Jogos e brincadeiras na Educação Física escolar: construindo relações de gênero

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Rodrigues, Robson Perez [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/310273
Resumo: Muitas vezes, ao propor brincadeiras nas aulas de Educação Física, ouço falas preconceituosas que diferenciam e separam meninas e meninos nas aulas de Educação Física, tais como“isso não é brincadeira de menino(a)” ou “isso não vou fazer é coisa de menino(a)”, falas como estas que despertaram o meu interesse em pesquisar a minha própria prática docente, para que assim eu possa entender e estimular meus alunos a refletirem sobre essas tensões sociais de convivência trazidas de seus cotidianos. Esta pesquisa teve como objetivo investigar as práticas pedagógicas realizadas pelo professor compreendendo e conscientizando meninos e meninas sobre as relações de gênero nas aulas de Educação Física escolar, por meio da temática jogos e brincadeiras. Quanto à metodologia, desenvolvemos este estudo utilizando uma abordagem qualitativa, pautada pela pesquisa-ação. O público participante desta pesquisa foi representado por 25estudantes de uma turma do 6° ano dos anos finais do Ensino Fundamental, pertencentes ao turno matutino, na faixa etária entre 11 e 12 anos, de uma escola estadual da cidade de São Paulo-SP. Trabalhamos a temática jogos e brincadeiras a partir de uma unidade didática composta por 8 aulas. Ao final das aulas, realizamos rodas de conversas, cujasquestões orientadoras e discussões foram registradas em nosso diário de aula. A análise dos dados foi realizada por meio de uma abordagem reflexiva e interpretativa das narrativas das crianças, levando em consideração a base teórica adotada e as percepções do pesquisador. Nas primeiras aulas da unidade didática, percebemos que existia um distanciamento entre meninos e meninas, não só nas aulas de Educação Física e recreio, como também na comunidade em que vivem. Por isso a ideia de utilizar os jogos e brincadeiras para discutirmos este distanciamento entre meninos e meninas, aproveitando as rodas de conversas para dialogarmos e refletirmos sobre os preconceitos já trazidos de suas realidades para dentro da escola. O objetivo era superarmos estas barreiras entre eles(as) para que pudessem modificar o ambiente em que vivem. Após a análise dos resultados, entendemos que atingimos o objetivo proposto, observando-se uma mudança progressiva no contexto das aulas, evoluindo de discussões iniciais carregadas de preconceitos, especialmente provenientes de falas dos meninos, que contribuíam para manter a segregação entre os alunos participantes, para diálogos envolvendo maior respeito e conscientização entre meninos e meninas durante as aulas. É necessário lembrar que são crianças, em processo de formação e amadurecimento, mas esperamos que toda discussão e vivência possa vir a despertar a consciência de forma positiva no futuro. Concluímos que a prática do professor é importante para que haja diminuição nos distanciamentos entre meninos e meninas nas aulas de Educação Física. Por fim, este trabalho gerou uma unidade didática como recurso educacional que visa auxiliar outros professores que planejam trabalhar com este tema.
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Esta pesquisa teve como objetivo investigar as práticas pedagógicas realizadas pelo professor compreendendo e conscientizando meninos e meninas sobre as relações de gênero nas aulas de Educação Física escolar, por meio da temática jogos e brincadeiras. Quanto à metodologia, desenvolvemos este estudo utilizando uma abordagem qualitativa, pautada pela pesquisa-ação. O público participante desta pesquisa foi representado por 25estudantes de uma turma do 6° ano dos anos finais do Ensino Fundamental, pertencentes ao turno matutino, na faixa etária entre 11 e 12 anos, de uma escola estadual da cidade de São Paulo-SP. Trabalhamos a temática jogos e brincadeiras a partir de uma unidade didática composta por 8 aulas. Ao final das aulas, realizamos rodas de conversas, cujasquestões orientadoras e discussões foram registradas em nosso diário de aula. A análise dos dados foi realizada por meio de uma abordagem reflexiva e interpretativa das narrativas das crianças, levando em consideração a base teórica adotada e as percepções do pesquisador. Nas primeiras aulas da unidade didática, percebemos que existia um distanciamento entre meninos e meninas, não só nas aulas de Educação Física e recreio, como também na comunidade em que vivem. Por isso a ideia de utilizar os jogos e brincadeiras para discutirmos este distanciamento entre meninos e meninas, aproveitando as rodas de conversas para dialogarmos e refletirmos sobre os preconceitos já trazidos de suas realidades para dentro da escola. O objetivo era superarmos estas barreiras entre eles(as) para que pudessem modificar o ambiente em que vivem. Após a análise dos resultados, entendemos que atingimos o objetivo proposto, observando-se uma mudança progressiva no contexto das aulas, evoluindo de discussões iniciais carregadas de preconceitos, especialmente provenientes de falas dos meninos, que contribuíam para manter a segregação entre os alunos participantes, para diálogos envolvendo maior respeito e conscientização entre meninos e meninas durante as aulas. É necessário lembrar que são crianças, em processo de formação e amadurecimento, mas esperamos que toda discussão e vivência possa vir a despertar a consciência de forma positiva no futuro. Concluímos que a prática do professor é importante para que haja diminuição nos distanciamentos entre meninos e meninas nas aulas de Educação Física. Por fim, este trabalho gerou uma unidade didática como recurso educacional que visa auxiliar outros professores que planejam trabalhar com este tema.Many times, when proposing games in Physical Education classes, I hear prejudiced statements that differentiate and separate girls and boys in Physical Education classes, such as “this is not a game for boys” or “I’m not going to do that, it’s a boy’s thing”. Statements like these sparked my interest in researching my own teaching practice, so that I can understand and help my students correct these social tensions of coexistence brought from their daily lives. This research aimed to investigate the pedagogical interventions carried out by the teacher to understand and raise awareness among boys and girls about gender relations in Physical Education classes at school, through the theme of games and play. Regarding the methodology, we developed this study using a qualitative approach, guided by action research. The participants in this research were 25 students from a 6th grade class in the final years of Elementary School, who attended the morning shift, aged between 11 and 12, at a state school in the city of São Paulo, SP. We worked on the theme of games and play based on a teaching unit consisting of 8 classes. At the end of the classes, we held discussion groups, whose guiding questions and discussions were recorded in our class diary. Data analysis was carried out through a reflective and interpretative approach to the children's narratives, taking into account the theoretical basis adopted and the researcher's perceptions. In the first classes of the teaching unit, we noticed that there was a gap between boys and girls, not only in Physical Education and recess classes, but also in the community in which they live. Hence the idea of using games and play to discuss this gap between boys and girls, taking advantage of the discussion groups to dialogue and reflect on the prejudices already brought from their realities into the school. The goal was to overcome these barriers between them so that they could change the environment in which they live. After analyzing the results, we understand that we achieved the proposed objective, observing a progressive change in the context of the classes, evolving from initial discussions full of prejudices, especially from the boys' statements, which contributed to maintaining segregation among the participating students, to dialogues involving greater respect and awareness between boys and girls during classes. It is important to remember that they are children, but we hope that all the discussions and experiences can awaken awareness in a positive way in the future. We conclude that teacher intervention is important to reduce the distances between boys and girls in Physical Education classes. Finally, this work generated a teaching unit as an educational resource that aims to help other teachers who plan to work with this topic.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Silva, Marcio Pereira da [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Rodrigues, Robson Perez [UNESP]2025-05-09T12:09:45Z2025-02-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfRODRIGUES, Robson Perez. Jogos e brincadeiras na Educação Física escolar: construindo relações de Gênero. Orientador: Márcio Pereira da Silva. Bauru. 2025. 90 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Física em Rede Nacional) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Bauru, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31027333004137068P8porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-24T05:31:05Zoai:repositorio.unesp.br:11449/310273Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-24T05:31:05Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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