Avaliação nutricional dos pacientes com doença inflamatória intestinal associada ou não com doença hepática gordurosa não alcoólica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Castelhano, Natália Salvador [UNESP]
Orientador(a): Sassaki, Ligia Yukie [UNESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/323800
Resumo: Introdução: Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma doença crônica imunomediada que possui duas formas principais, a doença de crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RCU). A DII, assim como a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), possuem caráter crônico e inflamatório. Ambas não possuem sua patogênese totalmente esclarecida, entretanto, cada vez mais os estudos apontam a disbiose, alterações corporais e metabólicas, como os principais mecanismos envolvidos. Assim, este trabalho buscou avaliar a composição corporal e o estado nutricional dos pacientes com DII, comparando os grupos DII com DHGNA versus DII sem DHGNA. A hipótese do estudo é que os pacientes com DII com DHGNA apresentam maior prevalência de síndrome metabólica como sobrepeso e obesidade e suas repercussões nutricionais. Objetivo: Avaliar o estado nutricional e a composição corporal dos pacientes com DII, comparando os resultados entre os grupos DII com DHGNA versus DII sem DHGNA e identificar os fatores associados com a presença de DHGNA nos pacientes com DII. Metodologia: Desenvolvido estudo transversal, descritivo, com abordagem quantitativa. Foram convidados para participar pacientes portadores de DII acompanhados no ambulatório do HC-FMB. Foram avaliados dados sociodemográficos, dados clínicos, atividade da doença, uso de medicações, presença de síndrome metabólica, avaliação nutricional, dados bioquímicos e ingestão alimentar. Os pacientes foram divididos em dois grupos (DII com DHGNA e DII sem DHGNA) de acordo com os achados da ultrassonografia hepática. A avaliação nutricional foi baseada em avaliação do estado nutricional e composição corporal avaliada através da bioimpedância elétrica e aferições de medidas antropométricas. A ingestão alimentar dos participantes foi investigada através do questionário de frequência alimentar (QFA) - Nova, classificados com os seguintes grupos; alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados, alimentos processados e alimentos ultraprocessados. Análise estatística: estatística descritiva, testes de associação e regressão logística. Resultados: O estudo incluiu 129 pacientes, sendo 62 com DC e 67 com RCU. A média de idade foi de 44,91 anos. Dentre os pacientes, 57 foram diagnosticados com DII com DHGNA e 72 com DII sem DHGNA. Houve diferença no IMC entre os pacientes, sendo de 28,58kg/m2 no grupo 4 com DHGNA e de 24,77 kg/m2 no grupo sem DHGNA. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, classificada com etnia branca. Uma maior prevalência em não etilismo e não fumantes, com escolaridade médio completo. A maioria dos pacientes não praticava atividade física e ingestão de água foi menor que 2 litros/dia. A maioria dos pacientes estava em remissão clínica, mas apresentava atividade endoscópica. A análise revelou que a maioria foi classificada como sobrepeso, com uma prevalência mais alta na doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Quando avaliamos os hábitos alimentares, observamos que o grupo com DII e DHGNA consumia mais alimentos ultraprocessados, como doces, refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo, em comparação ao grupo de DII sem DHGNA. Em contrapartida, o consumo de alimentos in natura; frutas, legumes, verduras, leite pasteurizados, arroz e feijão, esteve dentro das quantidades recomendadas em ambos os grupos. Conclusão: Com base na avaliação nutricional, observamos que pacientes classificados com sobrepeso tiveram uma maior prevalência de esteatose hepática. Isso pode ser atribuído devido uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados, mostrando que são fatores dietéticos importantes por contribuir para o desenvolvimento de esteatose hepática em pacientes com DII.
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spelling Castelhano, Natália Salvador [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Vulcano, Daniela Salate BiagioniOliveira, Ellen Cristina Souza deMoraes, Mariana Bordinhon deLosilla, Milene Peron RodriguesSassaki, Ligia Yukie [UNESP]2026-05-13T13:11:36Z2024-12-19CASTELHANO, Natália Salvador. Avaliação nutricional dos pacientes com doença inflamatória intestinal associada ou não com doença hepática gordurosa não alcoólica. 2024. Dissertação (Mestrado em Fisiopatologia em Clínica Médica) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.https://hdl.handle.net/11449/32380033004064020P077355077472594590009-0003-4458-1716Introdução: Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma doença crônica imunomediada que possui duas formas principais, a doença de crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RCU). A DII, assim como a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), possuem caráter crônico e inflamatório. 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Foram avaliados dados sociodemográficos, dados clínicos, atividade da doença, uso de medicações, presença de síndrome metabólica, avaliação nutricional, dados bioquímicos e ingestão alimentar. Os pacientes foram divididos em dois grupos (DII com DHGNA e DII sem DHGNA) de acordo com os achados da ultrassonografia hepática. A avaliação nutricional foi baseada em avaliação do estado nutricional e composição corporal avaliada através da bioimpedância elétrica e aferições de medidas antropométricas. A ingestão alimentar dos participantes foi investigada através do questionário de frequência alimentar (QFA) - Nova, classificados com os seguintes grupos; alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados, alimentos processados e alimentos ultraprocessados. Análise estatística: estatística descritiva, testes de associação e regressão logística. Resultados: O estudo incluiu 129 pacientes, sendo 62 com DC e 67 com RCU. A média de idade foi de 44,91 anos. Dentre os pacientes, 57 foram diagnosticados com DII com DHGNA e 72 com DII sem DHGNA. Houve diferença no IMC entre os pacientes, sendo de 28,58kg/m2 no grupo 4 com DHGNA e de 24,77 kg/m2 no grupo sem DHGNA. A maioria dos pacientes era do sexo feminino, classificada com etnia branca. Uma maior prevalência em não etilismo e não fumantes, com escolaridade médio completo. A maioria dos pacientes não praticava atividade física e ingestão de água foi menor que 2 litros/dia. A maioria dos pacientes estava em remissão clínica, mas apresentava atividade endoscópica. A análise revelou que a maioria foi classificada como sobrepeso, com uma prevalência mais alta na doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Quando avaliamos os hábitos alimentares, observamos que o grupo com DII e DHGNA consumia mais alimentos ultraprocessados, como doces, refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo, em comparação ao grupo de DII sem DHGNA. Em contrapartida, o consumo de alimentos in natura; frutas, legumes, verduras, leite pasteurizados, arroz e feijão, esteve dentro das quantidades recomendadas em ambos os grupos. Conclusão: Com base na avaliação nutricional, observamos que pacientes classificados com sobrepeso tiveram uma maior prevalência de esteatose hepática. Isso pode ser atribuído devido uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados, mostrando que são fatores dietéticos importantes por contribuir para o desenvolvimento de esteatose hepática em pacientes com DII.Inflammatory Bowel Disease (IBD) is a chronic immune-mediated condition with two main forms, Crohn’s disease (CD) and ulcerative colitis (UC), sharing a chronic inflammatory nature with non-alcoholic fatty liver disease (NAFLD); although their pathogenesis is not fully understood, evidence increasingly points to dysbiosis and metabolic alterations as key mechanisms. This study aimed to assess the body composition and nutritional status of patients with IBD, comparing those with and without NAFLD, hypothesizing that individuals with both conditions would show a higher prevalence of metabolic syndrome, including overweight and obesity. A cross-sectional, descriptive study with a quantitative approach was conducted with IBD patients followed at the HC-FMB outpatient clinic, evaluating sociodemographic, clinical, biochemical, and dietary data, as well as disease activity, medication use, and presence of metabolic syndrome. Participants were divided into two groups based on liver ultrasound findings, and nutritional status was assessed using bioelectrical impedance and anthropometric measurements, while food intake was analyzed באמצעות the Food Frequency Questionnaire (FFQ-NOVA), classifying foods by processing level. Statistical analyses included descriptive statistics, association tests, and logistic regression. The sample comprised 129 patients (62 with CD and 67 with UC), with a mean age of 44.91 years; among them, 57 had NAFLD and 72 did not. Patients with NAFLD had a higher mean BMI (28.58 vs. 24.77), and most participants were female, White, non-smokers, non-alcohol users, had a high school education, low physical activity levels, and water intake below 2 liters/day; although many were in clinical remission, endoscopic activity persisted. Overweight status was prevalent, especially among those with NAFLD, and dietary analysis showed higher consumption of ultra-processed foods (such as sweets, sodas, filled cookies, and instant noodles) in this group, while intake of unprocessed foods (fruits, vegetables, milk, rice, and beans) met recommendations in both groups. In conclusion, overweight patients showed a higher prevalence of hepatic steatosis, likely associated with a diet rich in ultra-processed foods, indicating that dietary patterns play a significant role in the development of NAFLD in individuals with IBD.Outra88887.821096/2023-00porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Doenças inflamatórias intestinaisCrohn, Doença deRetocolite ulcerativaDoença hepática gordurosa não alcoólicaNutrição - AvaliaçãoProctocoliteColite ulcerativaInflammatory bowel diseaseCrohn's DiseaseUlcerative colitisAvaliação nutricional dos pacientes com doença inflamatória intestinal associada ou não com doença hepática gordurosa não alcoólicaNutritional assessment of patients with inflammatory bowel disease with or without non-alcoholic fatty liver diseaseinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPFisiopatologia em Clínica Médica - FMBAcuracia dos testes diagnósticos em medicinaNão constaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, BotucatuOnlineBanca públicaPublicationa3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2bavirtual::266608-1a3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2bavirtual::266608-1d6077cb5-ee67-4ada-8dc3-8cd930cd218dvirtual::266578-1d6077cb5-ee67-4ada-8dc3-8cd930cd218dvirtual::266578-1LICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; 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