Alterações do espaço aéreo faríngeo em pacientes hiperdivergentes submetidos a osteotomias maxilomandibulares com diferentes amplitudes de rotação anti-horária do plano oclusal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Borsato, Karina Tostes [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/191837
Resumo: A rotação anti-horária do plano oclusal (RAHPO), quando associada à cirurgia de avanço maxilomandibular (AMM), tem demonstrado resultados eficazes com melhoras volumétricas do espaço aéreo. Em média são reportadas RAHPO de 4 a 6 º, sendo que poucos estudos avaliaram os efeitos do AMM associado a amplas RAHPO (≥8) no espaço aéreo. Além disso, esse procedimento aumenta a carga mecânica na articulação temporomandibular (ATM), podendo ocasionar processos degenerativos condilares. Deste modo, é necessário avaliar se os possíveis riscos à saúde das ATMs, são justificados em razão de uma melhora adicional das dimensões do espaço aéreo. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar se as mudanças promovidas pelo AMM e amplas RAHPO promove aumentos adicionais significativos do espaço aéreo faríngeo quando comparadas com moderadas RAHPO (<8º). Para isso, foi realizado um estudo retrospectivo longitudinal, utilizando TCFC de 62 indivíduos submetidos a cirurgia de AMM e diferentes RAHPO em dois tempos distintos: T1-pré cirúrgico e T2-pós cirúrgico. A amostra foi dividida em 2 grupos: Grupo 1 – 32 pacientes submetidos a AMM com ampla RAHPO (média -10.75, DP 2.59) e Grupo 2 – 30 pacientes submetidos a AMM com moderadas RAHPO (média -3.86, DP 2.67). As alterações morfológicas das vias aéreas superiores total, retropalatal e retroglossal foram analisadas no Software Dolphin Imaging® a partir das medidas de volume, área, mínima área axial e medidas lineares lateral e anteroposterior. Como resultados, o teste t de Student identificou melhora significativa na maioria das variáveis de via aérea (p<0,05), entre os tempos estudados, dentro de cada grupo. Os resultados cefalométricos e de via aérea (T2-T1) não apresentaram diferenças entre os grupos (p>0,05). Os valores dos coeficientes de correlação de Pearson identificados entre as variáveis cefalométricas e de vias aéreas foram geralmente fracos. Esse estudo sugere que as amplas RAHPO não são obrigatórias para aumentar as dimensões do espaço aéreo faríngeo, devendo acompanhar o planejamento cirúrgico a fim de restaurar a harmonia facial.
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Deste modo, é necessário avaliar se os possíveis riscos à saúde das ATMs, são justificados em razão de uma melhora adicional das dimensões do espaço aéreo. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar se as mudanças promovidas pelo AMM e amplas RAHPO promove aumentos adicionais significativos do espaço aéreo faríngeo quando comparadas com moderadas RAHPO (<8º). Para isso, foi realizado um estudo retrospectivo longitudinal, utilizando TCFC de 62 indivíduos submetidos a cirurgia de AMM e diferentes RAHPO em dois tempos distintos: T1-pré cirúrgico e T2-pós cirúrgico. A amostra foi dividida em 2 grupos: Grupo 1 – 32 pacientes submetidos a AMM com ampla RAHPO (média -10.75, DP 2.59) e Grupo 2 – 30 pacientes submetidos a AMM com moderadas RAHPO (média -3.86, DP 2.67). As alterações morfológicas das vias aéreas superiores total, retropalatal e retroglossal foram analisadas no Software Dolphin Imaging® a partir das medidas de volume, área, mínima área axial e medidas lineares lateral e anteroposterior. Como resultados, o teste t de Student identificou melhora significativa na maioria das variáveis de via aérea (p<0,05), entre os tempos estudados, dentro de cada grupo. Os resultados cefalométricos e de via aérea (T2-T1) não apresentaram diferenças entre os grupos (p>0,05). Os valores dos coeficientes de correlação de Pearson identificados entre as variáveis cefalométricas e de vias aéreas foram geralmente fracos. Esse estudo sugere que as amplas RAHPO não são obrigatórias para aumentar as dimensões do espaço aéreo faríngeo, devendo acompanhar o planejamento cirúrgico a fim de restaurar a harmonia facial.Counterclockwise rotation of the occlusal plane angle (CCWR) has been very effective in improving airway space when associated with maxillomandibular advancement (MMA). Studies reported CCWR changes varying from 4 to 6 degrees on average, and few studies evaluated the effects of MMA associated with large CCWR (≥8º) in the pharyngeal airway dimensions. It has been reported that this procedure may lead to TMJ condylar resorption in some patients and should be elected with caution. Thus, it is necessary to assess whether the possible risks for the TMJs health are justified due to the possible further improvement of airway space dimensions. The objective of the present study was to identify if the changes promoted by MMA and large CCWR result in a significant additional contribution to the pharyngeal airway space when compared to MMA and mild CCWR (<8º). This retrospective longitudinal study was performed using CBCT of 62 hyperdivergent facial profile, Class II malocclusion subjects submitted to MMA and CCWR in two timepoints: T1 preoperative and T2 longest follow-up. The sample was divided into two groups: Group 1 – 32 patients submitted to maxillomandibular advancement with large CCWR (Mean= 10.75 degrees, SD=2.59) and Group 2 – 30 patients submitted to MMA with mild CCWR (Mean= 3.86 degrees, SD=2.67). Dolphin Imaging Software® was used to assess cephalometric measurements and upper airway dimensions including volume, area, minimal axial area, lateral and anteroposterior distance in three pharyngeal regions: total, retropalatal and retroglossal. The Student's t-test between the two timepoints showed significant improvement (p < 0,05) for most of the airway space variables studied in both groups. Cephalometric and pharyngeal airway outcomes (T2-T1) were not different between the two groups (p> 0.05) and the Pearson correlation coefficients between cephalometric values and airway space changes were generally weak. In conclusion, this study showed that large CCWR is not mandatory to further improve airway space dimensions.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Bianchi, JonasGonçalves, João Roberto [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Borsato, Karina Tostes [UNESP]2020-03-12T19:31:27Z2020-03-12T19:31:27Z2020-02-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/19183700092958133004030010P2porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-04-18T01:32:27Zoai:repositorio.unesp.br:11449/191837Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-04-18T01:32:27Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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