Negros e negra vestem a toga da Escola Normal de São Paulo (1890 - 1930)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Santos, José Veloso dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/215585
Resumo: A presente tese dedica-se à análise do processo de inserção do negro no ambiente escolar da Primeira República especificamente na Escola Normal de São Paulo no período de 1890 – 1930. Neste período vamos encontrar quatro agentes negros que, através de suas jornadas, elucidam a presença de negros na condição de alunos e docentes na instrução pública paulistana. As elites paulistanas elegeram, no final do século XIX, a imigração europeia como ferramenta elementar para São Paulo ter acesso à modernidade. Em consequência, o negro ficou a margem do projeto civilizatório na capital do café. No entanto, há um percentual do escol negro que faz o contraponto a esse estado de coisas exercendo militância não violenta, mas articulada por meio das franjas do discurso patriarcal e colonialista tendo como cúmplices alguns dos agentes da classe senhorial. Nesse pequeno grupo encontramos o Edmundo Malachias de Almeida Lisboa, Alfredo Machado Pedrosa, Benedicto Galvão e Virgínia Leone Bicudo. Os dados sobre estes agentes foram coletados através da revisão bibliográfica e pesquisa de campo em arquivos como o Centro de Referências em Educação Mario Covas, que proporcionou o acesso a alguns documentos inéditos. O suporte teórico revisado e utilizado foi alinhado à visão de mundo proposta pela História Cultural, produzido por pensadores como Michel Foucault (1979, 1987), Roger Chartier (1990), Michel de Certeau (1994), Pierre Bourdieu (2004) e Carlo Ginzburg (1989). À luz dos documentos e referências encontrados, discute-se, eugenia, patriarcalismo, feminismo, e como a subjetividade negra perpassa a militância negra de Virginia. A inovação reside na diminuição do silêncio em torno deste tema, na apresentação de documento inédito e na contribuição social ao elucidar subjetividades negras inviabilizadas.
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