Correlação da atenção plena e da sobrecarga em cuidadores de idosos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Almeida, Graziela Maria Ferraz De [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/217680
Resumo: Introdução: As condições de saúde variam durante o envelhecimento humano, e a manutenção da satisfação das necessidades humanas pode implicar desde a independência até a dependência total de cuidados. As limitações dos idosos variam e o cuidador é a pessoa que proporciona cuidados para atender as incapacidades. Porém os cuidadores sofrem restrições na vida pessoal, levando-os à sobrecarga, impactando de forma negativa suas vidas. A utilização da Atenção Plena (AP) como ferramenta de desvios do automatismo que se refere a rotina diária, corrobora para gerenciarem a carga de trabalho do cuidado ao idoso. A AP é a consciência sem julgamento, no momento presente, observando a natureza de seus pensamentos, sem que necessariamente apanhe seu conteúdo, aproveitando a experiência atual. Objetivo: Correlacionar a habilidade da atenção plena e a sobrecarga em cuidadores de idosos atendidos em um ambulatório de geriatria. Método: Estudo transversal observacional e analítico correlacional, realizado nos ambulatórios de geriatria de um hospital e de uma unidade primária em um município do interior do estado de São Paulo. A amostra do estudo foi composta por 100 cuidadores de idosos, que acompanhavam nos atendimentos ambulatoriais e que aceitaram participar após concordar e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram utilizados para a coleta dos dados três instrumentos: o Questionário Sociodemográfico e de Condições de Trabalho e Saúde; o FFMQ-BR e o Inventário de Sobrecarga do Cuidador – Escala de Burden. Foram demonstradas as frequências absoluta e relativa das variáveis categorizadas dos dados sociodemográficos. Quanto às variáveis idade e tempo de cuidador foram demostrados os valores em percentil, média, mediana em dois quartis (Q1 e Q2) onde Q1 refere-se a 25% e Q2 a 75%. As Correlações de Pearson foram obtidas entre os escores dos questionários FFMQ-BR e Escala de Burden com a utilização dos domínios e o geral. O teste qui-quadrado foi utilizado para a associação das variáveis demográficas com a classificação dos escores finais do Inventário de Sobrecarga de Cuidadores. Para as variáveis contínuas e comparações de médias foram utilizadas a mesma classificação do questionário, primeiramente com a ANOVA e em seguida o teste de comparação múltipla de Tukey. O FFMQ-BR e a Escala de Burden foram avaliados de acordo com as instruções para o cálculo dos escores dos domínios e o escore geral. Também foram obtidos os coeficientes alpha de Cronbach, para identificar a consistência e coerência de ambos. Foi realizada uma análise fatorial exploratória (AFE) com Rotação Varimax para a obtenção dos domínios estabelecidos pelas instruções, seguida da análise fatorial confirmatória, de modo a confirmar os domínios dos questionários. Resultados: Dos 100 cuidadores, 80 eram do sexo feminino; com idade média de 53,23; vivem sem companheiro; possuem filho e crença religiosa. Houve correlações entre as variáveis demográficas idade e anos de estudo. Das escalas aplicadas as correlações foram entre os domínios “observar” e “não reagir” do FFMQ-BR; e o domínio “sobrecarga tempo dependente” da Escala de Burden. Foram identificadas correlações negativas entre as escalas do FFMQ-BR e Burden, pois demonstrou-se que, quanto maior a AP, menor é o escore de sobrecarga do cuidador. Os valores atribuídos à sobrecarga dos cuidadores foram para “sobrecarga moderada” (>20 a ≤ 40) e “moderada a severa” (≥ 40 a ≤ 60). Na análise de comparação das médias demográficas da FFMQ-BR com a Escala de Burden houve diferença significativa no fator “não julgar” (p=0,0008) e “agir com consciência” com a “sobrecarga severa” (p=0,0022). O cálculo do coeficiente Alpha de Cronbach geral apresentou a consistência e coerência respectivamente a FFMQ-BR de 0,7883 e Escala de Burden com 0,91576. A AFE demonstrou as relações existentes entre diferentes variáveis e as organizou em fatores. A análise fatorial confirmatória foi respondida pelos instrumentos pelo Índice de Qualidade de Ajuste de 100%. Conclusão: Os resultados demonstram que cuidadores de idosos que tem maior AP, sofrem uma menor sobrecarga, mostrando um potencial benéfico a intervir nessa população sobrecarregada.
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A AP é a consciência sem julgamento, no momento presente, observando a natureza de seus pensamentos, sem que necessariamente apanhe seu conteúdo, aproveitando a experiência atual. Objetivo: Correlacionar a habilidade da atenção plena e a sobrecarga em cuidadores de idosos atendidos em um ambulatório de geriatria. Método: Estudo transversal observacional e analítico correlacional, realizado nos ambulatórios de geriatria de um hospital e de uma unidade primária em um município do interior do estado de São Paulo. A amostra do estudo foi composta por 100 cuidadores de idosos, que acompanhavam nos atendimentos ambulatoriais e que aceitaram participar após concordar e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram utilizados para a coleta dos dados três instrumentos: o Questionário Sociodemográfico e de Condições de Trabalho e Saúde; o FFMQ-BR e o Inventário de Sobrecarga do Cuidador – Escala de Burden. Foram demonstradas as frequências absoluta e relativa das variáveis categorizadas dos dados sociodemográficos. Quanto às variáveis idade e tempo de cuidador foram demostrados os valores em percentil, média, mediana em dois quartis (Q1 e Q2) onde Q1 refere-se a 25% e Q2 a 75%. As Correlações de Pearson foram obtidas entre os escores dos questionários FFMQ-BR e Escala de Burden com a utilização dos domínios e o geral. O teste qui-quadrado foi utilizado para a associação das variáveis demográficas com a classificação dos escores finais do Inventário de Sobrecarga de Cuidadores. Para as variáveis contínuas e comparações de médias foram utilizadas a mesma classificação do questionário, primeiramente com a ANOVA e em seguida o teste de comparação múltipla de Tukey. O FFMQ-BR e a Escala de Burden foram avaliados de acordo com as instruções para o cálculo dos escores dos domínios e o escore geral. Também foram obtidos os coeficientes alpha de Cronbach, para identificar a consistência e coerência de ambos. Foi realizada uma análise fatorial exploratória (AFE) com Rotação Varimax para a obtenção dos domínios estabelecidos pelas instruções, seguida da análise fatorial confirmatória, de modo a confirmar os domínios dos questionários. Resultados: Dos 100 cuidadores, 80 eram do sexo feminino; com idade média de 53,23; vivem sem companheiro; possuem filho e crença religiosa. Houve correlações entre as variáveis demográficas idade e anos de estudo. Das escalas aplicadas as correlações foram entre os domínios “observar” e “não reagir” do FFMQ-BR; e o domínio “sobrecarga tempo dependente” da Escala de Burden. Foram identificadas correlações negativas entre as escalas do FFMQ-BR e Burden, pois demonstrou-se que, quanto maior a AP, menor é o escore de sobrecarga do cuidador. Os valores atribuídos à sobrecarga dos cuidadores foram para “sobrecarga moderada” (>20 a ≤ 40) e “moderada a severa” (≥ 40 a ≤ 60). Na análise de comparação das médias demográficas da FFMQ-BR com a Escala de Burden houve diferença significativa no fator “não julgar” (p=0,0008) e “agir com consciência” com a “sobrecarga severa” (p=0,0022). O cálculo do coeficiente Alpha de Cronbach geral apresentou a consistência e coerência respectivamente a FFMQ-BR de 0,7883 e Escala de Burden com 0,91576. A AFE demonstrou as relações existentes entre diferentes variáveis e as organizou em fatores. A análise fatorial confirmatória foi respondida pelos instrumentos pelo Índice de Qualidade de Ajuste de 100%. Conclusão: Os resultados demonstram que cuidadores de idosos que tem maior AP, sofrem uma menor sobrecarga, mostrando um potencial benéfico a intervir nessa população sobrecarregada.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Fontes, Cassiana Mendes Bertoncello [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Almeida, Graziela Maria Ferraz De [UNESP]2022-04-06T19:18:36Z2022-04-06T19:18:36Z2022-02-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/21768033004064085P5porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-16T05:59:37Zoai:repositorio.unesp.br:11449/217680Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T05:59:37Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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