Estratégia padronizada em uveítes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Medeiros, Felipe Beltrão de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/257080
Resumo: Introdução: As uveítes são causas potenciais de cegueira em todos os grupos etários, principalmente no adulto jovem, com repercussões socioeconômicas significativas por absenteísmo, diminuição de produtividade e afastamentos permanentes pela incapacidade visual. A definição do diagnóstico etiológico das uveítes é baseado em dados epidemiológicos, clínicos oculares e sistêmicos e no conhecimento dos vários padrões de doença. A partir destas informações são levantadas as principais hipóteses diagnósticas e procede-se a investigação laboratorial e sistêmica. O processo de identificação da etiologia das uveítes, muitas vezes exige a solicitação de exames complementares, o que pode elevar custos, retardar o tratamento e causar confusão diagnóstica. Uma estratégia padronizada de atendimento pode beneficiar o paciente e o sistema de saúde. Objetivo: Conhecer o perfil dos pacientes do ambulatório de Uveítes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), identificar as principais causas e falhas no processo de diagnóstico e elaborar um protocolo de investigação visando melhorar a logística de atendimento, diminuir a porcentagem de casos sem confirmação diagnóstica e custos hospitalares. Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo. Foram coletados dados demográficos e clínicos de todos os pacientes com uveíte atendidos no ambulatório de uveítes do HCFMB no período de maio de 2012 a julho de 2021. Para a criação do protocolo, houve a elaboração de fluxogramas de investigação baseados na classificação do Standardization of Uveitis Nomenclature- SUN, em livro da Academia Americana de oftalmologia, Diretrizes de Uveítes do Ministério da Saúde e opinião de especialistas. Resultados: As uveítes posteriores e infecciosas foram as mais prevalentes, sendo a toxoplasmose a principal etiologia. Mais de metade das uveítes anteriores foram classificadas como idiopáticas. Um terço dos olhos tratados evoluíram com baixa visão ou cegueira. O número de exames solicitados por classificação anatômica foi maior do que o necessário. O custo hospitalar foi maior nas uveítes onde não foi determinada a etiologia. Não foi possível determinar o custo real quando o tratamento envolveu procedimentos cirúrgicos. Conclusões: Por meio da criação dos fluxogramas, buscou-se padronizar o processo de investigação a ser adotado no ambulatório de Uveítes do HCFMB, de modo a auxiliar os médicos na tomada de decisões. Espera-se que a padronização das condutas diminua o tempo de diagnóstico e aumente a taxa de esclarecimento da etiologia, garantindo maior eficiência do tratamento instituído e diminuição dos custos hospitalares.
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