Da festa ao território: o rodeio no Estado de São Paulo e sua mercantilização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Silva, Cesar Gomes [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
EUA
USA
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/144729
Resumo: Surgido no âmbito da cultura europeia do século XVIII, foi nos Estados Unidos da América (EUA) que a concepção de negócio privado destinado a um mercado consumidor primeiramente adentrou o campo dos esportes. Diversos jogos, suscetíveis de organização e comercialização, foram regulamentados e convertidos em espetáculos esportivos em fins do século XIX. A lógica empresarial que direcionava a formação das equipes e a organização dos campeonatos foi fortalecida no século seguinte com a emergência de uma sociedade de produção e consumo massificados. Quanto ao rodeio, embora existisse como competição desde a década de 1860, somente em 1929, foi regulamentado e convertido em espetáculo esportivo com a criação da Rodeo Association of America (RAA). Seu formato serviu de modelo às demais organizações que a sucederam criando condições para a constituição do território do rodeio naquele país. No caso brasileiro o modelo empresarial e esportivo de rodeio, iniciado com a RAA, será adotado somente em 2001. Embora recente, a constituição do território esportivo do rodeio brasileiro é resultado de um longo processo de “americanização” de suas modalidades iniciado em fins da década de 1970 com a introdução da montaria em touros e consolidado com a territorialização da Professional Bull Riders (PBR), Incorporation em 2006. Assim, pautado no materialismo histórico-geográfico como método de abordagem, o presente trabalho procura compreender o processo que originou o território esportivo do rodeio tanto nos EUA quanto no Brasil e suas relações. Propõe, com isso, contribuir com a revisão da história e da geografia do rodeio brasileiro. Em síntese, busca demonstrar que a constituição de um território esportivo do rodeio brasileiro faz parte de um movimento mais geral de transformação do território esportivo do rodeio nos EUA, que por sua vez, é produto da difusão da indústria do entretenimento, da globalização, e reflete o desenvolvimento geográfico desigual do rodeio.
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