Desempenho de falantes do português brasileiro com desenvolvimento típico de linguagem no Test of Narrative Language (TNL)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Costa, Gabriela Mello [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/139438
Resumo: A narrativa oral de história tem sido amplamente utilizada em pesquisas para identificação de alterações na linguagem. Existe ainda escassez de procedimentos sistemáticos no Brasil para avaliação da habilidade de narrativa oral. O Test of Narrative Language é um teste norte-americano que avalia compreensão e produção de histórias, e possui três formatos de apresentação: (1) sem figuras, (2) figuras em sequência, (3) figura única. O objetivo geral desse trabalho foi investigar o desempenho de falantes do português brasileiro na versão brasileira do Test of Narrative Language. Os objetivos específicos foram: (1) comparar o desempenho entre as diferentes faixas etárias de crianças com desenvolvimento típico de linguagem, falantes do português brasileiro, na versão brasileira do TNL; (2) correlacionar o desempenho das crianças com desenvolvimento típico de linguagem, falantes do português brasileiro, nas tarefas de produção e de compreensão da narrativa, da versão brasileira do TNL; (3) comparar o desempenho das crianças com desenvolvimento típico de linguagem, falantes do português brasileiro, nos diferentes formatos de apresentação propostos pelo TNL. Participaram dessa pesquisa 140 sujeitos, entre cinco e 11 anos e 11 meses de idade com desenvolvimento típico de linguagem, divididos em sete grupos, de acordo com a faixa etária prevista pelo teste. Os resultados da comparação entre os grupos etários apontaram para diferenças com significância estatística entre o grupo de cinco anos quando comparado a todos os outros grupos, bem como para o grupo de seis anos quando comparado ao grupo de oito, nove, dez e onze anos. O grupo de sete anos não diferiu estatisticamente dos grupos de seis e oito anos, e uma das explicações para esse resultado foi a escolaridade dos sujeitos dessa faixa etária, já que metade do grupo cursava o primeiro ano e metade o segundo ano. Os grupos a partir de oito anos não tiveram diferença estatisticamente significante entre eles, e as explicações levantadas para esse resultado foram: (1) o teste adaptado para o português brasileiro teria um “efeito teto” na faixa etária de oito anos, ou (2) a partir dos oito anos as crianças apresentariam “estabilidade” no desenvolvimento da habilidade de narrativa oral. Observou-se que há correlação do desempenho de compreensão e produção nos grupos etários de cinco, seis e sete anos, o que não ocorre para os demais grupos. Quanto aos formatos, podemos observar que o método visual de sequencia de figuras mostrou ser um facilitador para a compreensão das histórias para todos os grupos etários e que o melhor desempenho para produção de história foi com uma única figura para as faixas etárias de nove e 11 anos. Conclui-se que, na análise da narrativa, deve-se levar em conta tanto a faixa etária quanto a escolaridade da criança, e tanto as habilidades de compreensão quanto as de produção, pois estas podem se correlacionar no início do desenvolvimento da habilidade narrativa e só se tornarão independentes quando a criança adquirir grande repertório narrativo. É necessário também considerar qual o método utilizado para eliciar narrativa e qual a natureza do apoio visual fornecido, pois estes fatores têm influencia no desempenho da criança.
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