Desenvolvimento osteológico de lambari-rosa Astyanax lacustris (Lutken 1975) (Characiformes, Characidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Hiromoto, Marcelo Joho [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/216954
Resumo: O desenvolvimento osteológico de lambari-rosa A. lacustris desde o momento de eclosão das larvas até se tornarem juvenis foi analisado, de modo a gerar informações para futuras avaliações de deformidades esqueléticas e investigação sistemática filogenética. As larvas foram obtidas por meio da reprodução de matrizes obtidas da piscicultura Jomar – Buritizal, SP e acondicionadas em temperatura média de 28,1 ± 0,5 ° C, e salinidade de 2,0 ‰. Foram realizadas coletas periódicas de 20 larvas nos dias 1, 3, 5, 7, 9, 10, 14, 18 e 21 pós-eclosão dpe (dias pós eclosão) e as larvas foram analisadas por meio do processo de diafanização e dupla coloração (azul de Alcian e vermelho de alizarina). As larvas recém eclodidas (2,33 mm comprimento total, CT) não apresentam nenhum tipo de calcificação, apresentando apenas formação condroide. A primeira estrutura observada a iniciar a mineralização foi o parassenóide, em larva medindo 2,6 mm CT. Com 6,63 mm CT, aos 9 dpe, se iniciou o aparecimento dos primeiros pontos de mineralização na região cefálica, nas estruturas do dentário, otólitos, subopérculo e opérculo. Posteriormente, verificou-se ossificação dos primeiros seis centros vertebrais aos 8,49 mm CT. Quando as larvas atingiram 13,46 mm CT, ocorreu a ossificação da pré-maxila, maxila, dentário, ângulo articular, retro articular e arcos branquiais e nadadeiras anal e caudal. Com 15,8 mm CT, ocorreu ossificação total das regiões apendicular e axial, mas os animais ainda estavam em processo final de ossificação da região crânio-facial.
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