Atividade proteolítica e degradação da matriz da dentina bovina e humana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Inagati, Cristiane Mayumi [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/150930
Resumo: Dentes bovinos têm sido utilizados como substitutos aos dentes humanos, especialmente em pesquisas sobre adesão. Entretanto, ainda não foi demonstrada se a degradação do colágeno de ambos os substratos ocorre na mesma intensidade/velocidade. Portanto, esse estudo comparou a atividade de metaloproteinases da matriz (MMPs) e a degradação da matriz dentinária de dentes bovinos versus humanos. A coroa de dentes humanos e bovinos foram seccionadas para a obtenção de espécimes de dentina (0,5x1,0x4,0 mm). Todos os espécimes (n=30/tipo de dente) foram completamente desmineralizados em ácido fosfórico. Quinze espécimes foram aleatoriamente selecionados para a análise da atividade total de MMPs por método colorimétrico, e os restantes foram utilizados para a análise de perda de massa seca em balança microanalítica. Concluídas as análises iniciais, os espécimes foram armazenados em saliva e as análises, perda de massa seca e MMPs, foram repetidas após 7, 14 e 21 dias. Em cada período, a saliva foi coletada para a análise da liberação de hidroxiprolina por meio de teste colorimétrico. Os dados foram submetidos aos testes de Friedman, Wilcoxon para medidas repetidas e Mann-Whitney (p<0,05). A atividade inicial de MMPs foi similar dentre os dois substratos, com redução significante em função do tempo, especialmente após 7 dias de armazenamento. Aos 7, 14 e 21 dias de análise, a atividade de MMPs foi mais intensa para a dentina bovina. Aos 7 dias houve elevada liberação de hidroxiprolina para ambos os substratos, sendo que maiores valores foram encontrados para a dentina bovina. Aumento da perda de massa seca também foi observado em função do tempo. Entretanto, diferença significante entre os dois substratos foi detectada apenas aos 21 dias. Em conclusão, embora a velocidade da atividade proteolítica e de liberação de hidroxiprolina tenha sido similar para ambos os substratos, a intensidade desses eventos foi maior para a dentina bovina.
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