Epidemiologia da sepse neonatal precoce e tardia em prematuros de muito baixo peso, na Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais, de 2010 a 2020

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Castro, Renata Sayuri Ansai Pereira de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/255246
Resumo: Introdução: A sepse neonatal, apesar dos avanços na assistência perinatal, continua a ser um desafio significativo para neonatologistas, influenciando a morbimortalidade e aumentando os custos sociais e econômicos. Objetivo: Conhecer o perfil epidemiológico, microbiológico e o prognóstico da sepse neonatal precoce (SP) e tardia (ST) em prematuros de muito baixo peso, internados nas Unidades da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais, no período de 2010 a 2020. Método: Coorte multicêntrica, com PT-MBP, entre 22-36 semanas, peso de nascimento entre 400-1499g, sem malformações maiores/infecções congênitas, internados nas primeiras 72h de vida, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Variáveis: maternas, gestacionais, de nascimento, neonatais e agentes etiológicos. Desfecho: presença de sepse e mortalidade. Estatística: Teste do Qui-quadrado e t-student para comparação entre grupos, regressão logística múltipla por stepwise e modelo de Poisson, com teste de Wald para tendência temporal. Resultados: A incidência de SP nos 18 centros foi 30,7% (variação: 7,7-68,3%; p<0,001), e da confirmada de 1,6% (0,5%-4,7%; p<0,001), com redução ao longo dos anos. Gram negativos foram os principais agentes (66%). A mortalidade na SP foi 34,6% e a mortalidade neonatal precoce foi de 17,3%. Já na ST, a incidência foi 43,8% (variação: 27,3-64,9%), com 24,6% de ST confirmada e 19,2% de clínica. Gram positivos foram os agentes mais frequentes (64%). A mortalidade na ST foi 24,8% (variação:15,9-40,3%), sem redução durante a década. Conclusão: A incidência e mortalidade da SP e ST foram elevadas nos PT-MBP da RBPN, com grande variabilidade entre os centros. A sepse apresentou forte impacto na mortalidade e a ST na sobrevida com morbidades graves, reforçando a importância de medidas de prevenção da sepse nos PT-MBP. Esses dados mostram que há oportunidades de melhora na assistência à sepse.
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