Avaliação da ecotoxicidade e risco ambiental da deltametrina para organismos aquáticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Ana Carolina de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/313460
Resumo: A deltametrina (DTN) é um inseticida que pertence ao grupo dos piretróides e é utilizado em várias culturas agrícolas e outras atividades não agrícolas, podendo ser transportado para o ambiente aquático por diversas rotas ambientais. O objetivo deste estudo foi avaliar a ecotoxicidade (CL50/CE50) e o risco ambiental da deltametrina, em duas formulações comerciais, para as plantas aquáticas Lemna minor, Wolffia brasiliensis e Azolla caroliniana, para o molusco Pomacea canaliculata e para os peixes mato-grosso (Hyphessobrycon eques), paulistinha (Danio rerio) e pacu (Piaractus mesopotamicus) e determinar o risco ambiental das formulações comerciais utilizadas (Decis® e K-Othrine®). As plantas aquáticas foram aclimatadas em sala de bioensaio em temperatura de 25,0 ± 2,0 °C, em meio Hoagland’s e fotoperíodo de 12 h, por quatro dias. Nos ensaios de ecotoxicidade aguda para P. canaliculata ocorreu a aclimatação em sala de bioensaio com temperatura a 25,0 ± 2,0 oC, com fotoperíodo de 16 h de luz, e os animais foram alimentados uma vez ao dia, por dez dias. As concentrações testadas para as duas formulações foram 0,10; 0,32; 1,05; 3,43; 11,15; 36,25 e 117,84 mg L-1. Para os peixes foram utilizadas as concentrações de 0,0000585 ;0,000234; 0,000937; 0,00375 e 0,0150 mg L-1 para o Decis® e para a formulação K-Othrine® as concentrações foram 0,1; 0,32; 1,05; 3,43; 11,15; 36,25 e 117,84 mg L-1. Em todos os ensaios utilizou-se recipientes controle (meio de cultivo ou água sem o inseticida). Para L. minor, o inseticida DTN (Decis®) apresentou concentração letal 50% (CL50;7d) de 4,71 mg L-1, para A. caroliniana a CL50;7d foi de 4,48 mg L-1 e para a W. brasiliensis a CL50;7d de 2,04 mg L-1, sendo considerado moderadamente tóxico para as plantas bioindicadoras. De acordo com a ecotoxicidade da formulação K-Othrine® (CL50;7d > 117,84 mg L-1) para as três plantas, o inseticida foi classificado como praticamente não tóxico. Para o caramujo a CL50;48h da DTN (Decis®) foi 5,71 mg L-1, sendo considerado moderadamente tóxico e para o K-Othrine® a CL50;48h foi > 117,84 mg L-1 (praticamente não tóxico). Para o peixe H. eques, o inseticida apresentou CL50;48h de 0,000637 mg L-1 para a formulação Decis® (extremamente tóxico) e de 8,03 mg L-1 para o K-Othrine® (moderadamente tóxico). A CL50;48h para o D. rerio foi de 0,001011 mg L-1 na formulação Decis (extramamente tóxico), e para formulação K-Othrine foi de 2,60 mg L-1 (moderadamente tóxico). Para o peixe P. mesopotamicus obteve-se a CL50;48h de 0,0014876 mg L-1 para a formulação Decis (extremamente tóxico). Os peixes apresentaram maior sensibilidade como bioindicadores para as duas formulações do inseticida, pois a variação de ecotoxicidade para os organismos bioindicadores indica influência do tipo de ingrediente inerte (hidrocarbonetos) ou de formulação, sendo relevante estes efeitos em estudos com inseticidas formulados comercialmente.
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As plantas aquáticas foram aclimatadas em sala de bioensaio em temperatura de 25,0 ± 2,0 °C, em meio Hoagland’s e fotoperíodo de 12 h, por quatro dias. Nos ensaios de ecotoxicidade aguda para P. canaliculata ocorreu a aclimatação em sala de bioensaio com temperatura a 25,0 ± 2,0 oC, com fotoperíodo de 16 h de luz, e os animais foram alimentados uma vez ao dia, por dez dias. As concentrações testadas para as duas formulações foram 0,10; 0,32; 1,05; 3,43; 11,15; 36,25 e 117,84 mg L-1. Para os peixes foram utilizadas as concentrações de 0,0000585 ;0,000234; 0,000937; 0,00375 e 0,0150 mg L-1 para o Decis® e para a formulação K-Othrine® as concentrações foram 0,1; 0,32; 1,05; 3,43; 11,15; 36,25 e 117,84 mg L-1. Em todos os ensaios utilizou-se recipientes controle (meio de cultivo ou água sem o inseticida). Para L. minor, o inseticida DTN (Decis®) apresentou concentração letal 50% (CL50;7d) de 4,71 mg L-1, para A. caroliniana a CL50;7d foi de 4,48 mg L-1 e para a W. brasiliensis a CL50;7d de 2,04 mg L-1, sendo considerado moderadamente tóxico para as plantas bioindicadoras. De acordo com a ecotoxicidade da formulação K-Othrine® (CL50;7d > 117,84 mg L-1) para as três plantas, o inseticida foi classificado como praticamente não tóxico. Para o caramujo a CL50;48h da DTN (Decis®) foi 5,71 mg L-1, sendo considerado moderadamente tóxico e para o K-Othrine® a CL50;48h foi > 117,84 mg L-1 (praticamente não tóxico). Para o peixe H. eques, o inseticida apresentou CL50;48h de 0,000637 mg L-1 para a formulação Decis® (extremamente tóxico) e de 8,03 mg L-1 para o K-Othrine® (moderadamente tóxico). A CL50;48h para o D. rerio foi de 0,001011 mg L-1 na formulação Decis (extramamente tóxico), e para formulação K-Othrine foi de 2,60 mg L-1 (moderadamente tóxico). Para o peixe P. mesopotamicus obteve-se a CL50;48h de 0,0014876 mg L-1 para a formulação Decis (extremamente tóxico). Os peixes apresentaram maior sensibilidade como bioindicadores para as duas formulações do inseticida, pois a variação de ecotoxicidade para os organismos bioindicadores indica influência do tipo de ingrediente inerte (hidrocarbonetos) ou de formulação, sendo relevante estes efeitos em estudos com inseticidas formulados comercialmente.Deltamethrin (DTN) is an insecticide that belongs to the pyrethroid group and is used in various agricultural crops and other non-agricultural activities and can be transported to the aquatic environment via different environmental routes. Thus, the objective of this study was to evaluate the ecotoxicity (LC50/EC50) of deltamethrin, in two formulations (Decis® and KOthrine®), for the aquatic plants Lemna minor, Wolffia brasiliensis and Azolla caroliniana, for the mollusk Pomacea canaliculata and for mato-grosso fish (Hyphessobrycon eques), zebrafish (Danio rerio) and pacu (Piaractus mesopotamicus). To this end, the aquatic plants were acclimatized in a bioassay room at a temperature of 25.0 ± 2.0 °C, in Hoagland's medium and a 12-hour photoperiod, for four days. The concentrations tested were 0.10; 0.32; 1.05; 3.43; 11.15; 36.25 and 117.84 mg L-1 for both formulations. In the acute ecotoxicity tests for the snail (P. canaliculata), acclimatization occurred in a bioassay room with a temperature of 25.0 ± 2.0 oC, with a photoperiod of 16 hours of light, and fed once a day, for ten days. The concentrations evaluated were 0.10; 0.32; 1.05; 3.43; 11.15; 36.25 and 117.84 mg L-1 for both formulations. For fish, the following concentrations were used: 0.0000585 ;0.000234; 0.000937; 0.00375 and 0.0150 mg L-1 and a control, with three replicates each and for the KOthrine® formulation the concentrations were 0.1; 0.32; 1.05; 3.43; 11.15; 36.25 and 117.84 mg L-1. For L. minor the insecticide DTN (Decis®) presented a 50% lethal concentration (LC50;7d) of 4.71 mg L-1, for A. caroliniana the LC50;7d was 4.48 mg L-1 and for W. brasiliensis the LC50;7d of 2.04 mg L-1, being considered moderately toxic for the three bioindicators. In the K-Othrine® formulation, ecotoxicity (LC50;7d > 117.84 mg L-1) for the three plants, being classified as practically non-toxic. For the snail P. canaliculata the LC50;48h of DTN (Decis®) was 5.71 mg L-1, being considered moderately toxic and for KOthrine® the LC50;48h was > 117.84 mg L-1 (practically non-toxic). For the fish H. eques, deltamethrin presented an LC50;48h of 0.000637 mg L-1 for the Decis® formulation (extremely toxic) and 8.03 mg L-1 for K-Othrine® (moderately toxic). The LC50;48h for zebrafish was 0.001011 mg L-1 Decis® formulation (extremely toxic) for the K-Othrine® formulation was 2.60 mg L-1 (moderately toxic). For pacu fish (P. mesopotamicus), it presented a LC50;48h of 0.0014876 mg L-1 for the Decis® formulation (extremely toxic). Fish showed the best response as bioindicators for the two inseticides formulations, as the variation in ecotoxicity for bioindicator organisms indicates of the type of inert ingredient of formulation, with these effects being relevant in studies with commercially formulated inseticides.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)33004099084P5Universidade Estadual Paulista (Unesp)Pinheiro, Juliana Heloisa Pinê Américo [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Cruz, Claudinei daOliveira, Ana Carolina de [UNESP]2025-09-05T15:32:28Z2024-02-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfOLIVEIRA, A.C. Avaliação da ecotoxicidade e risco ambiental da deltametrina para organismos aquáticos. Dissertação (Mestrado em Recursos hídricos e tecnologias ambientais) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia, Ilha Solteira, 2024.https://hdl.handle.net/11449/31346033004099079P181575043555315900000-0003-31137897porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-09-06T04:00:55Zoai:repositorio.unesp.br:11449/313460Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-09-06T04:00:55Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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