Ocorrência dos pinguins-de-Magalhães Spheniscus magellanicus (Forster, 1781) no litoral sul e sudeste do Brasil sob condições oceanográficas da plataforma continental do Oceano Atlântico Sudoeste
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/313753 |
Resumo: | Endêmico da América do Sul, o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) migra anualmente a partir de suas colônias na Patagônia argentina, alcançando o litoral brasileiro até o estado do Rio de Janeiro (21ºS) durante o inverno austral. Essa migração ocorre sob influência de processos oceanográficos, como a Confluência Brasil–Malvinas e a pluma estuarina do Rio da Prata, além de variabilidade climática associada ao El Niño–Oscilação Sul (ENOS). Este estudo analisou 56.340 ocorrências registradas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) entre 2015 e 2024, utilizando dados ambientais e modelagem numérica de correntes (HYCOM/ROMS) acoplada a simulações lagrangeanas (Ocean Parcels). Foram aplicadas análises estatísticas e de correlação, incluindo o Índice Niño Oceânico (ONI) e o favorecimento passivo (transporte advectivo simulado). Observou-se que Santa Catarina concentrou o maior número absoluto de ocorrências (n = 34.951) e que o Paraná apresentou a maior taxa por quilômetro. As ocorrências foram mais frequentes no inverno, especialmente em agosto, e compostas majoritariamente por juvenis (83,3%), dos quais 91,5% já estavam mortos no resgate. Houve correlação significativa entre ONI e número de ocorrências em alguns estados, sugerindo que diferentes fases do ENOS podem influenciar as rotas migratórias por mecanismos distintos. O favorecimento passivo apresentou correlação negativa com o número de ocorrências, hipótese que indica possível permanência mais prolongada dos animais em áreas de alta produtividade ao sul. Os resultados reforçam a importância de integrar processos físicos e ecológicos ao planejamento de políticas conservacionistas para espécies migratórias. |
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Ocorrência dos pinguins-de-Magalhães Spheniscus magellanicus (Forster, 1781) no litoral sul e sudeste do Brasil sob condições oceanográficas da plataforma continental do Oceano Atlântico SudoesteOccurrence of Magellanic penguins Spheniscus magellanicus (Forster, 1781) on the southern and southeastern coast of Brazil under oceanographic conditions of the continental shelf of the Southeast Atlantic OceanAves MigraçãoPinguinsPlataforma continentalPesquisa oceanográficaPython (Linguagem de programação de computador)PenguinsBird migrationContinental shelfOceanographic researchPython (computer programming languageEndêmico da América do Sul, o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) migra anualmente a partir de suas colônias na Patagônia argentina, alcançando o litoral brasileiro até o estado do Rio de Janeiro (21ºS) durante o inverno austral. Essa migração ocorre sob influência de processos oceanográficos, como a Confluência Brasil–Malvinas e a pluma estuarina do Rio da Prata, além de variabilidade climática associada ao El Niño–Oscilação Sul (ENOS). Este estudo analisou 56.340 ocorrências registradas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) entre 2015 e 2024, utilizando dados ambientais e modelagem numérica de correntes (HYCOM/ROMS) acoplada a simulações lagrangeanas (Ocean Parcels). Foram aplicadas análises estatísticas e de correlação, incluindo o Índice Niño Oceânico (ONI) e o favorecimento passivo (transporte advectivo simulado). Observou-se que Santa Catarina concentrou o maior número absoluto de ocorrências (n = 34.951) e que o Paraná apresentou a maior taxa por quilômetro. As ocorrências foram mais frequentes no inverno, especialmente em agosto, e compostas majoritariamente por juvenis (83,3%), dos quais 91,5% já estavam mortos no resgate. Houve correlação significativa entre ONI e número de ocorrências em alguns estados, sugerindo que diferentes fases do ENOS podem influenciar as rotas migratórias por mecanismos distintos. O favorecimento passivo apresentou correlação negativa com o número de ocorrências, hipótese que indica possível permanência mais prolongada dos animais em áreas de alta produtividade ao sul. Os resultados reforçam a importância de integrar processos físicos e ecológicos ao planejamento de políticas conservacionistas para espécies migratórias.Endemic to South America, the Magellanic penguin (Spheniscus magellanicus) migrates annually from its colonies in Argentine Patagonia, reaching the Brazilian coast as far as Rio de Janeiro state (21ºS) during the austral winter. This migration occurs under the influence of oceanographic processes, such as the Brazil–Malvinas Confluence and the Río de la Plata estuarine plume, as well as climate variability associated with the El Niño–Southern Oscillation (ENSO). This study analyzed 56,340 occurrences recorded by the Santos Basin Beach Monitoring Project (PMP-BS) between 2015 and 2024, using environmental data and numerical current modeling (HYCOM/ROMS) coupled with Lagrangian simulations (Ocean Parcels). Statistical and correlation analyses were applied, including the Oceanic Niño Index (ONI) and passive bias (simulated advective transport). Santa Catarina had the highest absolute number of occurrences (n = 34,951), and Paraná had the highest rate per kilometer. Occurrences were more frequent in winter, especially in August, and consisted mostly of juveniles (83.3%), of which 91.5% were already dead at the time of rescue. There was a significant correlation between ONI and the number of occurrences in some states, suggesting that different phases of the ENSO may influence migratory routes through distinct mechanisms. Passive bias showed a negative correlation with the number of occurrences, a hypothesis that suggests that the animals may remain longer in areas of high productivity to the south. The results reinforce the importance of integrating physical and ecological processes into conservation policy planning for migratory species.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Fontes, Roberto Fioravanti Carelli [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Santos, Natália Beatriz de Mendonça [UNESP]2025-09-18T23:09:11Z2025-08-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSANTOS, N. B. M. Ocorrência dos pinguins-de-Magalhães Spheniscus magellanicus (Forster, 1781) no litoral sul e sudeste do Brasil sob condições oceanográficas da plataforma continental do Oceano Atlântico Sudoeste. 2025. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade de Ambientes Costeiros) - Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31375333004161001P7porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-09-19T16:17:01Zoai:repositorio.unesp.br:11449/313753Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-09-19T16:17:01Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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Endêmico da América do Sul, o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) migra anualmente a partir de suas colônias na Patagônia argentina, alcançando o litoral brasileiro até o estado do Rio de Janeiro (21ºS) durante o inverno austral. Essa migração ocorre sob influência de processos oceanográficos, como a Confluência Brasil–Malvinas e a pluma estuarina do Rio da Prata, além de variabilidade climática associada ao El Niño–Oscilação Sul (ENOS). Este estudo analisou 56.340 ocorrências registradas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) entre 2015 e 2024, utilizando dados ambientais e modelagem numérica de correntes (HYCOM/ROMS) acoplada a simulações lagrangeanas (Ocean Parcels). Foram aplicadas análises estatísticas e de correlação, incluindo o Índice Niño Oceânico (ONI) e o favorecimento passivo (transporte advectivo simulado). Observou-se que Santa Catarina concentrou o maior número absoluto de ocorrências (n = 34.951) e que o Paraná apresentou a maior taxa por quilômetro. As ocorrências foram mais frequentes no inverno, especialmente em agosto, e compostas majoritariamente por juvenis (83,3%), dos quais 91,5% já estavam mortos no resgate. Houve correlação significativa entre ONI e número de ocorrências em alguns estados, sugerindo que diferentes fases do ENOS podem influenciar as rotas migratórias por mecanismos distintos. O favorecimento passivo apresentou correlação negativa com o número de ocorrências, hipótese que indica possível permanência mais prolongada dos animais em áreas de alta produtividade ao sul. Os resultados reforçam a importância de integrar processos físicos e ecológicos ao planejamento de políticas conservacionistas para espécies migratórias. |
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