Lei 11.645/2008 e o ensino de sociologia(s): problematizando invisibilidades indígenas urbanas dentro de uma escola pública de Tupã/SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Jesus, Marleide Maria de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/214534
Resumo: Apesar de uma década da lei federal 11.645/2008 que tornam obrigatórias as “temáticas” indígenas e afro-brasileiras nas escolas públicas/particulares e da lei federal 11.684/2008 que torna obrigatório a “disciplina” de sociologia(s) no(s) ensino(s) médio(s), ainda encontramos muitos abismos e lacunas na implementação da primeira legislação quando se trata das incursões pedagógicas das temáticas indígenas e de inclusões educacionais biculturais (indígena/brasileira) em diferentes áreas/níveis de ensino dentro da educação básica monocultural. O presente trabalho busca refletir sobre estes dois contextos a partir da presença de estudantes indígenas dentro de uma escola pública na cidade de Tupã/SP. A pesquisa tem como proposta teórico-metodológica reflexões decoloniais como suporte para propostas didáticas interculturais na disciplina de sociologia(s). Para coleta de dados foram utilizados recursos quantitativos-qualitativos na aplicação de questionários para 11 professoras/es, 8 estudantes do 2º ano de ensino médio. Além de entrevista com a única estudante indígena a ter na sua “cidadania brasileira” o seu nome étnico: Xerente. É importante conjugar as duas legislações citadas e buscar reflexões sobre como juntas podem contribuir para reflexões sobre a presença das temáticas indígenas e a falta de reconhecimento de estudantes de diferentes pertencimentos étnicos nativos no interior desses espaços. Apresenta também uma pequena proposta intercultural para o ensino de sociologia(s). Pelos resultados deduz-se que apesar da conquista da lei 11.645/08 são extensos os desafios para implementação concreta dessa legislação desde “dentro” das escolas, visto os poucos espaços interculturais no ensino de sociologia(s) e mais ainda a não “inclusão de fato” de educações indígenas específicas diferenciadas, interculturais e bilíngues (pluriétnicas/pluriculturais) nos contextos urbanos diante de conjunturas educacionais indígenas e não-indígenas de tramas altamente complexas.
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spelling Lei 11.645/2008 e o ensino de sociologia(s): problematizando invisibilidades indígenas urbanas dentro de uma escola pública de Tupã/SPSambuyè 11645/2008 andé ay subatekerá aiby sociologia(s): wodicó kié uby ninhó natiacró radamu aiby bihé subatekerá wohoy aiby Tupã/SPLaw 11,645/2008 and the teaching of sociology(s): problematizing urban indigenous invisibilities within a public school in Tupã/SPEnsino(s) de sociologia(s)Educação básica monoculturalEducações biculturais (étnicas indígenas/brasileiras)DescolonizaçõesSociology teaching (s)Monocultural basic educationBicultural educations (indigenous / brazilians)DecolonizationsWohoy aiby sociologia(s)Subatekerá bendó bihé yrasichySubatekerá wachini yrasichy (ninhó/brasileiras)Apesar de uma década da lei federal 11.645/2008 que tornam obrigatórias as “temáticas” indígenas e afro-brasileiras nas escolas públicas/particulares e da lei federal 11.684/2008 que torna obrigatório a “disciplina” de sociologia(s) no(s) ensino(s) médio(s), ainda encontramos muitos abismos e lacunas na implementação da primeira legislação quando se trata das incursões pedagógicas das temáticas indígenas e de inclusões educacionais biculturais (indígena/brasileira) em diferentes áreas/níveis de ensino dentro da educação básica monocultural. O presente trabalho busca refletir sobre estes dois contextos a partir da presença de estudantes indígenas dentro de uma escola pública na cidade de Tupã/SP. A pesquisa tem como proposta teórico-metodológica reflexões decoloniais como suporte para propostas didáticas interculturais na disciplina de sociologia(s). Para coleta de dados foram utilizados recursos quantitativos-qualitativos na aplicação de questionários para 11 professoras/es, 8 estudantes do 2º ano de ensino médio. Além de entrevista com a única estudante indígena a ter na sua “cidadania brasileira” o seu nome étnico: Xerente. É importante conjugar as duas legislações citadas e buscar reflexões sobre como juntas podem contribuir para reflexões sobre a presença das temáticas indígenas e a falta de reconhecimento de estudantes de diferentes pertencimentos étnicos nativos no interior desses espaços. Apresenta também uma pequena proposta intercultural para o ensino de sociologia(s). Pelos resultados deduz-se que apesar da conquista da lei 11.645/08 são extensos os desafios para implementação concreta dessa legislação desde “dentro” das escolas, visto os poucos espaços interculturais no ensino de sociologia(s) e mais ainda a não “inclusão de fato” de educações indígenas específicas diferenciadas, interculturais e bilíngues (pluriétnicas/pluriculturais) nos contextos urbanos diante de conjunturas educacionais indígenas e não-indígenas de tramas altamente complexas.Bouró dó aiby bihé myribae mysã saí mó sambuyè ukici 11645/2008 dó byté ynatekié aiby dzunasi ninhó ande tapuinhiu anrá subatekerá (wohoy/hidzi) ande aiby sambuyè 11684/2008 dó byté ynatekié ay tokerá mó sociologia anra subatekié damaté dehé idjé buyo bé andé wakié anra niódere aiby kumiquea niódere peredy i dzunasi aiby dió subatekié aiby dzunasi ninhó andé mó docli subatekerá whachini yrasichy (ninhó/brasileira) asaang petóye, radaendó mó subatekerá radamu aiby subatekerá bendó bihé yrasichy. Ay coran naté bu chène ay dzené aiby eridizá wachini moinghité ay tçate aiby coran mó nunhiu ninhó radamu aiby bihé subatekerá wohoy anra natiacró aiby Tupã/SP. Ay naté tçohó vdjé keité netço-wowo chenèá (decoloniais) vdjé crodira bó keité subatekerá didehó yrasichy anra tókerá aiby sociologia. Bó curoté aiby dí buá uzanhi keité quantitativos-qualitativos anra subateá aiby erekidí bó 11 dubo-heri, 8 nunhiu mó subatekerá damaté. Dehé aiby erekidí sembohó ay bihé nunhiu ninho ay tçohó anra mó “cidadania brasileira” ay mó dzé ninhó: Xerente. Andeli hechye piwonhé ay wachini idzãkua mé andé bu chèneá ay dzené aiby vdjé ecudu wibae ubádi bó chèneá ay dzené aiby ay coran aiby dzunasi ninhó andé ay wakié aiby subatébarae mó nunhiu mó pétoye damutsó ninhó anra mutsóho saidzá aranque-dzó. Bihéte dehé bihé manuté keité didehó yrasichy bó ay wohoy mó sociologia(s). Catciby rèigyta woroné sodé bouró dó aiby teudiokié aiby sambuyè 11.645/08 yboá ye ay mèmarã bó niódere sambyyé saidzá idzãkua cri radamu aiby subatekerá, ubí ay reré aranque-dzó didehó yrasichy anra wohoy aiby sociologia(s) andé buyo dehé ay kié “docli aiby sambyyé” mó subatekerá ninhó wororé petóye, didehó yrasichy andé whachini nunú (buyõ tsohó/buyõ yrasichy) anra moighité natiacró onadcendi mó buyõ ecudu subatekerá ninhó andé kié-ninhó mó pitewó buyo ye complexas.Despite a decade of federal law 11,645/2008 that make indigenous and Afro-Brazilian “themes” mandatory in public/private schools and federal law 11,684/2008 that makes the “discipline” of sociology(s) mandatory in secondary education(s), we still find many abysses and gaps in the implementation of the first legislation when it comes to pedagogical incursions on indigenous themes and bicultural educational inclusions (indigenous/Brazilian) in different areas/levels of education within basic education monocultural. This work seeks to reflect on these two contexts from the presence of indigenous students within a public school in the city of Tupã/SP. The research has as its theoretical-methodological proposal decolonial reflections as support for intercultural didactic proposals in the discipline of sociology(s). For data collection, quantitative-qualitative resources were used in the application of questionnaires to 11 teachers, 8 students from the 2nd year of high school. In addition to an interview with the only indigenous student to have in her “Brazilian citizenship” her ethnic name: Xerente. It is important to combine the two legislations mentioned and seek reflections on how together they can contribute to reflections on the presence of indigenous themes and the lack of recognition of students from different native ethnic backgrounds within these spaces. It also presents a small intercultural proposal for teaching sociology(s). From the results, it can be deduced that despite the achievement of Law 11.645/08, the challenges for the concrete implementation of this legislation from “inside” schools are extensive, given the few intercultural spaces in the teaching of sociology(s) and even more so the lack of “inclusion of fact” of specific, differentiated, intercultural and bilingual (multiethnic/multicultural) indigenous education in urban contexts in the face of highly complex indigenous and non-indigenous educational conjunctures.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Ocada, Fábio Kazuo [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Jesus, Marleide Maria de2021-09-24T10:59:49Z2021-09-24T10:59:49Z2021-05-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/21453425016016039P8porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-08-13T19:46:38Zoai:repositorio.unesp.br:11449/214534Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-08-13T19:46:38Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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