Sistema de produção de mudas de seringueira em ambiente protegido: adubação nitrogenada em minijardim clonal e manejo e irrigação de porta-enxertos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Borelli, Karla [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/258176
Resumo: A seringueira (Hevea brasiliensis), espécie endêmica da Bacia Amazônica, desperta interesse devido à sua produção de borracha natural, um insumo essencial para o desenvolvimento econômico global. Mudas produzidas a partir de borbulhas certificadas de clones superiores são fundamentais para garantir a sustentabilidade dessa cultura. A produção de material vegetativo em ambientes protegidos, como viveiros suspensos, tem potencial para otimizar o sistema de propagação de seringueiras. A carência de protocolos específicos de nutrição e irrigação para plantas matrizes e porta-enxertos de seringueira em bancada nos motivou a realização deste trabalho. Dois experimentos (I e II) foram conduzidos no Departamento de Ciência Florestal, Solos e Ambiente da UNESP/FCA, em Botucatu, SP. O experimento I objetivou-se definir a dose ideal de nitrogênio (N) para um minijardim clonal e investigar os efeitos sazonais no desenvolvimento de hastes verdes de seringueira aptas à enxertia. Foram aplicadas cinco doses de N (0, 60, 120, 180 e 240 mg L-1) em plantas matrizes do clone ‘RRIM 600’ enxertado sobre ‘GT1’, com a ureia como fonte de N. Durante um ano, avaliou-se a produção sazonal de hastes verdes, a mortalidade das plantas matrizes, as trocas gasosas, o conteúdo de nutrientes nas folhas, a sobrevivência e o comprimento dos enxertos após a enxertia. Observou-se que a primavera favoreceu a produção de hastes verdes, com uma dose estimada de 226 mg L-1 de N associada ao melhor desempenho. No entanto, doses mais altas de N aumentaram a taxa de mortalidade das plantas matrizes. Embora não tenha havido diferença significativa entre as doses de N na sobrevivência após a enxertia, a dose estimada de 137,5 mg L-1 resultou no maior comprimento dos enxertos após a enxertia. Esses resultados indicam o potencial do minijardim clonal para a produção de enxertos, sendo recomendável explorar outras fontes de N, como nitrato ou amônia, para aumentar a sobrevivência das plantas matrizes. No Experimento II, foi avaliado o impacto de diferentes lâminas de irrigação na produção de porta-enxertos de seringueira em bancada. Durante 7 meses, quatro lâminas médias de irrigação (7,0; 11,6; 16,3; 20,9 mm dia-1) foram aplicadas em porta-enxertos seminíferos do clone ‘GT1’. Com cinco avaliações realizadas a cada 45 dias, foram analisadas as variáveis morfológicas (altura total, diâmetro do colo, número de folhas, índice de cor verde, massa da parte aérea e radicular, e volume radicular) e fisiológicas (taxa de assimilação líquida de CO2 [A], condutância estomática [gs], transpiração [E], concentração interna de CO2 [Ci], eficiência do uso da água [WUE], temperatura foliar [Tleaf] e eficiência de carboxilação [A/Ci]), além do potencial hídrico foliar, teor de amido no caule, percentual de plantas aptas à enxertia e sobrevivência após a enxertia. As variáveis morfológicas apresentaram as maiores médias na maior lâmina de irrigação aplicada. Houve correlações significativas entre A e A/Ci, assim como entre gs e A para todas as lâminas. A lâmina de 7 mm dia-1 resultou no potencial hídrico foliar mais negativo, sem diferenças significativas entre as demais lâminas. Quanto ao teor de amido no caule, observou-se uma correlação negativa entre as variáveis analisadas. As lâminas de 11,6 e 20,9 mm dia-1 resultaram, respectivamente, em 11% e 80% dos porta-enxertos aptos à enxertia. Em relação à sobrevivência dos enxertos, observou-se uma redução significativa ao longo do tempo, mas sem diferenças entre os tratamentos. Conclui-se que, apesar de a lâmina de água não ter afetado a sobrevivência dos enxertos, a aplicação da lâmina de 11,6 mm dia-1 reduziu o tempo de produção dos porta-enxertos no viveiro. Esta pesquisa demonstra a viabilidade de produzir borbulhas de seringueira aptas à enxertia em minijardins clonais e fornece importantes insights sobre a nutrição das plantas matrizes e o uso da irrigação para otimizar o sistema de produção de porta-enxertos de seringueira em bancada suspensa.
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A carência de protocolos específicos de nutrição e irrigação para plantas matrizes e porta-enxertos de seringueira em bancada nos motivou a realização deste trabalho. Dois experimentos (I e II) foram conduzidos no Departamento de Ciência Florestal, Solos e Ambiente da UNESP/FCA, em Botucatu, SP. O experimento I objetivou-se definir a dose ideal de nitrogênio (N) para um minijardim clonal e investigar os efeitos sazonais no desenvolvimento de hastes verdes de seringueira aptas à enxertia. Foram aplicadas cinco doses de N (0, 60, 120, 180 e 240 mg L-1) em plantas matrizes do clone ‘RRIM 600’ enxertado sobre ‘GT1’, com a ureia como fonte de N. Durante um ano, avaliou-se a produção sazonal de hastes verdes, a mortalidade das plantas matrizes, as trocas gasosas, o conteúdo de nutrientes nas folhas, a sobrevivência e o comprimento dos enxertos após a enxertia. Observou-se que a primavera favoreceu a produção de hastes verdes, com uma dose estimada de 226 mg L-1 de N associada ao melhor desempenho. No entanto, doses mais altas de N aumentaram a taxa de mortalidade das plantas matrizes. Embora não tenha havido diferença significativa entre as doses de N na sobrevivência após a enxertia, a dose estimada de 137,5 mg L-1 resultou no maior comprimento dos enxertos após a enxertia. Esses resultados indicam o potencial do minijardim clonal para a produção de enxertos, sendo recomendável explorar outras fontes de N, como nitrato ou amônia, para aumentar a sobrevivência das plantas matrizes. No Experimento II, foi avaliado o impacto de diferentes lâminas de irrigação na produção de porta-enxertos de seringueira em bancada. Durante 7 meses, quatro lâminas médias de irrigação (7,0; 11,6; 16,3; 20,9 mm dia-1) foram aplicadas em porta-enxertos seminíferos do clone ‘GT1’. Com cinco avaliações realizadas a cada 45 dias, foram analisadas as variáveis morfológicas (altura total, diâmetro do colo, número de folhas, índice de cor verde, massa da parte aérea e radicular, e volume radicular) e fisiológicas (taxa de assimilação líquida de CO2 [A], condutância estomática [gs], transpiração [E], concentração interna de CO2 [Ci], eficiência do uso da água [WUE], temperatura foliar [Tleaf] e eficiência de carboxilação [A/Ci]), além do potencial hídrico foliar, teor de amido no caule, percentual de plantas aptas à enxertia e sobrevivência após a enxertia. As variáveis morfológicas apresentaram as maiores médias na maior lâmina de irrigação aplicada. Houve correlações significativas entre A e A/Ci, assim como entre gs e A para todas as lâminas. A lâmina de 7 mm dia-1 resultou no potencial hídrico foliar mais negativo, sem diferenças significativas entre as demais lâminas. Quanto ao teor de amido no caule, observou-se uma correlação negativa entre as variáveis analisadas. As lâminas de 11,6 e 20,9 mm dia-1 resultaram, respectivamente, em 11% e 80% dos porta-enxertos aptos à enxertia. Em relação à sobrevivência dos enxertos, observou-se uma redução significativa ao longo do tempo, mas sem diferenças entre os tratamentos. Conclui-se que, apesar de a lâmina de água não ter afetado a sobrevivência dos enxertos, a aplicação da lâmina de 11,6 mm dia-1 reduziu o tempo de produção dos porta-enxertos no viveiro. Esta pesquisa demonstra a viabilidade de produzir borbulhas de seringueira aptas à enxertia em minijardins clonais e fornece importantes insights sobre a nutrição das plantas matrizes e o uso da irrigação para otimizar o sistema de produção de porta-enxertos de seringueira em bancada suspensa.The rubber tree (Hevea brasiliensis), an endemic species of the Amazon Basin, generates interest due to its production of natural rubber, a crucial input for global economic development. Seedlings produced from certified bud-grafts of superior clones are essential to ensure the sustainability of this crop. The production of vegetative material in protected environments, such as benches, has the potential to optimize the rubber tree propagation system. The lack of specific nutrition and irrigation protocols for rubber tree stock plants and rootstocks in benches motivated the realization of this study. Two experiments (I and II) were conducted at the Department of Forest Science, Soils and Environment at UNESP/FCA in Botucatu, SP. Experiment I aimed to define the optimal nitrogen (N) dose for a mini- clonal garden and investigate the seasonal effects on the development of green stems of rubber trees suitable for bud grafting. Five nitrogen doses (0, 60, 120, 180, and 240 mg L-1) were applied to stock plants of the ‘RRIM 600’ clone grafted onto ‘GT1’, using urea as the N source. Over one year, seasonal green stem production, mortality rate of stock plants, gas exchange, leaf nutrient content, post-budding survival and bud length after bud grafting were evaluated. Spring favored green stem production, with an estimated N dose of 226 mg L-1 associated with the best performance. However, higher N doses increased the mortality rate of the stock plants. Although there was no significant difference between N doses in post-budding survival, the estimated dose of 137.5 mg L-1 resulted in the longest grafts after bud grafting. These results indicate the potential of the mini- clonal garden for stem production, with the recommendation to explore other N sources, such as nitrate or ammonia, to increase stock plant survival. In experiment II, the impact of different irrigation depths on rubber tree rootstock production in a benches was evaluated. Over 7 months, four average irrigation depths (7.0, 11.6, 16.3, 20.9 mm day-1) were applied to seedling rootstocks of the ‘GT1’ clone. Five evaluations were made every 45 days, analyzing morphological variables (total height, stem diameter, number of leaves, green color index, dry mass of leaves, stem and root, and root volume) and physiological variables (net CO2 assimilation rate [A], stomatal conductance [gs], transpiration rate [E], internal CO2 concentration [Ci], water use efficiency [WUE], leaf temperature [Tleaf], and carboxylation efficiency [A/Ci]), in addition to leaf water potential (LWP), stem starch content, percentage of plants suitable for bud grafting, and post-budding survival. The morphological variables showed the highest averages at the highest irrigation depth applied. Significant correlations were found between A and A/Ci, as well as between gs and A for all irrigation depths. The 7 mm day-1 depth resulted in the most negative LWP, with no significant differences among the other depths. The starch content showed a negative correlation was observed between starch content and applied irrigation depths. The 11.6 and 20.9 mm day-1 irrigation depths resulted in 11% and 80% of the rootstocks, respectively, being suitable for bud grafting. Regarding post-budding survival, a significant reduction was observed over time, but with no differences between treatments. It is concluded that, although irrigation depth did not affect bud graft survival, the 11.6 mm day-1 reduced the production time of rootstocks in the nursery. This research demonstrates the feasibility of producing rubber tree green stem suitable for grafting in mini- clonal gardens and provides important insights into the nutrition of stock plants and the use of irrigation to optimize the rubber tree rootstock production system in benches.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Silva, Magali Ribeiro da [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Scaloppi Junior, Erivaldo José [UNESP]Borelli, Karla [UNESP]2024-11-18T19:41:13Z2024-11-18T19:41:13Z2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfBORELLI, K. Sistema de produção de mudas de seringueira em ambiente protegido: adubação nitrogenada em minijardim clonal e manejo e irrigação de porta-enxertos. 2024. Tese (Doutorado em Ciência Florestal) - Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2024.https://hdl.handle.net/11449/25817633004064082P6porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-08-29T05:02:19Zoai:repositorio.unesp.br:11449/258176Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-08-29T05:02:19Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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