Vanguarda em diluição : a Revista Nova (SP, 1931-1932) e os rumos do modernismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Zampella, Natália [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/311883
Resumo: O movimento modernista brasileiro delineou-se coletivamente a partir de diferentes grupos e ideias. As revistas, caracterizadas pela agilidade e por serem espaços de socialização, foram porta-vozes privilegiadas do movimento. Ao longo da década de 1920 foi lançado um rol de títulos que colocaram em circulação diferentes percepções do que deveria se entender por modernismo. Em 1931, na cidade de São Paulo, veio a público a Revista Nova (SP, 1931-1932), sob a responsabilidade de destacados nomes do movimento modernista, Mário de Andrade, Paulo Prado e Antônio de Alcântara Machado. A publicação, que sobreviveu até fins de 1932, inseriu-se em contexto político bem diverso do vigente no decênio anterior. O objetivo da pesquisa é analisar de maneira sistemática a revista como fonte e objeto de pesquisa, explorando os antecedentes que levaram à sua criação e a formação do grupo responsável por ela, e que, a despeito de seus responsáveis, não figurou entre as publicações canônicas do movimento. Assim, coube perguntar acerca do lugar que o periódico ocupou nas redes de sociabilidade dos escritores engajados na renovação estética, bem como compreender o silêncio historiográfico em torno da publicação que se anunciava como nova. Observou-se que no período de circulação da Revista Nova, o ímpeto revolucionário e a coesão do modernismo, tal como se manifestou em suas fases mais iniciais e radicais, estariam perdendo força provocadora, característica do início da vanguarda, tornando-se mais difundidos e fragmentando-se em diferentes vertentes. Acrescente-se, ainda, que foi a única revista do chamado grupo modernista paulista a circular em sua época, o que instigou a averiguar as singularidades da Revista Nova no momento em que eclodiu o movimento de 1932.
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A publicação, que sobreviveu até fins de 1932, inseriu-se em contexto político bem diverso do vigente no decênio anterior. O objetivo da pesquisa é analisar de maneira sistemática a revista como fonte e objeto de pesquisa, explorando os antecedentes que levaram à sua criação e a formação do grupo responsável por ela, e que, a despeito de seus responsáveis, não figurou entre as publicações canônicas do movimento. Assim, coube perguntar acerca do lugar que o periódico ocupou nas redes de sociabilidade dos escritores engajados na renovação estética, bem como compreender o silêncio historiográfico em torno da publicação que se anunciava como nova. Observou-se que no período de circulação da Revista Nova, o ímpeto revolucionário e a coesão do modernismo, tal como se manifestou em suas fases mais iniciais e radicais, estariam perdendo força provocadora, característica do início da vanguarda, tornando-se mais difundidos e fragmentando-se em diferentes vertentes. Acrescente-se, ainda, que foi a única revista do chamado grupo modernista paulista a circular em sua época, o que instigou a averiguar as singularidades da Revista Nova no momento em que eclodiu o movimento de 1932.The Brazilian modernist movement was collectively outlined by different groups and ideas. Magazines, characterized by their agility and as spaces for socialization, were privileged spokespersons for the movement. Throughout the 1920s, a range of titles were launched and circulated different perceptions of what modernism should be understood as. In 1931, in the city of São Paulo, Revista Nova (SP, 1931-1932) was published, under the responsibility of prominent names of the modernist movement, Mário de Andrade, Paulo Prado, and Antônio de Alcântara Machado. The publication, which survived until the end of 1932, was inserted into a political context very different from that prevailing in the previous decade. The objective of the research is to systematically analyze the magazine as both a source and an object of research, exploring the antecedents that led to its creation and the formation of the group responsible for it, and which, despite its responsible figures, was not among the canonical publications of the movement. Thus, it was pertinent to inquire about the place the periodical occupied in the social networks of writers engaged in aesthetic renewal, as well as to understand the historiographical silence surrounding the publication that announced itself as new. It was observed that during the circulation period of Revista Nova, the revolutionary impetus and cohesion of modernism, as manifested in its initial and more radical phases, were losing their provocative force, a characteristic of the avant-garde's beginning, becoming more diffused and fragmenting into different strands. It should also be added that it was the only magazine of the so-called São Paulo modernist group to circulate at that time, which prompted an investigation into the singularities of Revista Nova at the moment the 1932 movement erupted.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)2023/05184-4001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Luca, Tania Regina de [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Zampella, Natália [UNESP]2025-07-08T22:52:42Z2025-05-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfZAMPELLA, Natália. Vanguarda em diluição: a Revista Nova (SP, 1931-1932) e os rumos do modernismo. 2025. 158 f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31188333004072013P081021147244113320000-0002-1345-4592porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-08-07T21:25:28Zoai:repositorio.unesp.br:11449/311883Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-08-07T21:25:28Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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