Entre triunfos e desafios: os paradoxos da política de envelhecimento ativo e as possibilidades de materialização frente ao ideário neoliberal
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/148861 |
Resumo: | De prelúdio, a presente dissertação possui como escopo um trabalho voltado para a análise crítica do documento público “Envelhecimento Ativo: uma política de saúde”, disposto pela Organização Mundial de Saúde – OMS (2005), com o objetivo de identificar as possibilidades de sua materialização para a real promoção do envelhecimento ativo na perspectiva de totalidade. Para tanto, também se analisou a releitura desta política lançada recentemente, documento intitulado como “Envelhecimento Ativo: um marco político em resposta à Revolução da Longevidade”, organizado pelo Centro Internacional de Longevidade – ILC-Brasil (2016). O interesse pela temática é reflexo da realidade vivenciada pela prática profissional da pesquisadora na área da saúde, mas também, pelo crescimento do fenômeno complexo, contraditório e multidimensional do envelhecimento. Esta realidade se expressa pelas lutas sociais e significativas transformações na sociedade (avanços tecnológicos, avanço na medicina, maior acesso a bens e serviços, dentre outros fatores condicionantes). Assim, a longevidade enquanto conquista alcançada, paradoxalmente, representa também desafios a serem pensados, sobretudo, quando nos remetemos à velhice subalternizada dos (as) velhos (as) trabalhadores (as). Evidenciamos acerca das imagens da velhice, propaladas pelo pensamento pós-moderno, que através de pseudovalorizações da investida neoliberal possui fortes rebatimentos no significado de envelhecimento ativo e repercussões nas condições objetivas de vida da classe trabalhadora. A concepção teórico-metodológica utilizada é o materialismo histórico-dialético em Marx, por conceber o mundo como um complexo inacabado, dinâmico e contraditório e que consiste em uma análise crítica da realidade enquanto fenômenos interligados, históricos, que possuem condicionantes e são passíveis de transformação. A metodologia de pesquisa trata-se do tipo bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa. O universo da pesquisa é a política de saúde, com o Sistema Único de Saúde (SUS) em pauta, que pela sua amplitude realizou-se o recorte pela rede de Atenção Primária à Saúde (APS), pois consideramos esta a “porta-de-entrada” para a promoção do envelhecimento ativo e importante espaço sócio-ocupacional em que o Serviço Social poderá atuar no movimento contra-hegemônico junto à classe-que-vive(u)-do-trabalho. Destarte, com as problematizações sinalizadas acerca da categoria trabalho; dos estigmas referentes à velhice; a análise sociodemográfica e epidemiológica juntamente com o documento referido e demais categorias conceituais, obtivemos como resultado mediações e proposições ampliadas para se pensar o envelhecimento ativo no contexto adverso do capital, entretanto identificamos que sua materialização somente se dará com a ruptura da racionalidade burguesa através da transformação societária. |
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Entre triunfos e desafios: os paradoxos da política de envelhecimento ativo e as possibilidades de materialização frente ao ideário neoliberalBetween triumphs and challenges: the paradoxes of active ageing policy and the materialization of possibilities facing the neo-liberal idealEnvelhecimento ativoMaterializaçãoSaúdeServiço socialDe prelúdio, a presente dissertação possui como escopo um trabalho voltado para a análise crítica do documento público “Envelhecimento Ativo: uma política de saúde”, disposto pela Organização Mundial de Saúde – OMS (2005), com o objetivo de identificar as possibilidades de sua materialização para a real promoção do envelhecimento ativo na perspectiva de totalidade. Para tanto, também se analisou a releitura desta política lançada recentemente, documento intitulado como “Envelhecimento Ativo: um marco político em resposta à Revolução da Longevidade”, organizado pelo Centro Internacional de Longevidade – ILC-Brasil (2016). O interesse pela temática é reflexo da realidade vivenciada pela prática profissional da pesquisadora na área da saúde, mas também, pelo crescimento do fenômeno complexo, contraditório e multidimensional do envelhecimento. Esta realidade se expressa pelas lutas sociais e significativas transformações na sociedade (avanços tecnológicos, avanço na medicina, maior acesso a bens e serviços, dentre outros fatores condicionantes). Assim, a longevidade enquanto conquista alcançada, paradoxalmente, representa também desafios a serem pensados, sobretudo, quando nos remetemos à velhice subalternizada dos (as) velhos (as) trabalhadores (as). Evidenciamos acerca das imagens da velhice, propaladas pelo pensamento pós-moderno, que através de pseudovalorizações da investida neoliberal possui fortes rebatimentos no significado de envelhecimento ativo e repercussões nas condições objetivas de vida da classe trabalhadora. A concepção teórico-metodológica utilizada é o materialismo histórico-dialético em Marx, por conceber o mundo como um complexo inacabado, dinâmico e contraditório e que consiste em uma análise crítica da realidade enquanto fenômenos interligados, históricos, que possuem condicionantes e são passíveis de transformação. A metodologia de pesquisa trata-se do tipo bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa. O universo da pesquisa é a política de saúde, com o Sistema Único de Saúde (SUS) em pauta, que pela sua amplitude realizou-se o recorte pela rede de Atenção Primária à Saúde (APS), pois consideramos esta a “porta-de-entrada” para a promoção do envelhecimento ativo e importante espaço sócio-ocupacional em que o Serviço Social poderá atuar no movimento contra-hegemônico junto à classe-que-vive(u)-do-trabalho. Destarte, com as problematizações sinalizadas acerca da categoria trabalho; dos estigmas referentes à velhice; a análise sociodemográfica e epidemiológica juntamente com o documento referido e demais categorias conceituais, obtivemos como resultado mediações e proposições ampliadas para se pensar o envelhecimento ativo no contexto adverso do capital, entretanto identificamos que sua materialização somente se dará com a ruptura da racionalidade burguesa através da transformação societária.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Soares, Nanci [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Vilione, Gabriela Cristina Carneiro [UNESP]2017-02-24T18:34:31Z2017-02-24T18:34:31Z2016-09-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/14886100088097933004072067P21361497667538451porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-11-11T05:12:06Zoai:repositorio.unesp.br:11449/148861Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-11-11T05:12:06Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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