Repertório de comunicação de parlamentares no Twitter/X: narrativas e contranarrativas feministas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Prestes, Isadora da Silva [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/315164
Resumo: Ao imergir no domínio da Comunicação Política é factível observar a eminência de narrativas e contranarrativas que expandem espaços físicos de poder e invadem ambientes virtuais como as redes sociais, utilizadas por representantes políticos para estabelecer contato com os cidadãos e informa-los sobre seus posicionamentos diante de discussões de interesse público. Oferecemos destaque ao X, rede social dinâmica, baseada em publicações curtas e de rápida disseminação, onde a presença de parlamentares pode ampliar as possibilidades de engajamento político. Nesse ambiente, enquanto alguns representantes políticos demonstram posicionamentos alinhados com os interesses dos movimentos sociais, outros, por sua vez, manifestam-se em oposição a eles. Um exemplo pode ser observado no movimento feminista, o qual enfrenta resistências sociais que se estabelecem por meio dos contramovimentos e objetivam retroceder suas conquistas e impedir o avanço de suas agendas. Diante deste cenário, esta pesquisa objetiva compreender de que maneira os 20 deputados federais mais votados em 2022 têm inferido narrativas que revelam posicionamentos alinhados ou contrários as agendas dos feminismos no X. Especificamente pretendemos: Identificar se deputados federais se posicionam, seja em consonância ou em oposição, com as agendas dos movimentos feministas; analisar os repertórios de comunicação utilizados por esses representantes de modo a identificar a multiplicidade de narrativas em relação as agendas dos feminismos; e descrever de que forma essas narrativas contribuem para a caracterização dos parlamentares como atores pró ou contrafeministas no debate público. Para isso, se utiliza a pesquisa bibliográfica, descritiva (Gil, 2009) e a pesquisa documental (Briet, 2016) a fim de garantir maior proximidade com as temáticas que envolvem Comunicação Política, movimentos e contramovimentos sociais com ênfase nos feminismos e seus movimentos de oposição. Por fim, a Análise de Conteúdo (Bardin, 2016) é utilizada como metodologia para a pesquisa empírica realizada no perfil oficial do X dos 20 deputados federais mais votados em 2022. Os resultados indicam que o gênero e suas interseccionalidades são mobilizados como um projeto político orientado, por um lado, à transformação social e, por outro, à preservação e ao retrocesso da ordem social vigente. Entre os atores favoráveis, predominam repertórios comunicacionais de caráter progressista, fundamentados na inclusão e no reconhecimento da diversidade social, objetivando a ampliação dos direitos desses grupos. Em contrapartida, atores opositores mobilizam repertórios de comunicação considerados conservadores, os quais defendem normas e valores tradicionais e negam as dissidências de gênero e orientação sexual, retrocedendo conquistas e dificultando a concretização de novos avanços para grupos sociais marginalizados.
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Nesse ambiente, enquanto alguns representantes políticos demonstram posicionamentos alinhados com os interesses dos movimentos sociais, outros, por sua vez, manifestam-se em oposição a eles. Um exemplo pode ser observado no movimento feminista, o qual enfrenta resistências sociais que se estabelecem por meio dos contramovimentos e objetivam retroceder suas conquistas e impedir o avanço de suas agendas. Diante deste cenário, esta pesquisa objetiva compreender de que maneira os 20 deputados federais mais votados em 2022 têm inferido narrativas que revelam posicionamentos alinhados ou contrários as agendas dos feminismos no X. Especificamente pretendemos: Identificar se deputados federais se posicionam, seja em consonância ou em oposição, com as agendas dos movimentos feministas; analisar os repertórios de comunicação utilizados por esses representantes de modo a identificar a multiplicidade de narrativas em relação as agendas dos feminismos; e descrever de que forma essas narrativas contribuem para a caracterização dos parlamentares como atores pró ou contrafeministas no debate público. Para isso, se utiliza a pesquisa bibliográfica, descritiva (Gil, 2009) e a pesquisa documental (Briet, 2016) a fim de garantir maior proximidade com as temáticas que envolvem Comunicação Política, movimentos e contramovimentos sociais com ênfase nos feminismos e seus movimentos de oposição. Por fim, a Análise de Conteúdo (Bardin, 2016) é utilizada como metodologia para a pesquisa empírica realizada no perfil oficial do X dos 20 deputados federais mais votados em 2022. Os resultados indicam que o gênero e suas interseccionalidades são mobilizados como um projeto político orientado, por um lado, à transformação social e, por outro, à preservação e ao retrocesso da ordem social vigente. Entre os atores favoráveis, predominam repertórios comunicacionais de caráter progressista, fundamentados na inclusão e no reconhecimento da diversidade social, objetivando a ampliação dos direitos desses grupos. Em contrapartida, atores opositores mobilizam repertórios de comunicação considerados conservadores, os quais defendem normas e valores tradicionais e negam as dissidências de gênero e orientação sexual, retrocedendo conquistas e dificultando a concretização de novos avanços para grupos sociais marginalizados.When delving into the field of Political Communication, one can observe the prominence of narratives and counter-narratives that extend beyond physical spaces of power and permeate virtual environments such as social media platforms, used by political representatives to connect with citizens and share their positions on matters of public interest. In this context, X stands out as a dynamic social network based on short, rapidly disseminated posts, where the presence of parliamentarians can broaden the possibilities for political engagement. Within this environment, some political representatives express positions aligned with the interests of social movements, while others, in turn, voice opposition to them. A clear example is the feminist movement, which faces social resistance manifested through counter-movements seeking to reverse its achievements and prevent the advancement of its agendas. Against this backdrop, this research aims to examine how the 20 most-voted federal deputies in 2022 have constructed narratives that reveal positions either aligned with or opposed to feminist agendas on X. Specifically, we aim to: identify whether federal deputies position themselves in support of or in opposition to feminist agendas; analyze the communication repertoires employed by these representatives in order to capture the multiplicity of narratives surrounding feminist agendas; and describe how these narratives contribute to the characterization of parliamentarians as pro- or anti-feminist actors in public debate. To this end, we employ bibliographic, descriptive (Gil, 2009), and documentary research (Briet, 2016) to ensure a closer examination of issues involving political communication, social movements, and counter-movements, with a focus on feminism and its opposition movements. Finally, Content Analysis (Bardin, 2016) is applied as the methodology for empirical research conducted on the official profiles of the 20 most-voted federal deputies in 2022. The results indicate that gender and its intersectionalities are mobilized as a political project aimed, on the one hand, at social transformation and, on the other, at preserving and reinstating the current social order. Among supportive actors, progressive communication repertoires predominate, grounded in inclusion and the recognition of social diversity, with the goal of expanding the rights of these groups. In contrast, opposing actors mobilize conservative communication repertoires, which defend traditional norms and values, deny gender and sexual orientation dissent, and seek to roll back achievements while hindering further advances for marginalized social groups.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Luvizotto, Caroline Kraus [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Prestes, Isadora da Silva [UNESP]2025-11-14T14:50:09Z2025-09-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPRESTES, Isadora da Silva. Repertório de comunicação de parlamentares no Twitter/X: narrativas e contranarrativas feministas. 2025. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31516433004056081P443068188819382180000-0002-4680-6056porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-11-18T14:56:12Zoai:repositorio.unesp.br:11449/315164Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-11-18T14:56:12Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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