Classificação e caracterização clínica da artrite relacionada à entesite e sua relação com as espondiloartrites

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Lanças, Sean Hideo Shirata [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/239014
Resumo: Introdução: A Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) compreende o espectro das artrites crônicas da infância, tendo a Artrite Relacionada à Entesite (ARE) como um de seus subgrupos, com maior semelhança às Espondiloartrites (EpA), pela alta frequência de entesite, artrite periférica assimétrica, associação com o HLA-B27, e e acometimento axial. A ARE se associa a maior risco de persistência na vida adulta, com peculiaridades atribuíveis às faixas etárias de instalação. Objetivo: Explorar características clínico-demográficas da ARE por meio de biomarcadores, tratamento e progressão da doença, comparando-se com as Espondiloartrites. Método: Estudo observacional transversal em pacientes consecutivos com diagnóstico de ARE, com ou sem Espondiloartrite, entre 2021 e 2022 por meio de revisão de prontuário e exame clínico e articular sistemático, com análise descritiva. As variáveis clinico-demográficas, presença de artrites, entesites e sacroiliíte foram avaliadas de forma padronizada por instrumentos e métricas para determinação de indices de atividade e dano, e descritores e biomarcadores registrados desde a primeira visita ao serviço. Resultados: Entre janeiro de 2021 e março de 2022 foram incluídos 33 pacientes, sendo 23 crianças e adolescentes (69,7%), com predomínio masculino (54,5%) e raça branca (81,8%), que foram agrupados em maiores e menores de 18 anos de idade. A mediana de idade ao diagnóstico foi superior no grupo dos adultos (12,5 vs 9; p 0,01), assim como o tempo do início dos sintomas ao diagnóstico (5,5 vs 1,5; p 0,03). Em ambos os grupos a apresentação predominante foi a monooligoarticular, de membros inferiores, assimétrica, com elevada frequência de entesites, porém com maior acometimento médio-tarsal e tornozelos no grupo das crianças, e de quadris nos adultos. Houve maior frequência de sintomas axiais na apresentação inicial no grupo dos adultos (30% vs21,7%; p=0,7), porém no grupo <18 anos houve progressão de 43,5% para acometimento axial, com medianas de tempo para progressão e idade de instalação de 2,3 e 12 anos, respectivamente. Houve baixa frequência de uveítes em ambos os grupos. Em relação aos indices de atividade e dano, não houve diferenças entre os grupos. Sobre o manejo, 91,3% dos pacientes pediátricos e 100% dos adultos recebiam alguma modalidade de tratamento, com predomínio dos AINES em ambos os grupos, seguido dos DMARD no grupo das crianças, e dos imunobiológicos no grupo dos adultos. Conclusão: As diferenças encontradas entre os grupos, foram: tempo para o diagnóstico e acometimento axial. A grande maioria dos pacientes em ambos os grupos estavam em tratamento, porém com maior frequência e diversificação do uso de imunobiológicos nos adultos.
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