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Desenvolvimento de formulações probióticas para prevenção da candidose bucal: estudo in vitro e in vivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Ribeiro, Felipe de Camargo [Unesp]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/191541
Resumo: Os probióticos são considerados uma alternativa potencial para o controle da candidose, no entanto, existe uma falta de produtos probióticos direcionados para a cavidade bucal. Neste estudo, desenvolvemos formulações probióticas usando gellan gum, um biopolímero natural usado como aditivo alimentar, e investigamos os efeitos dessas formulações em Candida albicans. Para isso, Lactobacillus paracasei 28.4, uma cepa recentemente isolada da cavidade bucal, foi incorporada em várias concentrações de gellan gum (1 a 0,6%). Todas as concentrações testadas foram capazes de incorporar as células de L. paracasei, mantendo a viabilidade bacteriana. As formulações probióticas permaneceram estáveis por 7 dias quando armazenadas à temperatura ambiente ou a 4°C. Entretanto, o armazenamento a longo prazo das formulações probióticas foi conseguido apenas quando L. paracasei 28.4 foi liofilizado. As formulações probióticas proporcionaram uma liberação de células de L. paracasei por 24 horas, o que foi suficiente para inibir o crescimento de C. albicans com efeitos dependentes das concentrações celulares incorporadas no gellan gum. As formulações probióticas também tiveram atividade inibitória contra os biofilmes de Candida, reduzindo o número de células de Candida (p<0,0001), diminuindo a biomassa total (p=0,0003) e prejudicando a formação de hifas (p=0,0002) em relação ao grupo controle não tratado. Contudo, a formulação probiótica de gellan gum a 1% proporcionou uma colonização oral de L. paracasei em camundongos com aproximadamente 6 log de UFC/mL após 10 dias. Essa formulação inibiu o crescimento de C. albicans (p<0,0001), impediu o desenvolvimento de lesões de candidose (p=0,0013) e suprimiu a inflamação (p = 0,0006) quando comparada aos camundongos não tratados. Estes resultados indicam que o gellan gum pode ser um biomaterial promissor como sistema transportador de probióticos para prevenir a candidose oral.
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