Especiação em Triatominae (Hemiptera, Reduviidae): seria o número de cromossomos uma barreira reprodutiva pré-zigótica para os vetores da doença de Chagas?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Reis, Yago Visinho dos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/239438
Resumo: Os triatomineos são insetos hematófagos de grande importância epidemiológica, pois podem transmitir o protozoário Trypanosoma cruzi, agente etiológico da doença de Chagas. Diversos estudos citogenéticos já foram realizados na subfamília Triatominae, contribuindo para a elucidação de problemáticas relacionadas com a taxonomia e sistemática desses vetores. Os cariótipos de varias espécies já foram descritos, sendo as alterações no número de cromossomos (que variam de 2n = 21 a 25 cromossomos no sexo heterogamético) relacionadas a eventos de fusão e fissão cromossômica a partir do cariótipo ancestral 2n = 22 (proposto com base no número modal dos cariótipos descritos em Triatominae). Essas alterações já foram relacionadas a eventos de isolamento reprodutivo e especiação em outros grupos de insetos e plantas. Além disso, recentemente foi levantada uma hipótese de que diferentes cariótipos, possivelmente, podem inviabilizar a formação de híbridos de triatomíneos. Dessa forma, caracterizamos quais barreiras de isolamento reprodutivo estão presentes entre espécies de triatomíneos com número de cromossomos diferentes e avaliamos as implicações de possíveis eventos de anagênese e cladogênese relacionados a mudanças no número de cromossomos ao longo do processo evolutivo dos vetores da doença de Chagas. Nossos resultados demonstram que: (1) o cariótipo ancestral de Triatominae é 2n = 22; (2) durante o processo evolutivo, pelo menos nove eventos cladogenéticos associados a alterações no número de cromossomos podem ter ocorrido nessa subfamília; e que (3) essas alterações podem atuar como barreira pré-zigótica em Triatominae (isolamento cariotípico), sendo importantes eventos evolutivos para a diversificação das espécies.
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