Desenvolvimento de fibra prebiótica derivada do subproduto da cadeia agrícola brasileira: polpa do coffea arabica (café)
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/259721 |
Resumo: | O Brasil ocupa hoje a posição de maior produtor mundial de café. Nesse sentido, tudo o que é produzido para o consumo do grão, é também desperdiçado no que diz respeito ao restante da planta. A polpa do café é um resíduo alimentar e com amplo potencial de ser utilizado como alimento funcional, por sua ação prebiótica. O consumo de alimentos prebióticos está principalmente associado à fermentação da microbiota intestinal e, portanto, à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs). Os estudos realizados até o momento por nosso grupo de pesquisa mostram que o resíduo de café arábica possui grande quantidade de fibras em sua constituição, substrato principal para a fermentação pela microbiota. Desta forma, o projeto analisou o comportamento de doze bactérias da microbiota intestinal, assim como a produção de acetato, propionato e butirato após a administração do resíduo de café arábica. Foram realizados estudos in vitro, através da fermentação de diferentes concentrações do produto, e estudos in vivo, por meio da administração de resíduo de café em camundongos C57/Bl6. Nos estudos in vitro, a utilização do resíduo do café na concentração 100 mg/ml promoveu resultados promissores sobre a produção dos três AGCCs analisados, alcançando níveis iguais ou superiores aos de inulina, padrão ouro de prebióticos no mercado. Para os estudos in vivo, não houve modulação na produção de AGCCs, no entanto, principalmente o gênero Bifidobacterium foi modulado de maneira significativa. Os resultados que demonstram a ação prebiótica do resíduo do café, sugerem maiores investigações sobre sua ação em modelos experimentais de doenças associadas à microbiota intestinal. |
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Desenvolvimento de fibra prebiótica derivada do subproduto da cadeia agrícola brasileira: polpa do coffea arabica (café)Developmente of prebiotic dietary fiber derived from Brazilian agricultural chain by-product: coffea arabica (coffee) pulpresíduo de caféprebióticofermentaçãoácidos graxos de cadeia curtamicrobiota intestinalfibras alimentaresO Brasil ocupa hoje a posição de maior produtor mundial de café. Nesse sentido, tudo o que é produzido para o consumo do grão, é também desperdiçado no que diz respeito ao restante da planta. A polpa do café é um resíduo alimentar e com amplo potencial de ser utilizado como alimento funcional, por sua ação prebiótica. O consumo de alimentos prebióticos está principalmente associado à fermentação da microbiota intestinal e, portanto, à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs). Os estudos realizados até o momento por nosso grupo de pesquisa mostram que o resíduo de café arábica possui grande quantidade de fibras em sua constituição, substrato principal para a fermentação pela microbiota. Desta forma, o projeto analisou o comportamento de doze bactérias da microbiota intestinal, assim como a produção de acetato, propionato e butirato após a administração do resíduo de café arábica. Foram realizados estudos in vitro, através da fermentação de diferentes concentrações do produto, e estudos in vivo, por meio da administração de resíduo de café em camundongos C57/Bl6. Nos estudos in vitro, a utilização do resíduo do café na concentração 100 mg/ml promoveu resultados promissores sobre a produção dos três AGCCs analisados, alcançando níveis iguais ou superiores aos de inulina, padrão ouro de prebióticos no mercado. Para os estudos in vivo, não houve modulação na produção de AGCCs, no entanto, principalmente o gênero Bifidobacterium foi modulado de maneira significativa. Os resultados que demonstram a ação prebiótica do resíduo do café, sugerem maiores investigações sobre sua ação em modelos experimentais de doenças associadas à microbiota intestinal.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)130101/2022-2Universidade Estadual Paulista (Unesp)Di Stasi, Luiz ClaudioUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Petry, Julia da Costa Aguiar [UNESP]2025-01-16T12:25:51Z2025-01-16T12:25:51Z2025-01-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPETRY, Julia da Costa Aguiar. Desenvolvimento de fibra prebiótica derivada do subproduto da cadeia agrícola brasileira: polpa do coffea arabica (café). 2025. Dissertação. Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Botucatu, 2025.https://hdl.handle.net/11449/25972133004064087P83125231090804288porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-23T17:15:38Zoai:repositorio.unesp.br:11449/259721Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-23T17:15:38Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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O Brasil ocupa hoje a posição de maior produtor mundial de café. Nesse sentido, tudo o que é produzido para o consumo do grão, é também desperdiçado no que diz respeito ao restante da planta. A polpa do café é um resíduo alimentar e com amplo potencial de ser utilizado como alimento funcional, por sua ação prebiótica. O consumo de alimentos prebióticos está principalmente associado à fermentação da microbiota intestinal e, portanto, à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs). Os estudos realizados até o momento por nosso grupo de pesquisa mostram que o resíduo de café arábica possui grande quantidade de fibras em sua constituição, substrato principal para a fermentação pela microbiota. Desta forma, o projeto analisou o comportamento de doze bactérias da microbiota intestinal, assim como a produção de acetato, propionato e butirato após a administração do resíduo de café arábica. Foram realizados estudos in vitro, através da fermentação de diferentes concentrações do produto, e estudos in vivo, por meio da administração de resíduo de café em camundongos C57/Bl6. Nos estudos in vitro, a utilização do resíduo do café na concentração 100 mg/ml promoveu resultados promissores sobre a produção dos três AGCCs analisados, alcançando níveis iguais ou superiores aos de inulina, padrão ouro de prebióticos no mercado. Para os estudos in vivo, não houve modulação na produção de AGCCs, no entanto, principalmente o gênero Bifidobacterium foi modulado de maneira significativa. Os resultados que demonstram a ação prebiótica do resíduo do café, sugerem maiores investigações sobre sua ação em modelos experimentais de doenças associadas à microbiota intestinal. |
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