetry (STIV) for obtaining the longitudinal velocity profile along the flow depths of viscoplastic fluids. In order to carry out the study, an algorithm was developed with basis on the generated Space-Time Images (STI). The second method consisted in designing, assembling and automating an experimental apparatus capable of reproducing and measuring dam-breaks and their subsequential flows. Moreover, the apparatus was also able to reproduce different scenarios with distinct gate-opening velocities, different type of releases (instantaneous/gradual), and varied channel/inclined plane configurations. Both methodologies were able to reproduce and measure the viscoplastic flows (along with their velocity profiles, discharges and runout distance). The obtained velocity profiles indicated strong effects both at the bottom and at the walls of the channel/inclined plane. Such effect increased as the rheological properties of the fluid also increased, showing a greater distance from the proposed theoretical model. The dam-breaks experiments showed a strong displacement dependence on the gate-opening velocity especially in the initial moments. Final displacements, on the other hand, were more dependent on the fluid rheology. The type of release (breach formation) also influenced the rupture hydrographs and the temporal development of the displacements. Lastly, inertial effects become more active with a reduction of the Herschel-Bulkley number (materials with higher fluidity), especially when the material was instantaneously released. The numerical modeling carried out by the ANSYS Fluent 14.5 software provided results in good agreement with the experiments concerning the velocity profiles along the depth. The software was also able to provide results in good agreement with the ones observed immediately after dam-break. On the other hand, greater discrepancies were observed as the flow velocity was reduced.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 88887.605302/2021-00porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Experimentação físicaPerfil de velocidadeVelocimetria por imagemRuptura de barragemFluidos não NewtonianosPhysical experimentsVelocity profileImage velocimetryDam-breakNon- Newtonian fluidsVelocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinadoVelocimetry and propagation of viscoplastic fluid flow fronts in a channel and on an inclined planeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPEngenharia Mecânica - FEISCiências térmicas e mecânica dos fluídosNão constaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha SolteiraOnlineBanca públicaPublication85b724f4-c5d4-4984-9caf-8f0f0d076a19virtual::173514-185b724f4-c5d4-4984-9caf-8f0f0d076a19virtual::173514-1bc2e61ff-e46d-471a-bc5c-656998a0c6c5virtual::194458-1bc2e61ff-e46d-471a-bc5c-656998a0c6c5virtual::194458-1TEXTpereira_jb_dr_ilha.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2026-01-08T15:14:22Z (GMT).Extracted texttext/plain103429https://repositorio.unesp.br/bitstreams/09fd3581-1922-48d0-95d3-05e8a3a2d6d8/download442f8ea9ce6010f0e62e14c38b775607MD54falseAnonymousREADTHUMBNAILpereira_jb_dr_ilha.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2026-01-08T15:14:22Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg3167https://repositorio.unesp.br/bitstreams/5b8e917c-49be-47a6-91c5-9082cd0b0d1f/download2672a1f277324cd068b0d95f46644763MD55falseAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-82192https://repositorio.unesp.br/bitstreams/14bc94c4-2bc0-4cf3-90a9-192998af6c7c/download9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26cMD52falseAnonymousREADORIGINALpereira_jb_dr_ilha.pdf[VERSÃO CORRIGIDA_DEFINITIVA] TESE_DOUTORADO_JOÃO BATISTA PEREIRA.pdfapplication/pdf9805020https://repositorio.unesp.br/bitstreams/7ebba22c-65b2-4316-9f4c-b58fa45257db/downloadf387d4b626fe87ef06b001b25c8e5c00MD53trueAnonymousREAD11449/3181892026-09-10T19:53:35.137329Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/318189https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-09-10T19:53:35Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)falseTElDRU7Dh0EgUEFSQSBBIERJU1BPTklCSUxJWkHDh8ODTyBPTkxJTkUgRE8gVFJBQkFMSE8gU1VCTUVUSURPIEFPIFJFUE9TSVTDk1JJTyBJTlNUSVRVQ0lPTkFMIFVORVNQCgoxLiBBbyBjb25jb3JkYXIgY29tIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGNvbW8gcmVzcG9uc8OhdmVsIHBlbG8gVHJhYmFsaG8gcG9yIG1pbSBzdWJtZXRpZG8gYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgVW5lc3AgZSBkZXNlbnZvbHZpZG8gbm8gw6JtYml0byBkYSBwZXNxdWlzYSByZWFsaXphZGEgbmEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSAoVW5lc3ApOgphKSBhdGVzdG8gc2VyIG8gcmVzcG9uc8OhdmVsIGxlZ2FsIHBlbG8gdHJhYmFsaG8gaW5mb3JtYWRvIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvOwpiKSBhdGVzdG8gcXVlIG8gdHJhYmFsaG8gbsOjbyBpbmZyaW5nZSBsZWlzIGRlIGRpcmVpdG8gYXV0b3JhbDsKYykgYXRlc3RvIHF1ZSBvIHRyYWJhbGhvIG7Do28gY29udMOpbSBxdWFscXVlciBpbmZvcm1hw6fDo28gY29uZmlkZW5jaWFsIG1pbmhhIG91IGRlIHRlcmNlaXJvczsKZCkgYXRlc3RvIHF1ZSwgc2Ugb2J0aXZlIGZpbmFuY2lhbWVudG8gcGFyYSBvIGRlc2Vudm9sdmltZW50byBkYSBwZXNxdWlzYSBzdWJtZXRpZGEsIGluZm9ybWVpIGEgYWfDqm5jaWEgZGUgZm9tZW50byBlIG8gbsO6bWVybyBkbyBmaW5hbmNpYW1lbnRvIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvOwplKSBhdGVzdG8gcXVlIGEgdmVyc8OjbyBkbyB0cmFiYWxobyBwcmVzZW50ZSBubyBhcnF1aXZvIHN1Ym1ldGlkbyDDqSBhIHZlcnPDo28gZGVmaW5pdGl2YSBxdWUgaW5jbHVpIGFzIGFsdGVyYcOnw7VlcyBkZWNvcnJlbnRlcyBkYXMgZXRhcGFzIGRhIHBlc3F1aXNhOwpmKSBjb25jZWRvIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gbyBkaXJlaXRvIG7Do28gZXhjbHVzaXZvIGRlIGRpc3BvbmliaWxpemFyLCBkZSBjb3BpYXIgZSBkZSBkaXN0cmlidWlyLCBwb3IgbWVpbyBkZSBzZXVzIGFtYmllbnRlcyBpbnN0aXR1Y2lvbmFpcyBkZSBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8gb3UgYWJlcnRvIGFvIHDDumJsaWNvIGdlcmFsLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgbyB0cmFiYWxobyBpbmZvcm1hZG8gZHVyYW50ZSBhIHN1Ym1pc3PDo287CmcpIGNvbmNlZG8gw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEVzdGFkdWFsIFBhdWxpc3RhIOKAnErDumxpbyBkZSBNZXNxdWl0YSBGaWxob+KAnSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVhbGl6YXIgcXVhaXNxdWVyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBuYSBtw61kaWEgb3Ugbm8gZm9ybWF0byBkbyBhcnF1aXZvIHBhcmEgcHJvcMOzc2l0b3MgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbyBkaWdpdGFsLCBkZSBhY2Vzc2liaWxpZGFkZSBlIGRlIG1lbGhvciBpZGVudGlmaWNhw6fDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvLCBkZXNkZSBxdWUgbsOjbyBzZWphIGFsdGVyYWRvIHNldSBjb250ZcO6ZG8gaW50ZWxlY3R1YWwuCgoyLiBBIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhOgphKSBmb3JuZWNlciB1bWEgaWRlbnRpZmljYcOnw6NvIGNsYXJhIGRvIG5vbWUgZG8gYXV0b3IgZHVyYW50ZSBhIGRpc3BvbmliaWxpemHDp8OjbywgZW0gYW1iaWVudGUgaW5zdGl0dWNpb25hbCwgZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvOwpiKSBzZSBuZWNlc3PDoXJpbywgcmVhbGl6YXIgYWx0ZXJhw6fDtWVzIG5vcyBkYWRvcyBpbmZvcm1hZG9zIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvIHBhcmEgcXVlIG1lbGhvciByZXByZXNlbnRlbSBlIGlkZW50aWZpcXVlbSBvIHRyYWJhbGhvIHNlbSwgbm8gZW50YW50bywgY29tcHJvbWV0ZXIgc2V1IGNvbnRlw7pkbyBpbnRlbGVjdHVhbDsKYykgcmVzcGVpdGFyIGEgZGVjaXPDo28gZG8gYXV0b3Igc29icmUgYSB2ZXJzw6NvIHF1ZSBkZXZlcsOhIHNlciBkaXNwb25pYmlsaXphZGEgaW1lZGlhdGFtZW50ZSBhcMOzcyBvIGFjZWl0ZSBkYSBzdWJtaXNzw6NvOwpkKSBuw6NvIHJlYWxpemFyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBubyBhcnF1aXZvIGVudmlhZG8gYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgZGVzY3JpdGFzIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
dc.title.pt.fl_str_mv Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Velocimetry and propagation of viscoplastic fluid flow fronts in a channel and on an inclined plane
title Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
spellingShingle Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
Pereira, João Batista [UNESP]
Experimentação física
Perfil de velocidade
Velocimetria por imagem
Ruptura de barragem
Fluidos não Newtonianos
Physical experiments
Velocity profile
Image velocimetry
Dam-break
Non- Newtonian fluids
title_short Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
title_full Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
title_fullStr Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
title_full_unstemmed Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
title_sort Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado
author Pereira, João Batista [UNESP]
author_facet Pereira, João Batista [UNESP]
author_role author
dc.contributor.institution.pt.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.contributor.committeeMember.none.fl_str_mv Maciel, Geraldo de Freitas [UNESP]
Andrade, Diogo Elias da Vinha
Oliveira Filho, Waldyr Lopes
Manica, Rafael
Salviano, Leandro de Oliveira [UNESP]
dc.contributor.author.fl_str_mv Pereira, João Batista [UNESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Maciel, Geraldo de Freitas [UNESP]
contributor_str_mv Maciel, Geraldo de Freitas [UNESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Experimentação física
Perfil de velocidade
Velocimetria por imagem
Ruptura de barragem
Fluidos não Newtonianos
topic Experimentação física
Perfil de velocidade
Velocimetria por imagem
Ruptura de barragem
Fluidos não Newtonianos
Physical experiments
Velocity profile
Image velocimetry
Dam-break
Non- Newtonian fluids
dc.subject.eng.fl_str_mv Physical experiments
Velocity profile
Image velocimetry
Dam-break
Non- Newtonian fluids
description Impactos produzidos por desastres de toda natureza sobre a sociedade não têm sua gênese apenas no ambiente, mas são construídos na confluência das diversidades do ambiente, com as escolhas da sociedade e da tecnologia. Ainda que problemática complexa, dentre os desastres “naturais”, as rupturas de barragem, em particular as de rejeitos, têm ganhado destaque pela produção de frentes lamosas (mudflows), que não só têm causado danos a infraestruturas civis, mas sobretudo ceifado vidas humanas e causado impactos ambientais sem precedentes. Faz-se, assim, necessário o conhecimento mais aprofundado desse tipo de escoamento acerca de profundidades, campo de velocidade, vazões, tensões de arrasto no fundo, bem como alcances das frentes de natureza viscoplástica. Neste contexto, esta tese de pesquisa básica/aplicada tem a finalidade de proporcionar maior conhecimento a respeito de escoamentos de fluidos viscoplásticos com característica lamosa no que diz respeito às suas propriedades dinâmicas evoluindo em canal e plano inclinado. Para isso foram desenvolvidas duas metodologias experimentais. A primeira baseada na técnica Space Time Image Velocimetry (STIV) e como alternativa ao método de velocimetria PIV (Particle Image Velocimetry), possibilitando a obtenção do perfil de velocidade longitudinal ao longo da profundidade de fluidos viscoplásticos em laboratório e implementada a partir do desenvolvimento de um algoritmo próprio com base na geração de imagens espaço-temporal (imagem STI - Space Time-Image). Já a segunda consistiu na concepção, montagem e automação de aparato experimental de ruptura de barragem (dam break), seguido pela geração e medição de escoamentos a partir de diferentes cenários de ruptura (diferentes velocidades de abertura de comporta, liberação instantânea e gradual segundo estágios de abertura, configuração de canal e plano inclinado), de forma a explicitar a importância do efeito da liberação de material em um evento tipo dam break. As duas metodologias experimentais desenvolvidas se mostraram capazes de gerar e medir os escoamentos viscoplásticos (perfis de velocidade, vazão e alcances). Os resultados de perfis de velocidade indicaram fortes efeitos de fundo e de paredes laterais à medida que se aumenta a tensão limite de escoamento e viscosidade, evidenciando-se maior distanciamento do modelo teórico, com base na teoria da lubrificação. Os experimentos de dam-break evidenciaram forte dependência dos alcances com relação à velocidade de abertura da comporta nos instantes iniciais, sendo os alcances finais mais dependentes das características reológicas do fluido; também se constatou que a forma de liberação de material (formação de brecha) apresenta significativa influência sobre os hidrogramas de ruptura e desenvolvimento temporal dos alcances; por fim efeitos de inércia tornam-se mais atuantes com a redução do número de Herschel-Bulkley (materiais de maior fluidez) associada à condição de liberação instantânea de material. Além da vertente experimental, foi empregada a modelagem numérica a fim de realizar a confrontação numérica-experimental e identificar a capacidade dos modelos em retratar os diferentes efeitos considerados nos experimentos físicos. A modelagem numérica foi realizada por meio do software ANSYS Fluent 14.5 e forneceu resultados com boa concordância aos experimentos físicos de medição de perfil de velocidade ao longo da profundidade, já em situações de liberação de material (dam break) houve boa concordância com os resultados do desenvolvimento inicial do alcance, no entanto, com maiores discrepâncias na fase de redução de velocidade do escoamento.
publishDate 2023
dc.date.issued.fl_str_mv 2023-08-23
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2026-01-08T12:45:09Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv PEREIRA, João Batista. Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado. 2023. Tese (Doutorado em Engenharia Mecânica) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha Solteira, 2023.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/11449/318189
dc.identifier.capes.none.fl_str_mv 33004099082P2
dc.identifier.lattes.none.fl_str_mv 0728000054511612
dc.identifier.orcid.none.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0001-7136-917X
identifier_str_mv PEREIRA, João Batista. Velocimetria e avanço de frentes de escoamento de fluido viscoplástico em canal e plano inclinado. 2023. Tese (Doutorado em Engenharia Mecânica) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha Solteira, 2023.
33004099082P2
0728000054511612
url https://hdl.handle.net/11449/318189
https://orcid.org/0000-0001-7136-917X
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unesp.br/bitstreams/09fd3581-1922-48d0-95d3-05e8a3a2d6d8/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/5b8e917c-49be-47a6-91c5-9082cd0b0d1f/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/14bc94c4-2bc0-4cf3-90a9-192998af6c7c/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/7ebba22c-65b2-4316-9f4c-b58fa45257db/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 442f8ea9ce6010f0e62e14c38b775607
2672a1f277324cd068b0d95f46644763
9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26c
f387d4b626fe87ef06b001b25c8e5c00
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1878343748220354560