A conjugalidade na interface com o câncer de mama

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gomes, Rita Maria de Oliveira [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/251264
Resumo: O câncer de mama é uma importante questão de saúde pública em nosso país, devido à sua alta taxa de incidência e morbidade, ocupando o segundo tipo de câncer com maior incidência na população feminina e na doença mais temida pelas mulheres. Essa patologia provoca inúmeras modificações em todas as esferas da vida, incluindo o casamento. A conjugalidade exige um investimento contínuo para a construção e a manutenção de um espaço compartilhado entre sujeitos que possuem diferenças, fator que comporta a potencialidade de criação de cada encontro, bem como exige a integração dos desejos e dos projetos pessoais à vida a dois. Essa complexidade é intensificada em uma situação de adoecimento como o câncer de mama, devido às demandas e temores que se impõem. Desse modo, nesta pesquisa nos interessamos em compreender as reverberações do câncer de mama na conjugalidade de mulheres adultas sobreviventes de longo termo, considerando os processos de manutenção e desvinculamento conjugal e seus desdobramentos para o enfrentamento do adoecimento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, utilizando a técnica de entrevista semiestruturada, a qual foi realizada com 5 mulheres adultas, que já haviam concluído o acompanhamento de cinco anos pós-tratamento. Dessas participantes, 3 permaneceram casadas em todo o processo de enfrentamento do câncer de mama e 2 se separaram. Os resultados apontaram que o modo de organização da díade antes do adoecimento interferiu na manutenção ou não da conjugalidade bem como no enfretamento da doença e do tratamento. A participação do cônjuge demonstrou ser essencial para o enfrentamento dos diversos momentos do adoecimento, e a configuração do Reconhecimento, o Respeito, a Reciprocidade, a Responsabilidade, propostos por A. Eiguer, bem como, o manejo das diferenças se configuraram como elementos essenciais em todo o processo, pois delinearam os redimensionamentos que os casais foram capazes de fazer.
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