Dust transport between Saturn families

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Moura, Vanessa Maria Francisco de [UNESP]
Orientador(a): Sfair, Rafael [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/326534
Resumo: Este trabalho investiga a produção e a evolução de partículas de poeira no sistema de satélites de Saturno, explorando os mecanismos responsáveis pela geração dessas partículas e os processos dinâmicos que afetam suas trajetórias. As partículas de poeira são produzidas predominantemente por impactos de PDIs (Partículas de Poeira Interplanetária) nas superfícies dos satélites, resultando na ejeção de material. Após serem ejetadas, essas partículas são influenciadas por forças gravitacionais e não gravitacionais, como a radiação solar, forças eletromagnéticas e o arrasto de plasma. Essas perturbações modificam os elementos orbitais das partículas e, consequentemente, promovem sua migração pelas regiões associadas às famílias Nórdica (Norse), Inuíte (Inuit) e Gálica (Gallic). Investigar o transporte de poeira entre os satélites de Saturno é importante para compreender a dinâmica e a evolução do sistema saturniano. A análise da migração dessas partículas possibilita identificar padrões de troca de material entre diferentes regiões, bem como reavaliar possíveis conexões entre populações de satélites. Para esse propósito, desenvolvemos um modelo computacional utilizando o integrador IAS15 do pacote REBOUND (Rein & Spiegel 2015), que permite simulações de alta precisão das posições e velocidades dos corpos ao longo do tempo e possibilita a inclusão de forças não gravitacionais. O modelo considera a interação gravitacional entre Saturno, seus satélites e as partículas de poeira, além dos efeitos das forças perturbadoras. As simulações incluíram um conjunto de partículas distribuídas em diferentes tamanhos e condições iniciais. As partículas foram ejetadas isotropicamente das superfícies dos satélites, e suas trajetórias foram acompanhadas até atingirem sumidouros dinâmicos, como colisões com o planeta ou ejeção do sistema. Este trabalho explora os mecanismos responsáveis pelo transporte de poeira ao redor de Saturno, com ênfase nas forças que afetam as trajetórias das partículas após sua ejeção e nos fatores que determinam seu destino final. Nosso objetivo é compreender como essas partículas migram entre as famílias de satélites e quais processos governam a distribuição de material no sistema. Além disso, os métodos e resultados aqui apresentados contribuem para o desenvolvimento de futuras investigações sobre o transporte e a evolução de poeira em outros sistemas planetários, como o de Júpiter, bem como para a modelagem de sistemas com características semelhantes. Os resultados obtidos indicam que as características orbitais dos satélites geradores de poeira influenciam diretamente o destino das partículas ejetadas no sistema saturniano. Observa-se que partículas geradas por satélites localizados mais próximos do planeta tendem a apresentar tempos de estabilidade orbital mais longos, uma vez que são menos afetadas pela pressão da radiação solar, mesmo em casos de altas excentricidades. Em contraste, partículas menores localizadas a maiores distâncias de Saturno sofrem perturbações significativas da radiação solar, enquanto os efeitos gravitacionais e eletromagnéticos predominam nas regiões mais próximas do planeta.
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As partículas de poeira são produzidas predominantemente por impactos de PDIs (Partículas de Poeira Interplanetária) nas superfícies dos satélites, resultando na ejeção de material. Após serem ejetadas, essas partículas são influenciadas por forças gravitacionais e não gravitacionais, como a radiação solar, forças eletromagnéticas e o arrasto de plasma. Essas perturbações modificam os elementos orbitais das partículas e, consequentemente, promovem sua migração pelas regiões associadas às famílias Nórdica (Norse), Inuíte (Inuit) e Gálica (Gallic). Investigar o transporte de poeira entre os satélites de Saturno é importante para compreender a dinâmica e a evolução do sistema saturniano. A análise da migração dessas partículas possibilita identificar padrões de troca de material entre diferentes regiões, bem como reavaliar possíveis conexões entre populações de satélites. Para esse propósito, desenvolvemos um modelo computacional utilizando o integrador IAS15 do pacote REBOUND (Rein & Spiegel 2015), que permite simulações de alta precisão das posições e velocidades dos corpos ao longo do tempo e possibilita a inclusão de forças não gravitacionais. O modelo considera a interação gravitacional entre Saturno, seus satélites e as partículas de poeira, além dos efeitos das forças perturbadoras. As simulações incluíram um conjunto de partículas distribuídas em diferentes tamanhos e condições iniciais. As partículas foram ejetadas isotropicamente das superfícies dos satélites, e suas trajetórias foram acompanhadas até atingirem sumidouros dinâmicos, como colisões com o planeta ou ejeção do sistema. Este trabalho explora os mecanismos responsáveis pelo transporte de poeira ao redor de Saturno, com ênfase nas forças que afetam as trajetórias das partículas após sua ejeção e nos fatores que determinam seu destino final. Nosso objetivo é compreender como essas partículas migram entre as famílias de satélites e quais processos governam a distribuição de material no sistema. Além disso, os métodos e resultados aqui apresentados contribuem para o desenvolvimento de futuras investigações sobre o transporte e a evolução de poeira em outros sistemas planetários, como o de Júpiter, bem como para a modelagem de sistemas com características semelhantes. Os resultados obtidos indicam que as características orbitais dos satélites geradores de poeira influenciam diretamente o destino das partículas ejetadas no sistema saturniano. Observa-se que partículas geradas por satélites localizados mais próximos do planeta tendem a apresentar tempos de estabilidade orbital mais longos, uma vez que são menos afetadas pela pressão da radiação solar, mesmo em casos de altas excentricidades. Em contraste, partículas menores localizadas a maiores distâncias de Saturno sofrem perturbações significativas da radiação solar, enquanto os efeitos gravitacionais e eletromagnéticos predominam nas regiões mais próximas do planeta.This work investigates the production and evolution of dust particles in Saturn’s satellite system, exploring the mechanisms responsible for generating these particles and the dynamical processes that affect their trajectories. Dust particles are predominantly produced by impacts of IDPs (Interplanetary Dust Particles) on the surfaces of the satellites, resulting in the ejection of material. After being ejected, these particles are influenced by gravitational and non-gravitational forces such as solar radiation, electromagnetic forces, and plasma drag. These perturbations modify the orbital elements of the particles, and consequently they migrate through the regions associated with the Norse, Inuit, and Gallic families. Investigating the transport of dust between Saturn’s satellites is important for understanding the dynamics and evolution of the Saturnian system. Analyzing the migration of these particles makes it possible to identify patterns of material exchange between different regions, as well as to review potential connections between satellite populations. For this purpose, we developed a computational model using the IAS15 integrator from the REBOUND package (Rein & Spiegel 2015), which enables high-precision simulations of the bodies’ positions and velocities over time and allows for the inclusion of non-gravitational forces. The model considers the gravitational interaction between Saturn, its satellites, and the dust particles, in addition to the effects of perturbative forces. The simulations included a set of particles distributed across different sizes and initial conditions. The particles were ejected isotropically from the surfaces of the satellites, and their trajectories were tracked until they reached sinks such as collision with the planet or ejection from the system. This work explores the mechanisms responsible for dust transport around Saturn, with emphasis on the forces that affect particle trajectories after ejection and on the factors that determine their final fate. Our objective is to understand how these particles migrate between the satellite families and which processes govern the distribution of material. Furthermore, the methods and results presented here contribute to the development of future investigations on dust transport and evolution in other planetary systems, such as Jupiter, as well as the modeling of systems with similar characteristics. The results obtained indicate that the orbital characteristics of dust-generating satellites directly influence the fate of ejected particles within the Saturnian system. It is observed that particles generated by satellites located closer to the planet to exhibit longer orbital stability times, as they are less affected by solar radiation pressure, even in cases of high eccentricities. In contrast, smaller particles at greater distances from Saturn experience significant perturbations from solar radiation, while gravitational and electromagnetic effects dominate in regions closer to the planet.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001engUniversidade Estadual Paulista (Unesp)SatélitesSaturno (Planeta)Poeira cósmicaAstronomiaDust particleSaturn satellitesPerturbative forcesMigrationFamiliesDust transport between Saturn familiesTransporte de poeira entre as famílias de Saturnoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPFísica e Astronomia - FEGFísicaAstronomia DinâmicaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Engenharia e Ciências, GuaratinguetáBanca públicaPublicationa4071986-4355-47c3-a5a3-bd4d1a966e4fvirtual::269636-1a4071986-4355-47c3-a5a3-bd4d1a966e4fvirtual::269636-150a99f52-9815-4052-bc02-c613745f25dcvirtual::269601-150a99f52-9815-4052-bc02-c613745f25dcvirtual::269601-1ORIGINALmoura_vmf_dr_guara.pdfThesis_VanessaMoura.pdfapplication/pdf5216150https://repositorio.unesp.br/bitstreams/050ea48b-547f-4514-8c49-0cee0c17aabe/downloadb6770522b16426a1e41dfd6676a621caMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; 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