Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Pigatto, Caroline Peters [UNESP]
Orientador(a): Schocken-Iturrino, Ruben Pablo [UNESP], Marin, José Moacir [UNESP], Fadel-Pichetch, Cyntia Maria Telles [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/103826
Resumo: Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) são reconhecidas como agentes causadores de infecções em humanos em todo o mundo. O principal reservatório é o bovino. Neste trabalho, cepas de STEC previamente isoladas de fezes bovinas foram caracterizadas usando PCR multiplex para determinar os genes de virulência (stx1, stx2, ehxA, eaeA e saa), soroaglutinação passiva reversa em látex (RPLA-VTEC screen) para avaliar a expressão da toxina Shiga, PCR-RFLP e sequenciamento para obter os subtipos e a variabilidade dos genes stx2, respectivamente. Foram determinados também os sorotipos, o perfil de sensibilidade e a viabilidade das cepas de STEC em queijo minas frescal. A freqüência de STEC nas amostras de fezes bovinas foi de 37%. Foram encontrados trinta e quatro sorotipos de STEC sendo os mais freqüentes o ONT:H7 (10%), O22:H8, O22:H16 e ONT:H21 (7% cada). Onze sorotipos encontrados não tinham sido associados com STEC até o momento. A maioria das STEC (96%) foi susceptível a todos os antimicrobianos testados. A produção de toxina Shiga determinada pelo ensaio RPLA foi de 89%. Os marcadores de virulência foram encontrados em 11 diferentes combinações, a mais freqüente foi stx2 (27%), stx1 stx2 e stx1 stx2 ehxA saa (16% cada). Foram detectados 8 subtipos de stx2: stx2OX3a/O111; stx2; stx2c; stx2(vha); stx2(vhb); stx2OX3b; stx2vnb/vhc e stx2O48. Os genes que apresentaram maior freqüência foram: stx2 e stx2c. As seqüências parciais obtidas sugerem a presença de elevada variabilidade nos genes do tipo stx2 nas STEC analisadas. A viabilidade de STEC não-O157 em queijo minas revelou que diferentes cepas de STEC podem ser detectadas nos queijos após 10 dias de armazenamento sob refrigeração. Os dados encontrados neste trabalho sugerem isolados com alto potencial de patogenicidade oferecendo risco de desencadear graves infecções à população.
id UNSP_2cc95116fc1a9efbbf6ae1d793410aed
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/103826
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Pigatto, Caroline Peters [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Amaral, Luiz Augusto doMontassier, Hélio JoséMedeiros, Alessandra AparecidaMartins, Elaine Cristina Pereira deSchocken-Iturrino, Ruben Pablo [UNESP]Marin, José Moacir [UNESP]Fadel-Pichetch, Cyntia Maria Telles [UNESP]2014-06-11T19:32:52Z2014-06-11T19:32:52Z2008-01-29PIGATTO, Caroline Peters. Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná. 2008. xiv, 84 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, 2008.http://hdl.handle.net/11449/103826000559747pigatto_cp_dr_jabo.pdf33004102072P9Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) são reconhecidas como agentes causadores de infecções em humanos em todo o mundo. O principal reservatório é o bovino. Neste trabalho, cepas de STEC previamente isoladas de fezes bovinas foram caracterizadas usando PCR multiplex para determinar os genes de virulência (stx1, stx2, ehxA, eaeA e saa), soroaglutinação passiva reversa em látex (RPLA-VTEC screen) para avaliar a expressão da toxina Shiga, PCR-RFLP e sequenciamento para obter os subtipos e a variabilidade dos genes stx2, respectivamente. Foram determinados também os sorotipos, o perfil de sensibilidade e a viabilidade das cepas de STEC em queijo minas frescal. A freqüência de STEC nas amostras de fezes bovinas foi de 37%. Foram encontrados trinta e quatro sorotipos de STEC sendo os mais freqüentes o ONT:H7 (10%), O22:H8, O22:H16 e ONT:H21 (7% cada). Onze sorotipos encontrados não tinham sido associados com STEC até o momento. A maioria das STEC (96%) foi susceptível a todos os antimicrobianos testados. A produção de toxina Shiga determinada pelo ensaio RPLA foi de 89%. Os marcadores de virulência foram encontrados em 11 diferentes combinações, a mais freqüente foi stx2 (27%), stx1 stx2 e stx1 stx2 ehxA saa (16% cada). Foram detectados 8 subtipos de stx2: stx2OX3a/O111; stx2; stx2c; stx2(vha); stx2(vhb); stx2OX3b; stx2vnb/vhc e stx2O48. Os genes que apresentaram maior freqüência foram: stx2 e stx2c. As seqüências parciais obtidas sugerem a presença de elevada variabilidade nos genes do tipo stx2 nas STEC analisadas. A viabilidade de STEC não-O157 em queijo minas revelou que diferentes cepas de STEC podem ser detectadas nos queijos após 10 dias de armazenamento sob refrigeração. Os dados encontrados neste trabalho sugerem isolados com alto potencial de patogenicidade oferecendo risco de desencadear graves infecções à população.Shiga toxin-producing Escherichia coli (STEC) is recognize worldwide as an organism capable to cause human diseases. Cattle are the main source of STEC. In this research, STEC strains previously isolated were analyzed using multiplex-PCR for virulence genes, the RPLA assay to detect the Shiga toxin production and serotyping. PCR-RFLP and nucleotide sequence were analyzed to detect stx2 genes subtypes and their variability. Moreover tests for antimicrobial susceptibility and the vialbility of STEC in Minas Frescal cheese were done. The frequency of cattle shedding STEC was 37%. Thirty-four serotypes of STEC were found, the most frequent being ONT:H7 (10%), O22:H8, O22:H16 and ONT:H21 (7% each). Eleven serotypes had not been associate with STEC until the moment. Most of the strains (96%) were susceptible to all antimicrobial agents tested. Production of Shiga toxin by the RPLA assay was detected in most (89%) of the STEC strains. The frequency of virulence markers were found in 11 diferent combinations: stx2 (27%), stx1 stx2 e stx1 stx2 ehxA saa (16% each). Eigth stx2 subtypes were detect (stx2OX3a/O111; stx2; stx2c; stx2(vha); stx2(vhb); stx2OX3b; stx2vnb/vhc; stx2O48) and the most frequent were: stx2; stx2c. The partial sequences of stx2 genes suggested a high variability of stx2 types in the STEC analyzed. The STEC viability in cheese could be detected after 10 days of storage under refrigeration. The results found in this work suggest strains with high potential of pathogenicity offering risk to lead serious infections to the population.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)xiv, 84 f.porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Alephreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPEscherichia coliToxina ShigaShiga toxinCarcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessMedicina Veterinária - FCAVMedicina veterinária preventivaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, JaboticabalPublication3d807254-e442-45e5-a80b-0f6bf3a26e48virtual::120529-13d807254-e442-45e5-a80b-0f6bf3a26e48virtual::120529-11d32c792-b4ae-4bbe-a762-42ee3506e3e9virtual::307682-11d32c792-b4ae-4bbe-a762-42ee3506e3e9virtual::307682-1ORIGINALpigatto_cp_dr_jabo.pdfapplication/pdf841661https://repositorio.unesp.br/bitstreams/77feb219-7ec7-4a93-a041-fba396293e8a/download288fcbc74e176eac0befc1827d1bc15eMD51trueAnonymousREADTEXTpigatto_cp_dr_jabo.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-10-29T06:08:52Z (GMT).Extracted texttext/plain102548https://repositorio.unesp.br/bitstreams/d1bb0adc-73e7-4b9a-a664-fb70e74ca8c5/downloade38ae924662ea849ae8f2a59b2f8920aMD54falseAnonymousREADTHUMBNAILpigatto_cp_dr_jabo.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.ImageMagickPdfThumbnailFilter on 2016-11-16T23:46:31Z (GMT).IM Thumbnailimage/jpeg5107https://repositorio.unesp.br/bitstreams/75026082-6fb0-4861-af54-218b34f92d67/downloadfcd3b3f402427a878dcb9bc56063aecfMD53falseAnonymousREAD11449/1038262026-08-05T05:08:48.288353Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/103826https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-08-05T05:08:48Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
dc.title.pt.fl_str_mv Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
title Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
spellingShingle Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
Pigatto, Caroline Peters [UNESP]
Escherichia coli
Toxina Shiga
Shiga toxin
title_short Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
title_full Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
title_fullStr Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
title_full_unstemmed Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
title_sort Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná
author Pigatto, Caroline Peters [UNESP]
author_facet Pigatto, Caroline Peters [UNESP]
author_role author
dc.contributor.institution.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.contributor.committeeMember.none.fl_str_mv Amaral, Luiz Augusto do
Montassier, Hélio José
Medeiros, Alessandra Aparecida
Martins, Elaine Cristina Pereira de
dc.contributor.author.fl_str_mv Pigatto, Caroline Peters [UNESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Schocken-Iturrino, Ruben Pablo [UNESP]
Marin, José Moacir [UNESP]
Fadel-Pichetch, Cyntia Maria Telles [UNESP]
contributor_str_mv Schocken-Iturrino, Ruben Pablo [UNESP]
Marin, José Moacir [UNESP]
Fadel-Pichetch, Cyntia Maria Telles [UNESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Escherichia coli
Toxina Shiga
topic Escherichia coli
Toxina Shiga
Shiga toxin
dc.subject.eng.fl_str_mv Shiga toxin
description Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) são reconhecidas como agentes causadores de infecções em humanos em todo o mundo. O principal reservatório é o bovino. Neste trabalho, cepas de STEC previamente isoladas de fezes bovinas foram caracterizadas usando PCR multiplex para determinar os genes de virulência (stx1, stx2, ehxA, eaeA e saa), soroaglutinação passiva reversa em látex (RPLA-VTEC screen) para avaliar a expressão da toxina Shiga, PCR-RFLP e sequenciamento para obter os subtipos e a variabilidade dos genes stx2, respectivamente. Foram determinados também os sorotipos, o perfil de sensibilidade e a viabilidade das cepas de STEC em queijo minas frescal. A freqüência de STEC nas amostras de fezes bovinas foi de 37%. Foram encontrados trinta e quatro sorotipos de STEC sendo os mais freqüentes o ONT:H7 (10%), O22:H8, O22:H16 e ONT:H21 (7% cada). Onze sorotipos encontrados não tinham sido associados com STEC até o momento. A maioria das STEC (96%) foi susceptível a todos os antimicrobianos testados. A produção de toxina Shiga determinada pelo ensaio RPLA foi de 89%. Os marcadores de virulência foram encontrados em 11 diferentes combinações, a mais freqüente foi stx2 (27%), stx1 stx2 e stx1 stx2 ehxA saa (16% cada). Foram detectados 8 subtipos de stx2: stx2OX3a/O111; stx2; stx2c; stx2(vha); stx2(vhb); stx2OX3b; stx2vnb/vhc e stx2O48. Os genes que apresentaram maior freqüência foram: stx2 e stx2c. As seqüências parciais obtidas sugerem a presença de elevada variabilidade nos genes do tipo stx2 nas STEC analisadas. A viabilidade de STEC não-O157 em queijo minas revelou que diferentes cepas de STEC podem ser detectadas nos queijos após 10 dias de armazenamento sob refrigeração. Os dados encontrados neste trabalho sugerem isolados com alto potencial de patogenicidade oferecendo risco de desencadear graves infecções à população.
publishDate 2008
dc.date.issued.fl_str_mv 2008-01-29
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2014-06-11T19:32:52Z
dc.date.available.fl_str_mv 2014-06-11T19:32:52Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv PIGATTO, Caroline Peters. Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná. 2008. xiv, 84 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, 2008.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/11449/103826
dc.identifier.aleph.none.fl_str_mv 000559747
dc.identifier.file.none.fl_str_mv pigatto_cp_dr_jabo.pdf
dc.identifier.capes.none.fl_str_mv 33004102072P9
identifier_str_mv PIGATTO, Caroline Peters. Carcaterização denotípica e genotípica de Escerichia coli produtora de toxina shiga (STEC) isoladas de bovinos de corte no Estado do Paraná. 2008. xiv, 84 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, 2008.
000559747
pigatto_cp_dr_jabo.pdf
33004102072P9
url http://hdl.handle.net/11449/103826
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv xiv, 84 f.
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.source.none.fl_str_mv Aleph
reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unesp.br/bitstreams/77feb219-7ec7-4a93-a041-fba396293e8a/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/d1bb0adc-73e7-4b9a-a664-fb70e74ca8c5/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/75026082-6fb0-4861-af54-218b34f92d67/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 288fcbc74e176eac0befc1827d1bc15e
e38ae924662ea849ae8f2a59b2f8920a
fcd3b3f402427a878dcb9bc56063aecf
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1878343489950842880