A cristalização da nova modalidade de mesóclise no português brasileiro
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/106225 |
Resumo: | O trabalho que está se apresentando neste momento é um texto pequeno em extensão, e que tem como principal objetivo reivindicar que a construção: verbo auxiliar + clítico + verbo principal seja reconhecida, do ponto de vista da colocação pronominal, como uma construção mesoclítica. Tal reivindicação justifica-se pelo fato de que o que é denominado pela gramática normativa como mesóclise, é a colocação de um pronome no ponto de juntura no lugar em que em um momento da história forma dois verbos: um verbo principal + o verbo auxiliar haver (hab ēre). A hipótese aqui defendida tem dois pontos básicos de sustentação: o primeiro é a própria história do futuro; o segundo é o processo de gramaticalização do futuro, no qual o fenômeno aqui apresentado foi inserido e, que tem como conseqüência a cristalização da nova modalidade de mesóclise. Pela complexidade que envolve o tempo e pela incerteza que é característica inerente do futuro, discute-se, ainda, noções de tempo e, especificamente, do futuro, por estarem elas relacionadas à variação nas formas de expressão do futuro; assim como a discussão sobre ser o futuro um tempo ou um modo. A incerteza, provavelmente, gerada pela virtualidade do futuro, pode ser um fator condicionante da variação em torno da expressão desse tempo; isso tem como conseqüência, o surgimento de formas perifrásticas, que são constituídas pelo verbo principal e um verbo auxiliar, o qual executa as tarefas morfológicas. Pela importância do verbo principal nesse processo, apresenta-se e discute-se, também, a questão da auxiliaridade. Para ilustrar o processo de cristalização da nova modalidade de mesóclise, apresentam-se exemplos retirados de cartas familiares e oficiais e textos de jornais de várias regiões do país, ambos produzidos nos séculos XVIII e XIX. |
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A cristalização da nova modalidade de mesóclise no português brasileiroLíngua portuguesaLingua portuguesa - GramaticaGramatica comparada e geral - Tempo verbalGramaticalizationFuture tenseVerbal periphrasesO trabalho que está se apresentando neste momento é um texto pequeno em extensão, e que tem como principal objetivo reivindicar que a construção: verbo auxiliar + clítico + verbo principal seja reconhecida, do ponto de vista da colocação pronominal, como uma construção mesoclítica. Tal reivindicação justifica-se pelo fato de que o que é denominado pela gramática normativa como mesóclise, é a colocação de um pronome no ponto de juntura no lugar em que em um momento da história forma dois verbos: um verbo principal + o verbo auxiliar haver (hab ēre). A hipótese aqui defendida tem dois pontos básicos de sustentação: o primeiro é a própria história do futuro; o segundo é o processo de gramaticalização do futuro, no qual o fenômeno aqui apresentado foi inserido e, que tem como conseqüência a cristalização da nova modalidade de mesóclise. Pela complexidade que envolve o tempo e pela incerteza que é característica inerente do futuro, discute-se, ainda, noções de tempo e, especificamente, do futuro, por estarem elas relacionadas à variação nas formas de expressão do futuro; assim como a discussão sobre ser o futuro um tempo ou um modo. A incerteza, provavelmente, gerada pela virtualidade do futuro, pode ser um fator condicionante da variação em torno da expressão desse tempo; isso tem como conseqüência, o surgimento de formas perifrásticas, que são constituídas pelo verbo principal e um verbo auxiliar, o qual executa as tarefas morfológicas. Pela importância do verbo principal nesse processo, apresenta-se e discute-se, também, a questão da auxiliaridade. Para ilustrar o processo de cristalização da nova modalidade de mesóclise, apresentam-se exemplos retirados de cartas familiares e oficiais e textos de jornais de várias regiões do país, ambos produzidos nos séculos XVIII e XIX.In this dissertation the status of mesoclitic is claimed to the construction auxiliary verb+clitic+main verb in Portuguese language from the point-of-view of the pronominal position. In traditional grammar mesoclitic is the location of a pronoun in the junction point that in history of Portuguese language gives rise to two verbs: a main verb+the auxiliary verb haver (habēre). The hypothesis claimed in this dissertation is supported by two basic points: first, the history of the future; second, the process of crystallization of the phenomenon is inserted in and classified as mesoclitic. The notion of tense, specifically of future, is discussed because of the complexity of the tense and the incertitude intrinsic to the future. This discussion is due to the relation between future and the variation in the realization of future forms and because of the discussion on future as a tense or a mode. The incertitude probably generated by the virtuality of the future may the conditioning factor of variation in the expression of this tense; its consequence is the appearing of periphrastic forms constituted by the main verb and an auxiliary verb that perform morphological tasks. Auxiliarity is also discussed because of the importance of the main verb in this process. The process of gramaticalization of the new mesoclitic construction is exemplified by official and family letters and newspaper articles written between the 18th and 19th in several Brazilian locations.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Berlinck, Rosane de Andrade [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Tomanin, Cassia Regina [UNESP]2014-06-11T19:35:17Z2014-06-11T19:35:17Z2009-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis153 f.application/pdfTOMANIN, Cassia Regina. A cristalização da nova modalidade de mesóclise no português brasileiro. 2009. 153 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, 2009.http://hdl.handle.net/11449/106225000593775tomanin_cr_dr_arafcl.pdf33004030009P46009854924555046Alephreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPporinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-04-16T05:19:33Zoai:repositorio.unesp.br:11449/106225Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-04-16T05:19:33Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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O trabalho que está se apresentando neste momento é um texto pequeno em extensão, e que tem como principal objetivo reivindicar que a construção: verbo auxiliar + clítico + verbo principal seja reconhecida, do ponto de vista da colocação pronominal, como uma construção mesoclítica. Tal reivindicação justifica-se pelo fato de que o que é denominado pela gramática normativa como mesóclise, é a colocação de um pronome no ponto de juntura no lugar em que em um momento da história forma dois verbos: um verbo principal + o verbo auxiliar haver (hab ēre). A hipótese aqui defendida tem dois pontos básicos de sustentação: o primeiro é a própria história do futuro; o segundo é o processo de gramaticalização do futuro, no qual o fenômeno aqui apresentado foi inserido e, que tem como conseqüência a cristalização da nova modalidade de mesóclise. Pela complexidade que envolve o tempo e pela incerteza que é característica inerente do futuro, discute-se, ainda, noções de tempo e, especificamente, do futuro, por estarem elas relacionadas à variação nas formas de expressão do futuro; assim como a discussão sobre ser o futuro um tempo ou um modo. A incerteza, provavelmente, gerada pela virtualidade do futuro, pode ser um fator condicionante da variação em torno da expressão desse tempo; isso tem como conseqüência, o surgimento de formas perifrásticas, que são constituídas pelo verbo principal e um verbo auxiliar, o qual executa as tarefas morfológicas. Pela importância do verbo principal nesse processo, apresenta-se e discute-se, também, a questão da auxiliaridade. Para ilustrar o processo de cristalização da nova modalidade de mesóclise, apresentam-se exemplos retirados de cartas familiares e oficiais e textos de jornais de várias regiões do país, ambos produzidos nos séculos XVIII e XIX. |
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