As relações de poder e as territorialidades nos assentamentos rurais do sudeste goiano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Monteiro, Rafael de Melo [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/152625
Resumo: Esta pesquisa qualitativa objetivou compreender as relações de poder e as territorialidades nos assentamentos rurais localizados na Região Sudeste Goiano. Foram, ao todo, seis assentamentos pesquisados, a saber: Assentamento João de Deus (Silvânia/1987), Assentamento São Sebastião (Silvânia/1997), Assentamento Olga Benário (Ipameri/2005), Assentamento Madre Cristina (Goiandira/2009), Assentamento Buriti (Silvânia/2009) e o Assentamento Maria da Conceição (Orizona/2010). A existência destes territórios é relevante em uma porção de Goiás caracterizada, sobretudo com a modernização conservadora da agricultura (anos 1970), pela agricultura capitalista, com a monocultura da soja, do milho, do algodão, do eucalipto, nas empresas rurais tipicamente familiares. A (re)territorialização camponesa, concreta e simbólica, estabelece, assim, uma coexistência com o agronegócio, assentado em uma estrutura fundiária concentrada. Realizamos, entre 2014 e 2015, enquanto procedimentos metodológicos, a pesquisa teórica, com leituras acerca dos conceitos de território, territorialidade e poder, além das leituras no âmbito da questão agrária e do campesinato, inclusive, goiano; a pesquisa documental, consultando o site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o blog da Superintendência Regional de Goiás (igualmente, do INCRA) e os projetos de criação dos assentamentos estudados, na sede, localizada em Goiânia, do INCRA, em setembro de 2015; a pesquisa de campo, na qual fizemos 123 entrevistas semiestruturadas nos assentamentos (com a gravação e transcrição de 63 delas), registros fotográficos (acessamos, também, fotografias antigas), elaboração de mapas e, em 2016, algumas visitas informais. Defendemos a tese de que a luta pela terra foi importante para a (re)territorialização camponesa, permitindo a (re)produção dos seus modos de vida (i)materiais, da sua campesinidade e das suas moralidades, embora não tenha sido suficiente para inaugurar a autonomia destes grupos (ou seja, efetivar a sua emancipação), pois, ainda que, no cotidiano, estas pessoas fundem as suas microliberdades, de modo geral, estes territórios (e as territorialidades) se substantivam, em grande medida, com o predomínio da(s) heteronomia(s), nas escalas da economia (comercialização dos produtos), da cultura (religiosidades) e da política (dependências dos governos federal e municipais).
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A existência destes territórios é relevante em uma porção de Goiás caracterizada, sobretudo com a modernização conservadora da agricultura (anos 1970), pela agricultura capitalista, com a monocultura da soja, do milho, do algodão, do eucalipto, nas empresas rurais tipicamente familiares. A (re)territorialização camponesa, concreta e simbólica, estabelece, assim, uma coexistência com o agronegócio, assentado em uma estrutura fundiária concentrada. Realizamos, entre 2014 e 2015, enquanto procedimentos metodológicos, a pesquisa teórica, com leituras acerca dos conceitos de território, territorialidade e poder, além das leituras no âmbito da questão agrária e do campesinato, inclusive, goiano; a pesquisa documental, consultando o site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o blog da Superintendência Regional de Goiás (igualmente, do INCRA) e os projetos de criação dos assentamentos estudados, na sede, localizada em Goiânia, do INCRA, em setembro de 2015; a pesquisa de campo, na qual fizemos 123 entrevistas semiestruturadas nos assentamentos (com a gravação e transcrição de 63 delas), registros fotográficos (acessamos, também, fotografias antigas), elaboração de mapas e, em 2016, algumas visitas informais. Defendemos a tese de que a luta pela terra foi importante para a (re)territorialização camponesa, permitindo a (re)produção dos seus modos de vida (i)materiais, da sua campesinidade e das suas moralidades, embora não tenha sido suficiente para inaugurar a autonomia destes grupos (ou seja, efetivar a sua emancipação), pois, ainda que, no cotidiano, estas pessoas fundem as suas microliberdades, de modo geral, estes territórios (e as territorialidades) se substantivam, em grande medida, com o predomínio da(s) heteronomia(s), nas escalas da economia (comercialização dos produtos), da cultura (religiosidades) e da política (dependências dos governos federal e municipais).Esta investigación cualitativa objetivó comprender las relaciones de poder y las territorialidades en los asentamientos rurales situados en el Sudeste Goiano. Hubo, en total, seis asentamientos estudiados, a saber: Asentamiento João de Deus (Silvânia/1987), Asentamiento São Sebastião (Silvânia/1997), Asentamiento Olga Benário (Ipameri/2005), Asentamiento Madre Cristina (Goiandira/2009), Asentamiento Buriti (Silvânia/2009) y Asentamiento Maria da Conceição (Orizona/2010). La existencia de estos territorios es relevante en una parte de Goiás caracterizada, especialmente con la modernización conservadora de la agricultura (años 1970), por la agricultura capitalista con el monocultivo de soja, maíz, algodón, eucalipto, en las empresas rurales típicamente familiares. La (re)territorialización campesina, concreta y simbólica, establece, así, la coexistencia con la agroindustria, sentada en una propiedad de la tierra concentrada. Realizamos, entre 2014 y 2015, en cuanto los procedimientos metodológicos, la investigación teórica, con lecturas acerca del concepto de territorio, territorialidad y poder, además de las lecturas en virtud de la cuestión agraria y el campesinado, incluyendo goiano; investigación documental, consultando lo sitio web del Instituto Nacional de Colonización y Reforma Agraria (INCRA), el blog de la Superintendência Regional de Goiás (también, del INCRA) y los proyectos de creación de los asentamientos estudiados en la sede, ubicada en Goiania, del INCRA, en septiembre de 2015; investigación de campo, en la que hicimos 123 entrevistas semiestructuradas en los asentamientos (con la grabación y transcripción de 63 de ellas), los registros fotográficos (accesamos, también, fotografías antiguas), elaboración de mapas y, en 2016, algunas visitas informales. Defendemos la tesis de que la lucha por la tierra fue importante para la (re)territorialización campesina, permitiendo la (re)producción de sus estilos de vida (i)materiales, su campesinidad y de sus moralidades, aunque no ha sido suficiente para inaugurar la autonomía de estos grupos (es decir, efectuar su emancipación), porque, aunque, en la vida cotidiana, estas personas fundan sus microliberdades, generalmente, estos territorios (y territorialidades) si substantivan, en gran medida, con el predominio de la(s) heteronomía(s), en las escalas de la economía (comercialización de los productos), la cultura (religiosidades) y política (dependencias de los gobiernos federal y municipales).Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2013/10698-5Universidade Estadual Paulista (Unesp)Saquet, Marcos Aurélio [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Monteiro, Rafael de Melo [UNESP]2018-01-30T11:59:40Z2018-01-30T11:59:40Z2017-01-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/15262500089640033004129042P3porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-22T18:01:41Zoai:repositorio.unesp.br:11449/152625Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-22T18:01:41Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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