O corpo na escola: um estudo sobre as relações entre cultura e processos de subjetivação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Souza, Rafael Praxedes [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/90080
Resumo: Esta pesquisa analisa alguns limites e algumas possibilidades da ação educacional na escola a partir de minhas inquietações diretamente relacionadas com o controle dos corpos dos educandos. Nosso estudo tem como objetivo cartografar os corpos dos alunos de escolas públicas do Estado de São Paulo. Estamos atentos para identificar e investigar a emergência de uma possível “cultura policial” no interior da escola, e escolhemos duas fontes documentais que nos ajudarão a entender este processo: os livros de ocorrências e o “PROERD”, programa da polícia militar levado para a sala de aula. Nos documentos recolhidos aparece a necessidade de reformar os alunos, por meio da estratégia da vigilância permanente e da responsabilização por suas atitudes. Opera pelo reforço da informação de que todas as atitudes não desejadas serão marcadas com o acréscimo de conduzirem inevitavelmente a um suposto “caminho ruim”. Temos, deste modo, caracterizado o eixo do controle sobre os corpos. Elucidamos os mecanismos de controle a partir da leitura de BENTHAM, que promete resultados ótimos se a sociedade for vigiada o tempo todo e destaca a importância de que todos saibam que são vigiados. Os estudos de SKINNER e THOREAU apresentam a importância e os benefícios de uma sociedade planificada, com controle da natureza e do humano. Entendemos que a escola é uma instituição política e que o controle não consegue capturar completamente as pessoas, e a partir deste posicionamento demarcamos o que vibra fora do visível. Perguntamos: como os alunos conseguem dar vida à escola? Os sinais de rebeldia também podem ser sinais de vida, compreendidos como reações de um corpo que se manifesta mesmo quando é anestesiado. Trabalharemos um segundo eixo, o da emancipação, utilizando a sensibilidade do cartógrafo, que está atento aos sinais e aos gestos que escapam aos mecanismos...
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