Monstrous mothers in medieval romances: women, witchcraft, and abject maternity

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Luz, Gabriela Carlos [UNESP]
Orientador(a): Rossi, Aparecido Donizete [UNESP], Flood, Victoria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/327429
Resumo: Esta tese examina mães monstruosas em romances do inglês médio e da França dos séculos XIV e XV. Partindo da conceitualização do corpo feminino como abjeto por Julia Kristeva e de trabalhos mais recentes sobre monstruosidade e gênero na literatura medieval, de estudiosos como Jeffrey Jerome Cohen, Sarah Alison Miller, Jane Bonsall e Dana Oswald, meu trabalho detalha até que ponto os textos literários espelhavam, e por vezes dialogavam diretamente com, as atitudes em relação ao corpo feminino encontradas em materiais médicos e teológicos, e argumenta que tais textos literários refletem o desenvolvimento de ansiedades culturais mais amplas sobre magia, maleficium (magia nociva) e bruxaria. Em cada capítulo, adota-se uma abordagem temática para diferentes aspectos da maternidade monstruosa. O Capítulo Um concentra-se nos corpos maternos monstruosos que contribuíram para a construção de dinastias: o de Mélusine em The Noble History of Lusignan e o de Cassiodorien em Richard Coeur de Lion. O Capítulo Dois examina as mães de Merlin, Sir Gowther e Alexandre, cada uma com corpo humano, mas cujos relacionamentos (não consensuais) com seres sobrenaturais produzem descendentes monstruosos ou excepcionais e sugerem ansiedades relativas às associações sexualizadas das mulheres com entidades demoníacas. O Capítulo Três concentra-se na figura da madrasta bruxa que usa a magia como ferramenta para obter acesso à herança e para disputar e perturbar a sucessão dinástica, como narrado em William of Palerne e The Wedding of Sir Gawain and Dame Ragnelle. O Capítulo Quatro concentra-se na tradição de Medeia, explorando sua evolução como uma “proto-bruxa”, cuja alteridade e conexão com a magia são simbólicas de um medo incipiente do conhecimento feminino e das formas de conhecimento codificadas como femininas, entendidas como uma ameaça à ordem patriarcal. Em cada representação dessas mães monstruosas, o corpo materno é retratado como um “Outro” antinatural cuja biologia, segundo Aristóteles e seus seguidores medievais, é concebida como contrária à natureza. Eu argumento que tais representações podem ser lidas como evidência de ansiedades culturais e políticas mais amplas do final da Idade Média sobre gênero, sexualidade e raça, bem como um medo da autoridade feminina que poderia ser entendido como uma antecipação das posições misóginas dos escritos do século XV sobre bruxaria
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Partindo da conceitualização do corpo feminino como abjeto por Julia Kristeva e de trabalhos mais recentes sobre monstruosidade e gênero na literatura medieval, de estudiosos como Jeffrey Jerome Cohen, Sarah Alison Miller, Jane Bonsall e Dana Oswald, meu trabalho detalha até que ponto os textos literários espelhavam, e por vezes dialogavam diretamente com, as atitudes em relação ao corpo feminino encontradas em materiais médicos e teológicos, e argumenta que tais textos literários refletem o desenvolvimento de ansiedades culturais mais amplas sobre magia, maleficium (magia nociva) e bruxaria. Em cada capítulo, adota-se uma abordagem temática para diferentes aspectos da maternidade monstruosa. O Capítulo Um concentra-se nos corpos maternos monstruosos que contribuíram para a construção de dinastias: o de Mélusine em The Noble History of Lusignan e o de Cassiodorien em Richard Coeur de Lion. O Capítulo Dois examina as mães de Merlin, Sir Gowther e Alexandre, cada uma com corpo humano, mas cujos relacionamentos (não consensuais) com seres sobrenaturais produzem descendentes monstruosos ou excepcionais e sugerem ansiedades relativas às associações sexualizadas das mulheres com entidades demoníacas. O Capítulo Três concentra-se na figura da madrasta bruxa que usa a magia como ferramenta para obter acesso à herança e para disputar e perturbar a sucessão dinástica, como narrado em William of Palerne e The Wedding of Sir Gawain and Dame Ragnelle. O Capítulo Quatro concentra-se na tradição de Medeia, explorando sua evolução como uma “proto-bruxa”, cuja alteridade e conexão com a magia são simbólicas de um medo incipiente do conhecimento feminino e das formas de conhecimento codificadas como femininas, entendidas como uma ameaça à ordem patriarcal. Em cada representação dessas mães monstruosas, o corpo materno é retratado como um “Outro” antinatural cuja biologia, segundo Aristóteles e seus seguidores medievais, é concebida como contrária à natureza. Eu argumento que tais representações podem ser lidas como evidência de ansiedades culturais e políticas mais amplas do final da Idade Média sobre gênero, sexualidade e raça, bem como um medo da autoridade feminina que poderia ser entendido como uma antecipação das posições misóginas dos escritos do século XV sobre bruxariaThis thesis examines monstrous mothers in Middle English and French romances from the fourteenth and fifteenth centuries. Building on Julia Kristeva’s conceptualisation of the abject female body, and more recent work on monstrosity and gender in medieval literature by scholars such as Jeffrey Jerome Cohen, Sarah Alison Miller, Jane Bonsall and Dana Oswald, my work details the extent to which literary texts mirrored, and sometimes directly engaged with, attitudes towards the female body found in medical and theological materials, and proceeds to argue that such literary texts reflect the development of wider cultural anxieties about magic, maleficium (harmful magic) and witchcraft. In each chapter, a thematic approach is taken to different aspects of monstrous maternity. Chapter One focuses on the dynasty-building monstrous maternal bodies of Mélusine in The Noble History of Lusignan and Cassiodorien in Richard Coeur de Lion. Chapter Two examines the mothers of Merlin, Sir Gowther and Alexander, each of whom have human bodies but whose (non-consensual) relationships with supernatural beings produce monstrous or exceptional offspring and are suggestive of anxieties concerning women’s sexualised associations with demonic entities. Chapter Three focuses on the figure of the witch-stepmother who uses magic as a tool to gain access to inheritance and to dispute and disrupt dynastic succession, as narrated in William of Palerne and The Wedding of Sir Gawain and Dame Ragnelle. Chapter Four concentrates on Medea, exploring her evolving tradition as a “proto-witch” whose Otherness and connection to magic are symbolic of an incipient fear of female and female-coded forms of knowledge, understood to present a threat to patriarchal order. In each depiction of these monstrous mothers, the maternal body is portrayed as an unnatural “Other” whose biology, according to Aristotle and his medieval followers, is conceptualised as against nature. I argue that such portrayals can be read as evidence of wider late medieval cultural and political anxieties about gender, sexuality and race, as well as a fear of female authority that might be understood to anticipate the misogynistic positions of fifteenth century writings on witchcraftCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)33004030016D1engUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Literatura medievalSobrenaturalMonstruosidadeAbjeçãoBruxariaMedieval literatureSupernaturalMonstrosityAbjectionWitchcraftMonstrous mothers in medieval romances: women, witchcraft, and abject maternityMães monstruosas em romances medievais: mulheres, bruxaria e maternidade abjetainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPEstudos Literários - FCLARTeoria e estudos literáriosTeorias e críticas da narrativaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, AraraquaraBanca públicaPublication0893b748-d216-4eba-952d-cd4676b310f6virtual::270624-10893b748-d216-4eba-952d-cd4676b310f6virtual::270624-1e18679e9-6d87-4a30-bfef-e4f1a7e88ae4virtual::270639-1e18679e9-6d87-4a30-bfef-e4f1a7e88ae4virtual::270639-1LICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-82192https://repositorio.unesp.br/bitstreams/5c8527b2-0a81-450a-98cd-bfa6c80665fd/download9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26cMD52falseTEXTluz_gc_dr_arafcl.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2026-07-08T21:03:56Z (GMT).Extracted texttext/plain100957https://repositorio.unesp.br/bitstreams/5d914e72-2ed0-482e-9598-f74e811391b6/download8d85a98215ea5ea30dcab9e2d341a6beMD54falseTHUMBNAILluz_gc_dr_arafcl.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2026-07-08T21:03:56Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg3116https://repositorio.unesp.br/bitstreams/e05b1dfa-e248-49e7-b9b1-9dffb8dbb75e/download0fad758d77d42f55cfde584c289c54efMD55falseAnonymousREADORIGINALluz_gc_dr_arafcl.pdfMonstrous Mothers in Medieval Romances Women, Witchcraft, and Abject Maternity - GCL.pdfapplication/pdf3198803https://repositorio.unesp.br/bitstreams/b38026e7-cebb-42a1-a1c9-73b3e841bf25/download85abcad2bb47a8ef8fd817077f5d6beaMD53trueAnonymousREAD11449/3274292026-09-23T17:08:51.638514Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/327429https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-09-23T17:08:51Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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