Autoeficácia docente para a inclusão de estudantes com transtorno do espectro autista no início da escolarização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Nazato, Keissiane Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/253007
Resumo: A efetivação da inclusão escolar é influenciada pelo julgamento que o professor faz sobre a própria capacidade de promover a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e por isso é importante que o professor se julgue capaz de promover a inclusão principalmente nos anos iniciais de escolarização. Neste sentido, desenvolvemos este estudo que se fundamenta no referencial teórico da Teoria Social Cognitiva de Albert Bandura, em especial o constructo da autoeficácia docente e tem como objetivo geral analisar a autoeficácia docente para a inclusão de estudantes com TEA, especificamente, nos anos iniciais da escolarização, isto é, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Os objetivos específicos foram elencados da seguinte forma: 1) Mensurar a autoeficácia do professor para atuar em salas regulares com estudantes com TEA; 2) Identificar quais fontes de autoeficácia o professor reconhece como significativas para a percepção de competência para atuar em salas regulares com estudantes com TEA; 3) Estabelecer relações entre a autoeficácia do professor para atuar em salas regulares com estudantes com TEA, as variáveis pessoais e contextuais. Trata-se de uma pesquisa exploratória de natureza mista (quantitativa e qualitativa) e houve a utilização de dois instrumentos: sendo o primeiro um questionário de caracterização do participante e da atividade docente e o segundo uma escala de autoeficácia docente que fora desenvolvida para esta pesquisa através de estudos de casos de ensino para a inclusão de estudantes com TEA. Participaram do estudo 250 professores que atuam no início da escolarização dos estudantes, ou seja, educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental ou ensino fundamental I (1º ao 5º ano) - incluindo os professores especialistas em artes, inglês, educação física e educação especial de diferentes unidades escolares. Os dados coletados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, com suporte de um especialista em psicometria e realizada com o programa de análise estatística IBM SPSS, versão 26 para Windows (IBM Corp. Released, 2019). As questões abertas foram analisadas a partir das orientações da análise de conteúdo e posteriormente utilizando-se o software IRAMUTEC, Version 0.7 alpha 2, como ferramenta para a codificação e apoio. Como resultado desta pesquisa identificamos que quanto maior a crença de que a formação inicial colaborou para que o docente se sinta seguro para realizar práticas inclusivas de estudantes com TEA, maior é a sua autoeficácia docente. E que professores que realizaram formações em que havia discussões sobre o ensino de práticas inclusivas para estudantes com TEA tiveram escore médio mais alto de autoeficácia docente do que os que não tiveram, apontando para a necessidade de formações complementares que contemplem o assunto de inclusão de estudante com TEA. Sugere-se mais estudos e pesquisas que possam investigar a partir do referencial teórico de Bandura a autoeficácia docente para práticas inclusivas.
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Neste sentido, desenvolvemos este estudo que se fundamenta no referencial teórico da Teoria Social Cognitiva de Albert Bandura, em especial o constructo da autoeficácia docente e tem como objetivo geral analisar a autoeficácia docente para a inclusão de estudantes com TEA, especificamente, nos anos iniciais da escolarização, isto é, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Os objetivos específicos foram elencados da seguinte forma: 1) Mensurar a autoeficácia do professor para atuar em salas regulares com estudantes com TEA; 2) Identificar quais fontes de autoeficácia o professor reconhece como significativas para a percepção de competência para atuar em salas regulares com estudantes com TEA; 3) Estabelecer relações entre a autoeficácia do professor para atuar em salas regulares com estudantes com TEA, as variáveis pessoais e contextuais. Trata-se de uma pesquisa exploratória de natureza mista (quantitativa e qualitativa) e houve a utilização de dois instrumentos: sendo o primeiro um questionário de caracterização do participante e da atividade docente e o segundo uma escala de autoeficácia docente que fora desenvolvida para esta pesquisa através de estudos de casos de ensino para a inclusão de estudantes com TEA. Participaram do estudo 250 professores que atuam no início da escolarização dos estudantes, ou seja, educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental ou ensino fundamental I (1º ao 5º ano) - incluindo os professores especialistas em artes, inglês, educação física e educação especial de diferentes unidades escolares. Os dados coletados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, com suporte de um especialista em psicometria e realizada com o programa de análise estatística IBM SPSS, versão 26 para Windows (IBM Corp. Released, 2019). As questões abertas foram analisadas a partir das orientações da análise de conteúdo e posteriormente utilizando-se o software IRAMUTEC, Version 0.7 alpha 2, como ferramenta para a codificação e apoio. Como resultado desta pesquisa identificamos que quanto maior a crença de que a formação inicial colaborou para que o docente se sinta seguro para realizar práticas inclusivas de estudantes com TEA, maior é a sua autoeficácia docente. E que professores que realizaram formações em que havia discussões sobre o ensino de práticas inclusivas para estudantes com TEA tiveram escore médio mais alto de autoeficácia docente do que os que não tiveram, apontando para a necessidade de formações complementares que contemplem o assunto de inclusão de estudante com TEA. Sugere-se mais estudos e pesquisas que possam investigar a partir do referencial teórico de Bandura a autoeficácia docente para práticas inclusivas.The effectiveness of school inclusion is influenced by the judgment that the teacher makes about his own capacity to promote the inclusion of students with Autism Spectrum Disorder (ASD) and therefore it is important that the teacher believes he is capable of promoting inclusion, especially in the years initial schooling. In this sense, we developed this study that is based on the theoretical framework of Albert Bandura's Social Cognitive Theory, in particular the construct of teaching self-efficacy and its general objective is to analyze teaching self-efficacy for the inclusion of students with ASD, specifically, in the initial years of schooling, that is, in early childhood education and in the early years of elementary school. The specific objectives were listed as follows: 1) Measure the teacher's self-efficacy to work in regular classrooms with students with ASD; 2) Identify which sources of self-efficacy the teacher recognizes as significant for the perception of competence to work in regular classrooms with students with ASD; 3) Establish relationships between the teacher's self-efficacy to work in regular classrooms with students with ASD, personal and contextual variables. This is an exploratory research of a mixed nature (quantitative and qualitative) and two instruments were used: 1) questionnaire characterizing the participant and teaching activity; 2) teaching case studies for the inclusion of students with ASD, the last with a teaching self-efficacy scale that were developed for this research. 250 teachers who work at the beginning of students' schooling, that is, early childhood education and the initial years of elementary school or elementary school I (1st to 5th year) participated in the study - including teachers specializing in arts, English, physical education and special education from different school units. The collected data were analyzed using descriptive and inferential statistics, with the support of a psychometrics specialist and carried out with the statistical analysis program IBM SPSS, version 26 for Windows (IBM Corp. Released, 2019). The open questions were analyzed based on the content analysis guidelines and subsequently using the IRAMUTEC software, Version 0.7 alpha 2, as a tool for coding and support. As a result of this research, we identified that the greater the belief that initial training helped teachers feel safe to carry out inclusive practices for students with ASD, the greater their teaching self-efficacy. And that teachers who carried out training in which there were discussions about teaching inclusive practices for students with ASD had a higher average score of teaching self-efficacy than those who did not, pointing to the need for complementary training that addresses the subject of student inclusion with ASD. More studies and research are suggested that can investigate teaching self-efficacy for inclusive practices based on Bandura's theoretical framework.Não recebi financiamentoUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Iaochite, Roberto Tadeu [UNESP]Nazato, Keissiane Santos2024-01-24T19:31:00Z2024-01-24T19:31:00Z2023-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttps://hdl.handle.net/11449/253007porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-12-10T13:04:55Zoai:repositorio.unesp.br:11449/253007Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-12-10T13:04:55Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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