Impacto do estresse térmico testicular na cinética e na resistência dos espermatozoides ovinos armazenados a 5 °C

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Rossi, Eduardo dos Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/312595
Resumo: Objetivo: Este estudo avalia o efeito do estresse térmico testicular agudo na resistência do sêmen refrigerado de ovinos. Além disso, utilizou-se a termografia infravermelha como ferramenta no auxílio diagnóstico dos efeitos do estresse térmico testicular. Metodologia: Oito carneiros mestiços aprovados em exame andrológico foram usados. A temperatura testicular foi aumentada por insulação escrotal (fraldas descartáveis) por 51 h, aumentando a temperatura da superfície escrotal ~3 - 5ºC, mas não afetando a temperatura retal. O sêmen foi coletado por vagina artificial antes (Controle; CO) e nos dias (D) 7, 14, 21, 28, 35, 47 e 62 após a insulação. A termografia infravermelha do escroto e área do globo ocular foi aplicada momentos antes da insulação e imediatamente após a retirada. Além disso, a temperatura retal foi monitorada por termômetro digital nos mesmos momentos da termografia. O sêmen foi avaliado via Análise Computadorizada da Célula Espermática (CASA) imediatamente após a coleta (M0), retirou-se uma fração para morfologia e, na sequência, foi diluído com BotuBOV® (400 x 106 espermatozoide/mL), resfriado a 4ºC e avaliado em 0, 12, 24, 36, 48 e 72 h. Os dados do estudo foram considerados normais e foram analisados por medidas repetidas da ANOVA usando GraphPad Prism® considerando dias de coleta ou tempo de armazenamento de resfriamento. A diferença estatística foi considerada quando P<0,05 e os resultados são apresentados como Média ± SEM. Resultados: Houve redução nos parâmetros de cinética espermática e aumento de morfologia anormal já nos primeiros 7 dias após insulação, no entanto a resistência foi preservada. Os piores momentos de cinética e morfologia foram nos dias 14, 21 e 28 e, começaram a melhorar em D35, mas ainda com impacto na resistência espermática. Em D47 houve uma melhora importante na cinética, morfologia e integridade de membrana plasmática, além disso, a resistência se manteve. A recuperação completa de todos os parâmetros avaliados foi feita aos 62 dias após a pós insulação. Ademais, uma grande diferença estatística foi observada entre o momento pré e pós-HS com a termografia. Conclusão: O estresse térmico testicular agudo prejudicou a cinética do sêmen refrigerado levando a necrospermia. Contudo, a resistência do sêmen refrigerado a 5 °C por 72 h não foi comprometida. Além disso, a termografia infravermelha foi uma ferramenta valiosa no auxílio diagnóstico de alterações no testículo associadas a baixa qualidade seminal.
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O sêmen foi coletado por vagina artificial antes (Controle; CO) e nos dias (D) 7, 14, 21, 28, 35, 47 e 62 após a insulação. A termografia infravermelha do escroto e área do globo ocular foi aplicada momentos antes da insulação e imediatamente após a retirada. Além disso, a temperatura retal foi monitorada por termômetro digital nos mesmos momentos da termografia. O sêmen foi avaliado via Análise Computadorizada da Célula Espermática (CASA) imediatamente após a coleta (M0), retirou-se uma fração para morfologia e, na sequência, foi diluído com BotuBOV® (400 x 106 espermatozoide/mL), resfriado a 4ºC e avaliado em 0, 12, 24, 36, 48 e 72 h. Os dados do estudo foram considerados normais e foram analisados por medidas repetidas da ANOVA usando GraphPad Prism® considerando dias de coleta ou tempo de armazenamento de resfriamento. A diferença estatística foi considerada quando P<0,05 e os resultados são apresentados como Média ± SEM. Resultados: Houve redução nos parâmetros de cinética espermática e aumento de morfologia anormal já nos primeiros 7 dias após insulação, no entanto a resistência foi preservada. Os piores momentos de cinética e morfologia foram nos dias 14, 21 e 28 e, começaram a melhorar em D35, mas ainda com impacto na resistência espermática. Em D47 houve uma melhora importante na cinética, morfologia e integridade de membrana plasmática, além disso, a resistência se manteve. A recuperação completa de todos os parâmetros avaliados foi feita aos 62 dias após a pós insulação. Ademais, uma grande diferença estatística foi observada entre o momento pré e pós-HS com a termografia. Conclusão: O estresse térmico testicular agudo prejudicou a cinética do sêmen refrigerado levando a necrospermia. Contudo, a resistência do sêmen refrigerado a 5 °C por 72 h não foi comprometida. Além disso, a termografia infravermelha foi uma ferramenta valiosa no auxílio diagnóstico de alterações no testículo associadas a baixa qualidade seminal.This study aimed to evaluate the effect of acute testicular heat stress on the quality of refrigerated semen in rams and to assess the usefulness of infrared thermography as a diagnostic tool for heat stress effects. Eight crossbred rams that had passed an andrological examination were used. Testicular temperature was elevated by scrotal insulation with disposable nappies for 51 hours, raising scrotal surface temperature by approximately 3–5 ºC without affecting rectal temperature. Semen was collected via artificial vagina before insulation (Control; CO) and on days 7, 14, 21, 28, 35, 47, and 62 post-insulation. Infrared thermography of the scrotum and eye region was performed immediately before and after insulation removal, along with rectal temperature monitoring using a digital thermometer. Semen was analyzed using Computerized Sperm Cell Analysis (CASA) immediately after collection (M0); a fraction was reserved for morphology, and the remainder was diluted in BotuBOV® (400 x 10⁶ sperm/mL), cooled to 4 ºC, and evaluated at 0, 12, 24, 36, 48, and 72 hours. Data were analyzed using repeated measures ANOVA (GraphPad Prism®), considering collection days or storage times, with significance at P < 0.05, and results presented as Mean ± SEM. The results showed a reduction in sperm kinetic parameters and an increase in abnormal morphology within 7 days after insulation, although semen resistance was maintained. The most significant impairments in kinetics and morphology occurred on days 14, 21, and 28, with gradual recovery starting on day 35, despite ongoing effects on resistance. By day 47, significant improvements in plasma membrane kinetics, morphology, and integrity were observed, and semen resistance remained stable. Complete recovery of all evaluated parameters occurred by day 62 post-insulation. Additionally, a significant difference was found between pre- and post-heat stress thermographic measurements. In conclusion, acute testicular heat stress impaired refrigerated semen kinetics, resulting in necrospermia, although semen resistance at 5 ºC for 72 hours was not compromised. Infrared thermography proved to be a valuable tool in diagnosing testicular alterations linked to reduced seminal quality.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)2018/02007-6Universidade Estadual Paulista (Unesp)Ferreira, João Carlos Pinheiro [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Kastelic, Jonh PatricRossi, Eduardo dos Santos [UNESP]2025-07-31T18:46:39Z2022-05-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfROSSI, Eduardo dos Santos. Impacto do estresse térmico testicular na cinética e na resistência dos espermatozoides ovinos armazenados a 5 °C. Orientador: Eduardo dos Santos Rossi. 2025. Dissertação ( Mestrado em Medicina Veterinária) - Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31259533004064086P19488515709713023porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-22T14:34:05Zoai:repositorio.unesp.br:11449/312595Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-22T14:34:05Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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