Detecção dos Equus caballus papillomavirus em amostras de placa aural equina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Bomberger, Cristiana Raach
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
PCR
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/242541
Resumo: A placa aural é uma doença cosmopolita, caracterizada por lesões nodulares na pele que raramente regridem espontaneamente. Foram descritos nove Equus caballus papillomavirus (EcPVs), desses, apenas os EcPVs 1, 3, 4, 5 e 6 foram associados à placa aural no Brasil, ocorrendo de forma isolada ou em coinfecção. Os EcPVs 8 e 9 foram os últimos papilomavírus equinos identificados, por isso há poucas descrições sobre suas características de manifestação clínica e sua associação à placa aural não foi avaliada. O objetivo desse estudo foi verificar a presença do DNA dos EcPV 8 e 9, por PCR, em amostras de placa aural de equinos de diferentes regiões do Brasil. No total, 137 amostras foram utilizadas, das quais 108 foram previamente avaliadas quanto a presença do DNA dos EcPVs 1 – 7 (Mira et al., 2018). As demais amostras, foram coletadas para este estudo (n = 29), e avaliadas quanto a presença dos EcPVs 1 - 9. Foram utilizados primers previamente descritos para as PCRs dos EcPVs 1 – 8, enquanto para o EcPV 9, foram sintetizados primers específicos. Para os EcPVs não detectados em nossas amostras, foram sintetizados mini-genes e utilizados como controle positivo nas reações de PCR. À histopatologia, hiperqueratose, hipomelanose e hiperplasia epidémica foram os principais achados. O DNA dos EcPVs 2, 7, 8 e 9 não foi detectado nas amostras avaliadas. Das amostras testadas para os EcPVs 1 – 9, foram identificados os EcPVs 1, 3, 4, 5 e 6, presentes de forma isolada ou em coinfecção, o EcPV 6 foi o tipo viral mais prevalente nas amostras. Não foi observada relação entre o tipo viral detectado e as características clínicas das lesões. Concluímos que os EcPVs 2, 7, 8 e 9 não tiveram associação com lesões de placa aural analisadas e, podem não estar relacionados à etiologia desta enfermidade no Brasil. A utilização de mini-genes foi fundamental para validar as técnicas de PCR e a sensibilidade dos primers utilizados.
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