Riqueza, diversidade e distribuição de esfingídeos (Lepidoptera: Sphingidae) na floresta atlântica brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Polizello, Diego Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/193393
Resumo: A Mata Atlântica tem sido alvo de um longo histórico de desmatamento, e atualmente restam apenas 28% da sua cobertura original. Em razão desta crescente perda de habitat e da elevada concentração de espécies endêmicas a Mata Atlântica foi considerada um dos 25 hotspots mundiais de biodiversidade com prioridade para conservação. Tal ação antrópica gera um declínio populacional de fauna, o qual se estima uma taxa anual de extinção de 1.8% das espécies integrantes da ordem Lepidoptera. Os esfingídeos (Lepidoptera: Sphingidae) representam um importante componente biótico das comunidades tropicais, destacando-se por seu papel como polinizadores. Apesar da reconhecida diversidade de Sphingidae presente neste bioma e de sua importância ecológica, nenhum estudo abordou de forma quantitativa o padrão de riqueza, diversidade e distribuição deste grupo de mariposas para as diferentes fitofisionomias que compõem Mata Atlântica, tampouco quais fatores influenciam sua distribuição. O objetivo principal deste estudo foi atualizar a lista de espécies ocorrentes na Mata Atlântica, bem como, caracterizar os padrões de riqueza, diversidade e distribuição dos esfingídeos nas diferentes fitofisionomias que compõem o bioma. Os registros de ocorrência das espécies foram obtidos a partir de artigos científicos, teses, dissertações e bancos de dados online. Para analisar o padrão de riqueza e diversidade calculamos curvas de rarefação e extrapolação baseadas em indivíduos com base nos números de Hill. Calculamos a diversidade β para medir a troca de espécies entre as distintas regiões da Mata Atlântica. Estimamos a riqueza total de esfingídeos utilizamos os estimadores iChao 1 e iChao 2. Realizamos uma PERMANOVA para analisar quais variáveis ambientais influenciam a composição da fauna dos esfingídeos. Para avaliar as mudanças na composição da fauna, realizamos uma análise de escalonamento multidimensional não-métrica (NMDS). Estimamos a distribuição potencial das espécies a partir da análise de modelagem de nicho. Foram detectadas 150 espécies para a Mata Atlântica, representando cerca de 80% da riqueza estimada para o Brasil e 10% para a fauna mundial. Observou-se que as florestas ombrófilas possuem uma maior diversidade e abrigam a maior parte das espécies exclusivas, incluindo as nove espécies endêmicas identificadas. Dentre os fatores ambientais analisados (temperatura média, pluviosidade, altitude e fitofisionomia) a partir da PERMANOVA, a temperatura média e o tipo de fitofisionomia demonstraram ser as variáveis preditoras que mais influenciam o padrão de diversidade dos esfingídeos. A partir desde estudo foi possível delinear o padrão de distribuição e diversidade de Sphingidae, bem como indicar lacunas amostrais existentes para a fauna de esfingídeos ocorrentes nas porções florestais que ocupam as regiões Centro-oeste, Sudeste (Minas Gerais) e Nordeste do Brasil. As Florestas Ombrófilas são fonte de uma alta diversidade de fauna de esfingídeos, atuando como áreas fonte de diversidade para outras formações florestais tais como floretas estacionais deciduais e semideciduais.
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