Ecologia da invasão dos suídeos asselvajados Sus scrofa no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Chagas, Felipe Pedrosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/182566
Resumo: Invasões biológicas são uma das principais ameaças à biodiversidade, razão pela qual é campo de interesse de investigações científicas dos ecólogos. Os Neotrópicos abrigam uma das maiores riquezas de espécies do planeta e ao longo dos últimos anos vem sofrendo um aumento expressivo no número de introduções de espécies exóticas. Uma delas é o javali Sus scrofa e suas raças cruzadas com porcos domésticos, que em sua forma silvestre e de vida livre chamamos suídeos asselvajados. Ao longo dessa tese procuro investigar algumas das consequências ecológicas da invasão dessa espécie, assim como apresentar um panorama do controle populacional empregado hoje no Brasil, buscando sempre que possível fazer uma discussão dos resultados aplicada ao manejo da espécie. No Capítulo 1 mostro como a introdução acentuada dessa espécie ocorrida nos últimos 20 anos no Brasil fez com que ela se distribuísse amplamente por todo território nacional, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Capítulo 2 eu procurei fazer uma avaliação da efetividade do papel ecológico de frugivoria e dispersão de sementes prestado por esses animais. O Capítulo 3 mostra como as paisagens agrícolas estão subsidiando a invasão dos suídeos asselvajados potencializando a expansão da espécie e no Capítulo 4 busco revelar o papel do invasor no deslocamento do nicho trófico dos pecarídeos nativos.Já o Capítulo 5 apresenta um breve relato da interação entre os suídeos asselvajados e morcegos vampiros e, ao final, o Capítulo 6 traça um perfil dos métodos e motivações dos controladores da espécie hoje no Brasil. Em síntese, essa tese mostra que 1) os suídeos asselvajados desempenham papel ecológico de frugívoros e dispersores de sementes de plantas nativas e exóticas, 2) papel comparável – mas não equivalente – ao desempenhado pelas antas, 3) por também serem onívoros, são ao mesmo tempo subzidiados e grande problema para as atividades agrícolas além de 4) poderem competir por recursos com espécies que ocupam nicho similares como os catetos/caititus (Pecari tajacu) e queixadas (Tayassu pecari) e 5) servirem de presas para morcegos vampiros; além disso, 6) o controle populacional da espécie hoje no Brasil é feito em sua maioria por caçadores motivados pela defesa da propriedade e consumo da carne. O controle populacional da espécie é necessário como forma de frear a expansão populacional e diminuir os impactos negativos ecológicos e econômicos.
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Ao longo dessa tese procuro investigar algumas das consequências ecológicas da invasão dessa espécie, assim como apresentar um panorama do controle populacional empregado hoje no Brasil, buscando sempre que possível fazer uma discussão dos resultados aplicada ao manejo da espécie. No Capítulo 1 mostro como a introdução acentuada dessa espécie ocorrida nos últimos 20 anos no Brasil fez com que ela se distribuísse amplamente por todo território nacional, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Capítulo 2 eu procurei fazer uma avaliação da efetividade do papel ecológico de frugivoria e dispersão de sementes prestado por esses animais. O Capítulo 3 mostra como as paisagens agrícolas estão subsidiando a invasão dos suídeos asselvajados potencializando a expansão da espécie e no Capítulo 4 busco revelar o papel do invasor no deslocamento do nicho trófico dos pecarídeos nativos.Já o Capítulo 5 apresenta um breve relato da interação entre os suídeos asselvajados e morcegos vampiros e, ao final, o Capítulo 6 traça um perfil dos métodos e motivações dos controladores da espécie hoje no Brasil. Em síntese, essa tese mostra que 1) os suídeos asselvajados desempenham papel ecológico de frugívoros e dispersores de sementes de plantas nativas e exóticas, 2) papel comparável – mas não equivalente – ao desempenhado pelas antas, 3) por também serem onívoros, são ao mesmo tempo subzidiados e grande problema para as atividades agrícolas além de 4) poderem competir por recursos com espécies que ocupam nicho similares como os catetos/caititus (Pecari tajacu) e queixadas (Tayassu pecari) e 5) servirem de presas para morcegos vampiros; além disso, 6) o controle populacional da espécie hoje no Brasil é feito em sua maioria por caçadores motivados pela defesa da propriedade e consumo da carne. O controle populacional da espécie é necessário como forma de frear a expansão populacional e diminuir os impactos negativos ecológicos e econômicos.Biological invasions are one of the main threats to biodiversity, which is why it is a field of interest for scientific investigations by ecologists. The Neotropics are home to one of the planet's greatest species richness, and over the last few years it has been experiencing a significant increase in the number of exotic species introduction. One of them is the wild boar Sus scrofa and their crossed-breeds with domestic pigs, that in its free-living wild-form we call wild pigs. My effort throughout this thesis is to investigate some of the ecological consequences of the invasion of this species, as well as present an outlook of the population control employed in Brazil, always seeking to make a discussion of the results applied to the management of the species. In Chapter 1 I show how the severe introduction of this species that occurred in the last 20 years in Brazil has made it widely distributed throughout the country, especially in the South, Southeast and Midwest regions. In Chapter 2 I evaluated the effectiveness of the ecological role of frugivory and seed dispersal provided by these animals. Chapter 3 shows how agricultural landscapes are subsidizing the invasion of wild pigs enhancing the species' expansion. In Chapter 4 I seek to reveal the role of the invader in displacing the trophic niche of native peccaries and Chapter 5 presents a brief account of the interaction between wild pigs and vampire bats. In the end, Chapter 6 outlines a profile of the methods and motivations of the species controllers in Brazil today. In summary, this thesis shows that 1) wild pig plays the ecological role of frugivores and seed dispersers of native and exotic plants, 2) comparable role – but not equivalent – to that played by tapirs, 3) because they are also omnivorous, they are both subsidized and a major problem for agricultural activities, 4) being able to compete for resources with similar niche species such as collared peccary (Pecari tajacu) and white-lipped peccary (Tayassu pecari) and 5) are serving as prey for vampire bats; in addition, 6) the population control of the species today in Brazil is made mostly by hunters motivated by property defense and meat consumption. Population control of the species is necessary to stop population expansion and mitigate the ecological and economic negative impacts.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 15/18381-6.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Rodrigues, Mauro Galetti [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Chagas, Felipe Pedrosa2019-07-18T12:06:27Z2019-07-18T12:06:27Z2019-02-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/18256600091857533004137067P13431375174670630porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-10-23T17:40:51Zoai:repositorio.unesp.br:11449/182566Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-10-23T17:40:51Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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