Investigação molecular de agentes zoonóticos em morcegos do Estado de São Paulo durante a pandemia da COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: França, Danilo Alves de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/310895
Resumo: As zoonoses são uma ameaça crescente à saúde pública, particularmente em regiões tropicais como o Brasil, onde os morcegos atuam como reservatórios milenares de patógenos. Este estudo teve como objetivo investigar a presença de agentes zoonóticos em diferentes espécies de morcegos do Estado de São Paulo, utilizando técnicas moleculares para detecção de Leishmania spp., Trypanosoma cruzi, Toxoplasma gondii, Bartonella spp., Coxiella burnetii e Rickettsia rickettsii e Leptospira spp. A pesquisa envolveu morcegos urbanos e rurais, abrangendo diversas espécies com diferentes hábitos alimentares. Foram coletados 203 morcegos de diferentes cidades do Estado, e foram amostrados fragmentos de fígado, baço, rins, intestinos, pulmões, placenta e encéfalo para a extração total do DNA. As amostras foram analisadas por meio de protocolos moleculares, com posterior confirmação por sequenciamento genético. Análises estatísticas, georeferenciais e filogenéticas foram aplicadas adicionalmente. A prevalência molecular de Leptospira spp. foi alta em morcegos hematófagos (43%), indicando seu papel na transmissão da leptospirose em áreas rurais. Leishmania spp. foi detectada em morcegos urbanos (6%) de áreas endemicas e não endemicas. Toxoplasma gondii e Trypanosoma cruzi foram detectados em morcegos urbanos e rurais (15% e 3%, respectivamente), sugerindo sua participação em diferentes ciclos. Bartonella spp. foi detectada em morcegos urbanos (4%), enquanto Coxiella burnetii e Rickettsia rickettsii não foram detectadas. Um caso inédito de coinfecção entre vírus rábico, B. koehlerae e L. infantum foi observado em um Myotis nigricans. Estes resultados destacam a necessidade de monitoramento contínuo desses animais para fins de vigilância epidemiológica e proteção da saúde pública, oferecendo subsídios para a formulação de estratégias de controle e prevenção de zoonoses sob uma perspectiva de Saúde Única.
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