Seed dispersal and plant diet of fruit-eating birds in secondary forest fragments
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | eng |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/255966 |
Resumo: | A mobilidade das aves frugívoras as torna dispersoras chave de sementes na paisagem fragmentada atual, impulsionando o estabelecimento e sucessão de novas florestas. Distúrbios antropogênicos circundantes moldam essas florestas em estágio inicial, resultando em comunidades florestais secundárias novas. Para entender melhor em quais condições a dispersão de sementes é mais eficaz, assim como as espécies de plantas na dieta das aves dessas comunidades, trabalhamos em dez parcelas de floresta em estágio inicial na bacia do rio Corumbataí no estado de São Paulo. Estabelecemos redes de neblina em cada parcela uma vez por mês ao longo de um ano para coletar fezes de indivíduos capturados. As sementes encontradas nas fezes foram usadas para testar o componente quantitativo da efetividade da dispersão de sementes (SDE) entre as parcelas e espécies de aves. Características do habitat tais como idade da floresta, cobertura florestal e comunidade de espécies de plantas lenhosas zoocóricas não explicaram as variações no componente quantitativo da SDE entre as parcelas. A espécie Antilophia galeata se destacou como a dispersora mais efetiva, seguida de Turdus leucomelas, Ramphocelus carbo e Tachyphonus coronatus. O grau de frugivoria das aves se relacionou positivamente com a SDE enquanto que a massa corporal não teve efeito. O sequenciamento de um mini-barcode de rbcL (Ribulose-1,5-Bifosfato Carboxilase), foi aplicado em DNA isolado das fezes de dez espécies de aves dispersoras de sementes. Dos gêneros de plantas detectados, quatro são exóticas e, embora a maioria tenha sido classificada como árvore ou arbusto, pelo menos dois são de hábito herbáceo. Embora tenhamos detectado variação na dispersão de sementes entre fragmentos, indicando heterogeneidade espacial de processos ecológicos em florestas jovens, essa variação não é explicada pelas características analisadas. Nossa análise da dieta indica que algumas espécies de aves quantitativamente eficientes na dispersão de sementes provavelmente forrageiam fora das florestas. Se por um lado a movimentação para além da floresta potencialmente aumenta a conectividade entre os fragmentos, também pode aumentar a introdução de espécies exóticas, contribuindo para a organização de novos ecossistemas na Mata Atlântica. |
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Seed dispersal and plant diet of fruit-eating birds in secondary forest fragmentsDispersão de sementes e dieta vegetal de aves frugívoras em fragmentos de floresta secundáriaRestauração florestalFrugivoriaInteração animal-plantaFezesMetabarcodingForest restorationFrugivoryPlant-animal interactionFecesA mobilidade das aves frugívoras as torna dispersoras chave de sementes na paisagem fragmentada atual, impulsionando o estabelecimento e sucessão de novas florestas. Distúrbios antropogênicos circundantes moldam essas florestas em estágio inicial, resultando em comunidades florestais secundárias novas. Para entender melhor em quais condições a dispersão de sementes é mais eficaz, assim como as espécies de plantas na dieta das aves dessas comunidades, trabalhamos em dez parcelas de floresta em estágio inicial na bacia do rio Corumbataí no estado de São Paulo. Estabelecemos redes de neblina em cada parcela uma vez por mês ao longo de um ano para coletar fezes de indivíduos capturados. As sementes encontradas nas fezes foram usadas para testar o componente quantitativo da efetividade da dispersão de sementes (SDE) entre as parcelas e espécies de aves. Características do habitat tais como idade da floresta, cobertura florestal e comunidade de espécies de plantas lenhosas zoocóricas não explicaram as variações no componente quantitativo da SDE entre as parcelas. A espécie Antilophia galeata se destacou como a dispersora mais efetiva, seguida de Turdus leucomelas, Ramphocelus carbo e Tachyphonus coronatus. O grau de frugivoria das aves se relacionou positivamente com a SDE enquanto que a massa corporal não teve efeito. O sequenciamento de um mini-barcode de rbcL (Ribulose-1,5-Bifosfato Carboxilase), foi aplicado em DNA isolado das fezes de dez espécies de aves dispersoras de sementes. Dos gêneros de plantas detectados, quatro são exóticas e, embora a maioria tenha sido classificada como árvore ou arbusto, pelo menos dois são de hábito herbáceo. Embora tenhamos detectado variação na dispersão de sementes entre fragmentos, indicando heterogeneidade espacial de processos ecológicos em florestas jovens, essa variação não é explicada pelas características analisadas. Nossa análise da dieta indica que algumas espécies de aves quantitativamente eficientes na dispersão de sementes provavelmente forrageiam fora das florestas. Se por um lado a movimentação para além da floresta potencialmente aumenta a conectividade entre os fragmentos, também pode aumentar a introdução de espécies exóticas, contribuindo para a organização de novos ecossistemas na Mata Atlântica.The mobility of fruit-eating birds makes them key seed dispersers in today’s fragmented landscape, ultimately driving the establishment and succession of new forests. Surrounding anthropogenic disturbances shape these early successional forests, favoring habitat generalist bird species and introducing exotic plants, resulting in novel, secondary forest communities. To better understand under which conditions seed dispersal is most effective, as well as the plant species important to bird diet within these new communities, we worked in ten plots of early successional forest throughout the Corumbataí river basin in the state of São Paulo. We mist netted in each plot once a month over the course of a year to collect droppings from captured individuals. Seeds found in droppings were used to calculate and test the quantitative component of seed dispersal effectiveness (SDE) among plots and bird species. Habitat feature differences in age, forest cover, and the zoochorous woody plant species community were not found to explain changes in the quantitative component of SDE among plots. We identified Antilophia galeata to be the most quantitatively effective seed disperser, followed by Turdus leucomelas, Ramphocelus carbo, and Tachyphonus coronatus. Bird species-level SDE was found to be explained by the degree of bird frugivory, but not bird body mass. Using metabarcoding sequencing of rbcL (Ribulose-1,5-Bisphosphate Carboxylase), a locus used to identify plants in the diet, we analyzed droppings from ten key, seed dispersing bird species to detect diet items beyond seeds present in droppings. Of the plant genera detected, four are exotic, and, while a majority were classified as trees or shrubs, at least two are herbaceous. Although we detected variation in seed dispersal among fragments, indicating heterogeneity in ecological functions, this variation is not explained by analyzed characteristics. Additionally, our diet analysis indicates that bird species we found to be highly efficient at dispersing seeds are foraging outside of forests and, while potentially increasing connectivity among fragments, can also increase the introduction of exotic species.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2021/03467-3Universidade Estadual Paulista (Unesp)Cortes, Marina Correa [UNESP]Motta, Carina Isabella [UNESP]2024-06-13T13:16:18Z2024-06-13T13:16:18Z2024-04-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttps://hdl.handle.net/11449/25596614375430579042200000-0001-7127-7638enginfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-09-23T14:43:22Zoai:repositorio.unesp.br:11449/255966Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-09-23T14:43:22Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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